Após uma sessão marcada por crises e falta de participação por parte das delegações, a representante russa, Beatriz Aquino de Oliveira, foi entrevistada. Ao longo da entrevista, a questionei: “Em julho de 2020, o seu presidente alegou que declarou que a economia russa estava em retoma progressiva, porém 1 mês antes foi registrada que a taxa de desemprego aumentou para 6,3%. Gostaria de entender como as autoridades da sua delegação vêm se comportando quanto às crescentes taxas do desemprego estrutural?”. Por conseguinte, a delegada argumentou que a pandemia foi um fator crucial para o desemprego, mas que o Governo russo já tomou e vem tomando medidas para conter essa crescente taxa. Além disso, a delegada comparou os números de outras nações, declarando que em muitos países desenvolvidos, a taxa subiu mais de 10%, enquanto a da Rússia o crescimento foi de menos de 3%. Por fim, alertou que em meados de 2020, foram implementados seguros sociais e auxílios emergenciais.
Então, realizei a última pergunta: “Em todo momento a sua delegação tem se posto à disposição para solucionar da melhor forma o problema do desemprego estrutural não só no seu país, como nos demais. Com isso, a senhora poderia me exemplificar projetos de lei que assegurem a população em vulnerabilidade e a forma de funcionamento?”. Sendo assim, obtive a seguinte resposta: “Como citados, auxílios socioeconômicos já foram implementados pelo Governo russo. Então, no que tange ao desemprego que vem crescendo - inclusive nosso presidente já reconheceu que as taxas são altas, justamente pela extensão territorial - medidas provisórias foram tomadas, até que a crise seja sanada. Além de estarem sendo criados planos de ação nacional, para sanar essa problemática. E pretendemos chegar em 2022 com a economia reestruturada.”
Por fim, é importante salientar que a delegada tem se feito presente durante as discussões, fazendo diversas intervenções e tentando sanar o problema apresentado. Todavia, é de conhecimento de todos que a Rússia em si, é um país extremamente problemático, assim, já que o problema não está na classe trabalhadora, talvez seja o modo de exercer e tratar do seu próprio governo que tem causado tantos problemas para a nação.
Por Thalita Marques dos Santos