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Mês: Janeiro - 2016

A reconstrução de um coletivo classista e combativo, Pela Base!

O coletivo sindical SINASEFE PARA LUTAR surgiu em 1998, em meio a um Congresso Estatuinte, na cidade de Manaus, devido a ausência de uma política e de projetos claros para o nosso Sindicato Nacional.
Percebemos naquele momento histórico a necessidade da criação de um coletivo que pudesse propor e dar corpo a um projeto de autonomia ao SINASEFE, que transformasse as ações do Sindicato Nacional frente aos partidos e ao estado, bem como estabelecesse outra relação com o nosso patrão nos processos negociais.
Passamos por uma crise, que ocorreu no segundo semestre de 2014 e se estendeu até o final do primeiro trimestre de 2015. Essa crise ocorreu devido a alguns dos nossos quadros na Direção Nacional terem se negado em manter os compromissos assumidos na composição da chapa no último Congresso Eleitoral, enquanto representação e posições coletivas. Essa crise de alguma forma nos permitiu fazer um amplo debate interno, com a necessária retomada dos princípios e das bandeiras que ficaram pra trás nos dois últimos mandatos.
Tivemos até então uma trajetória vitoriosa, mas um novo ciclo se inicia e uma nova trajetória também.
Já estamos deixando a nossa crise para trás e buscando retomar a nossa identidade do final dos anos 90 e da primeira década dos anos 2.000. Estamos retomando a construção de um sindicalismo combativo e classista, baseado nas escolhas coletivas, Pela Base, transformando a direção, seja ela do Sindicato Nacional, das Seções e do próprio SPL, em ferramentas executivas da vontade e das posições aprovadas nos seus fóruns e instâncias, coletivas.
Acreditamos na autocrítica, pois ela é a nossa garantia de que evitaremos a degeneração política enquanto organismo classista.

Aproveitamos para reafirmar:

  • Respeito às deliberações das instâncias e fóruns do Sindicato Nacional;

  • Organizar um coletivo a partir de Programa Político classista, independente dos partidos dos seus militantes. Não somos uma Frente Sindical e sim um Coletivo Democrático e de Luta;
    Respeito e fidelidade ao posicionamento coletivo em substituição ao individualismo e ao personalismo;

  • A Democracia Operária e a busca da construção de uma sociedade socialista, pautada na transformação dos modelos social, político e econômico do nosso país, buscando a participação solidária de toda a Classe Trabalhadora na busca desses objetivos;

  • Organização democrática do Coletivo, em que o Programa Político elaborado, coletivamente, seja a expressão efetiva da participação e do controle das suas bases sindicais;

  • Respeito a todas as correntes de pensamento, independentemente das diferenças ideológicas, sempre buscando construir coletiva e unitariamente a luta.


Mês: Fevereiro - 2016

30º CONSINASEFE, o Congresso mais caro da história do SINASEFE

​​
RESULTADO DA CONSULTA DO HOTEL DO
30º CONSINASEFE ELEITORAL

Encaminho esta mensagem para comunicar o resultado da consulta que formalizei durante este plantão, bem como darei conhecimento às bases da polêmica que estamos vivenciando quanto à escolha do Hotel que faremos o nosso próximo Congresso Eleitoral.
A Direção Nacional, na figura das Coordenações Geral e CAF, recebeu uma proposta final da Comissão constituída por um membro de cada coletivo na DN, constando da escolha da agência que estará na organização do evento quanto à hospedagem e demais questões referentes ao hotel onde o Congresso se realizará.
A escolha que a Comissão apontou, conforme afirmei na própria consulta abaixo, não se coaduna com as expectativas financeiras e muito menos não encontra qualquer referência na realização de Congressos anteriores que foram realizados nos mais de 30 anos do nosso Sindicato, sendo inclusive, na minha e na opinião e dos demais dirigentes e militantes do coletivo do qual faço parte, um acinte, na medida que estabelece valores elevados para os nossos padrões e encarecerá em muito o rateio solidário e até mesmo a organização que é custeada pela Direção Nacional.
Ao fazer a consulta realmente esperava ver no resultado um pouco mais de maturidade e responsabilidade por parte dos dirigentes dos demais coletivos nesta DN, que acabaram por estabelecer apenas uma queda de braço devido ao fato do SPL ter questionado o resultado produzido pela referida Comissão. Quando o que pretendíamos era apenas questionar o fato dessa Comissão ter escolhido um hotel que custará mais de 300 mil reais em relação ao outro hotel apresentado pelas agências que concorreram para organizar o evento. Basta dar uma olhada nas planilhas em anexo e verão do que falo.
Em muitas das respostas dos membros da DN à consulta, bem como em insinuações e difamação em redes de whatsapp das quais alguns dos dirigentes participam, muito se tentou desqualificar os que defendiam os valores mais baratos e muito se tentou também estabelecer dúvidas quanto aos que questionavam a escolha mais cara estabelecida por tal comissão.
Entretanto não há como fugir da realidade e como se estabelecer argumentos que estão pautados em inverdades.
A escolha do Hotel Royal Tulip pela maioria da Comissão e agora por uma dezena de dirigentes da DN, onde as diárias de hospedagem, incluídas as três refeições, num valor de 357 reais diários para cada delegado/a, chegando a um total de 1.428 reais pelos quatro dias de Congresso, em comparação à outra proposta, a do Hotel Nacional, onde a diária é de 220 reais, também inclusas as três refeições, num total de 880 reais para cada delegado/a, durante os mesmos quatro dias, não encontra sustentação para quem defende de fato os interesses dos trabalhadores/as, bem como das suas respectivas Seções Sindicais. Afinal são mais de 400 reais de diferença pra mais por delegado ou delegada, não se justificando inclusive nosso isolamento no Lago Sul, onde não é o nosso verdadeiro habitat.
Algumas das tentativas, inclusive infantis e até mesmo desleais, se mantém pela falta de oportunidade de rebatê-las. Irei apresentar informações que certamente poderão desmontar tais tentativas e permitir à Base que possa tirar suas próprias conclusões:.

