Sabemos que uma empresa, seja pequena ou grande, enfrenta obstáculos desde sua concepção, quando ainda é um embrião, até o momento em que ela chega ao topo. Aliás, o tão sonhado topo! Que empresário não ambiciona que seu negócio seja tão grande a ponto de chegar no pico mais alto? Alto não como a Muralha da China, já que apenas nas falácias ela poderia ser vista da lua. Como um Everest, talvez, que pode ser visto do espaço.
Afinal, para que a SUA empresa atinja o sucesso, e seja escalável, você precisa ter os equipamentos de um alpinista para enfrentar com segurança a subida até o ponto mais alto. Para que isso aconteça, não basta uma só ferramenta e, nem mesmo, ter todas elas. É necessário usá-las a favor do que você oferece.
Então, se o seu negócio consegue oferecer um produto ou serviço atraente ao mercado, fique sabendo: ISSO NÃO É SUFICIENTE! Porque o que determina o sucesso de uma empresa, vai muito além do que, apenas, essa pequena peça.
Nesse momento, eu acredito que você tenha trocado aquela risada sarcástica: “HAHAHAHA! Como meu produto é bom. Meus clientes e o mercado devem ficar impressionados” por um sorrisinho de canto. Dado que os seus resultados incríveis não estão impressionando o seu bolso.
Mas CALMA!
Eu não quero te desanimar! Se você é um empresário que, como dito acima, tem um bom produto, já é um ótimo ponto de partida. No entanto, precisa saber mais do que hipnotizar seus clientes e fazê-los comprar. Uma vez que as vendas são, somente, a parcela mais evidente do seu negócio.
Assim, se nem você e nem sua carteira (bolso, bolsa, conta bancária, colchão, etc) estão vendo a cor do dinheiro das vendas, certamente, algum erro (ou ALGUNS ERROS, sendo mais pessimista) está sendo cometido. E eu espero que se você chegou aqui, ainda tenhamos tempo de te ajudar a corrigi-los. O primeiro passo é identificar a falha. Posto isto, eu vou listar os principais erros para que você possa os abolir de vez da sua trajetória empreendedora.
O mercado no qual o seu produto está inserido tem te trazido retorno quanto as metas de saída. Ou seja, muitos clientes, muitas vendas. Naturalmente, você espera um retorno disso, porém quando isso não acontece,
você DEVE se perguntar: “A minha empresa tem mais despesas do que contas a receber?”
Se não há um equilíbrio entre esses dois pontos, terão que ser feitos cortes de gastos. Nas despesas da empresa estão incluídas compras de mercadorias (ou matéria-prima), impostos, salários, entre outros. Quanto a salários, você já se questionou se o seu (sim, o SEU, pois você também faz parte do staff) está dentro das possibilidades financeiras do seu negócio?
Não saqueie a sua própria empresa!
Quando seus vencimentos não têm um valor fixo, você acaba ultrapassando o que a empresa pode pagar. E não confunda, a sua remuneração e o lucro do seu negócio não são a mesma coisa.
Esse descontrole financeiro pode conduzir a um outro problema. Cobrir gastos pessoais com o caixa destinado a empresa. NUNCA misture as finanças do negócio com as da pessoa física. Porque no final, nem você e, muito menos, a sua empresa terá dinheiro. E o único responsável por esse infortúnio será VOCÊ.
Não se assuste quando digo: VOCÊ! Pois, nesse caso, você também é o detentor da solução para evitar esse combo do prejuízo.
Ao ter uma prévia do resultado que terá com as vendas, você se sente uma blogueirinha ao receber “mimos” de seus parceiros. Mas, se você não prevê que os processos de compra e venda dos produtos da sua empresa acontecem antes dos “recebidos”, o desfecho pode não ser tão feliz assim.
Rombos nas contas da empresa.
Você paga o fornecedor, mantém as contas da empresa em dia, vende a prazo. Ao final de tudo, recebe! Mas esse atraso nas contas a receber faz com que não haja no seu negócio um ciclo saudável, o capital de giro.
Se o ciclo operacional e o ciclo financeiro da sua empresa estão DIVORCIADOS está na hora de fazerem as pazes.
Tá, tudo bem! Eu sei que quando um briga com o outro, restabelecer o equilíbrio não é tão simples assim. Entretanto, com planejamento e organização você pode ser o cupido dessa relação.
A harmonia voltará a reinar se você conseguir fluxo de caixa. Isso não, necessariamente, passa por empréstimos abusivos. Ser um bom negociador pode te ajudar.
Negocie com fornecedores e adie o pagamento da mercadoria.
Negocie com clientes e antecipe o recebimento.
Mas se a sua lábia de galã não for suficiente. Cabe, até mesmo, reduzir as vendas para gerar saldo de caixa e trazer sua empresa de volta para o azul (Four + Blue).
Quem gosta de trabalhar de graça? Acredito que ninguém! Só que, se uma empresa não consegue abater os valores que gasta no que recebe, provavelmente, não está cobrando o PREÇO JUSTO.
Os gastos comportados pela empresa vão desde a produção até os tributos. Isso para que o cliente receba um serviço de qualidade.
Quando você oferece um serviço elaborado por você, isto é, com a sua identidade, não pode ter medo de cobrar o preço pelo qual você trabalhou.
Opa, volta aqui!
Não adianta correr para o amigo google ou saber os valores cobrados pelo seu concorrente. Isso não tem a ver com o mercado!
Para fazer o cálculo correto da precificação dos seus produtos, você precisa baseá-lo nos dados da sua empresa. Números individuais adquiridos com apuração. E isso o seu vizinho de comércio não tem e não saberá.
Sabe quem pode conhecer essas informações?
Não olhe para trás, nem para o lado. Olhe para o espelho! Porque ninguém deve conhecer tão bem quanto você, empresário, a sua própria empresa. Afinal de contas, como diz aquele ditado popular: É o olho do dono que engorda o gado.
Seu negócio vende, mas não recebe? Pois é, acontece nas melhores famílias.
Mas mantenha todos os outros passos que dependam de você em pleno funcionamento para não entrar no vermelho. E não se esqueça de continuar com as finanças organizadas e planejadas. Porque, assim como para o nascimento da sua empresa, para mantê-la viva e crescendo no mercado você também precisa se programar.
*Texto produzido a partir do vídeo: Vendendo bem mas não tenho dinheiro - 4blue