1- A escolha do hotel Royal Tulip pela Comissão e pelos dirigentes nacionais que defendem este hotel cinco estrelas, devido à estrutura dele e a falta de estrutura do Hotel Nacional – Depois de ver uma entusiasmada defesa da estrutura do Royal Tulip e um ataque ao Hotel Nacional por parte da Comissão e de alguns dirigentes, resolvi ir ontem, dia 4 de fevereiro, visitar os dois hotéis, em conjunto com o companheiro Luiz Bill, plantonistas da semana, e pudemos verificar que para as necessidades de um Congresso do SINASEFE os dois hotéis possuem condições de infraestrutura satisfatórias para recebê-lo, ficando a diferença apenas quanto ao padrão e o preço, é claro. Nos dois casos possuem quartos confortáveis, restaurantes com capacidade para atender aos participantes, além de salas para os grupos de trabalho e um auditório para abrigar a plenária principal do Congresso.
2- A não existência de bloqueio do Hotel Nacional – Em ambos os hotéis recebemos a mesma informação, de que eles estariam bloqueados para o SINASEFE, mas que depois desse próximo final de semana estariam sendo disponibilizados para outros grupos interessados. Enfim, não é verdadeira a afirmação de alguns que não existia mais espaço para contratação do Hotel Nacional. Talvez a agência escolhida pela Comissão não tenha o bloqueio e aí o problema é escolhermos o hotel devido à escolha anterior da agência, o que é lamentável.
Realmente fico intrigado em saber o que leva a dirigentes de um Sindicato Nacional buscarem a escolha de valores mais caros para a hospedagem em um evento já tão dispendioso para cada Seção Sindical, por conta de argumentos tão fluídos ou inconsistentes, como se fôssemos uma empresa e não um instrumento de luta que precisa de auto financiamento e, portanto, precisa preservar os seus recursos. Até parece que o SINASEFE e as Seções Sindicais estão nadando em dinheiro.
Certamente depois dessa minha mensagem irei receber muitas críticas e muitas acusações de quais seriam as minhas ou as intenções do SPL em estar expondo isso na rede de e-mails das Seções, mas com certeza não poderíamos aceitar tão passivamente o absurdo que hoje tenta se praticar com a maioria construída pelo conjunto dos outros coletivos, sem que seja feito um debate mais amplo e aberto junto à base. Eu devolvo a mesma pergunta para que respondam à categoria.
Enfim, é preciso que a base saiba, efetivamente, que corre-se o risco do valor do rateio solidário do próximo Congresso ser acrescido de grande monta em relação ao último Congresso Eleitoral, se transformando num verdadeiro rateio "perdulário" e não solidário. Além disso, cada um escolhe como quer entrar para história, e eu não serei o Coordenador Geral que irá assinar um contrato contendo este tipo de absurdo, até porque a consulta formulada não chegou a um resultado positivo para nenhuma das posições.
Foram 21 dirigentes que responderam e o resultado ficou em 10 a 10 para cada posição e uma dirigente que usou a sua resposta apenas para questionamentos ao SPL e Pão e Rosa, quanto à consulta e respostas de seus integrantes, não teve seu voto computado para nenhum dos dois hotéis:

A favor do Hotel Royal Tulip – Xavier (MEI), Luis Bill (MEI), Davi Lobão (Pão e Rosas), Fabiano (Pão e Rosas), Fabrício (UPB), Ronaldo Naziazeno (UPB), Anderson (UPB), Dorval (MI), Moisés (MI) e Jucélio (MI);

A favor do Hotel Nacional – Carlos Magno (SPL), Eugênia (SPL), Arnou (SPL), Ariovan (SPL), Tiago (SPL), Marcos (SPL), Gleice (SPL), Dória (SPL), Jailson (SPL) e Welinton (SPL).

Não apresentou nenhum hotel – Moema (UPB)

Estou encerrando o meu plantão e espero que o próximo possa dar prosseguimento às demandas. Se insistirem no fechamento de contrato com o Hotel Royal Tulip irei apresentar um recurso à Plenária para que tentemos uma outra alternativa. Sobre isso quero informar que já pedi cotação também para o Hotel Naum, e Carlton Hotel, e espero que os demais dirigentes possam procurar alternativas ao que foi erroneamente definido pela Comissão e que está encontrando apoio na maioria dos coletivos que compõem a Direção Nacional.
Assim, a partir de então, torna-se necessário que a Comissão de Organização do 30* CONSINASEFE se reúna em caráter de urgência para encaminhar as questões relativas ao Congresso Eleitoral e reveja sua posição.

Em tempo, hoje recebi a visita da Empresa AGM e a mesma me entregou apenas o contrato do Hotel Royal Tulip, e quando solicitei o contrato do Hotel Nacional, pois precisaria fazer uma leitura e submeter à apreciação da Assessoria Jurídica, a mesma informou que não tinha feito o do Hotel Nacional, pois o contrato do Hotel Royal Tulip já havia sido celebrado pela Comissão de Organização, inclusive já assinado por um dos membros da Comissão Fabrício Tavares como testemunha. Isso tudo nos leva a crer que a Comissão tendenciosamente decidiu pelo Hotel que fica muito mais caro aos cofres do SINASEFE, sem uma consulta aberta à Direção Nacional. O que me intriga também, é tamanha parcimônia entre a Comissão e a referida empresa AGM devido ao fato de um contrato que refere-se a valores de grande monta, já assinado pela Comissão, encontrar-se na mão da empresa interessada, quando, na verdade o contrato uma vez assinado por um testemunha, deveria estar no cofre da entidade.

SEGUE A CONSULTA À DN REALIZADA EM 02/02/2016
Enviadas: Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2016 15:38

Para que a Base tenha ideia da consulta formulada, apresento abaixo os considerandos da Consulta. A resposta fica por conta de cada dirigente.

1) Considerando que a referida Comissão apontou a escolha da empresa AGM Turismo e do Hotel Royal Tulip, mesmo que os valores do Hotel Nacional e de outras agências sejam menores que da referida agência (nós do SPL produzimos uma planilha em anexo que demonstra isso de maneira clara);

2) Considerando que a decisão hotel Royal Tulip e a agência AGM Turismo teria ocorrido pela apresentação de serviços que as outras agências e hotéis não ofereceriam, valendo, inclusive, registrar que tais serviços foram elencados de maneira superficial, não justificando para mim qual seriam as diferenças para tais escolhas.
Além do argumento de que o Hotel Nacional estaria sob judice e não teria estrutura para comportar nosso evento, ignorando, inclusive, informações de membro da própria Comissão (Davi Lobão) que o Hotel Nacional tem sido sede de Congressos da FENASPS, bem maiores que os Congressos do SINASEFE?

3) Considerando que os valores apresentados para hospedagem e estrutura no Hotel Nacional são bem menores menores que os da hospedagem no Royal Tulip;

4) Considerando que, enquanto Coordenador Geral, um dos ordenadores de despesa desse Sindicato Nacional, não posso ignorar que a escolha do Hotel pela Comissão, bem como a agência, não segue os critérios históricos desenvolvidos pelo SINASEFE, ao logo da sua história de realização de Consinasefes, a partir do custo/benefício, com a escolha dos valores mais baratos para serviços equivalentes (hospedagem e estrutura para o Congresso);

5) Considerando que a próxima Plenária só acontecerá daqui 18 dias e que existe o anuncio pelas agências da quebra de bloqueio nos hotéis apurados pelas mesmas;

6) Considerando que a posição da Comissão que escolheu o Hotel Royal Tulip não foi unânime, como o apresentado no relato do companheiro Fabricio – Davi Lobão e Welinton Clay se posicionaram favoráveis ao Hotel Nacional;

7) Considerando que a partir desses itens elencados, e devido ao fato de todos termos responsabilidades enquanto gestores desse Sindicato, informo que ao não acatar a indicação da Comissão, não assinarei o contrato com a AGM e também não autorizo a ninguém fazê-lo durante o meu plantão, e encaminho a Direção Nacional, a consulta abaixo:

– De acordo com as planilhas em anexo, produzidas a partir das propostas apresentadas por cada agência concorrente, além do conteúdo da mensagem encaminhada pelo Plantão dirigente Fabrício, existem dois hotéis apresentados pelas agências contatadas, sendo que o Hotel Nacional possui valores menores em cada diária de delegado/a, bem como para a infraestrutura do Congresso (Auditório Principal, salas para os grupos, coffe break). Pergunto: Qual a sua escolha, o Hotel Nacional ou o Royal Tulip?

– Escolheremos a Agência que apresentou o menor valor ou a agência escolhida pela Comissão por outras razões?

– A Direção Nacional entende que as diárias de hotel devem constar de pensão completa (almoço e jantar, além de café da manhã) ou manter o pagamento de diárias de alimentação como o ocorrido em Congressos anteriores?

– Realizaremos um Jantar de confraternização durante o Congresso? Precisamos pedir a cotação também para as Agências de Turismo, pois somente uma das agências apresentou valores para isso.

Gostaria, ainda, de informar a esta Direção Nacional que devido às insinuações promovidas por determinados dirigentes quanto a postura do SPL na condução desse processo de escolha de hotel e agência de turismo para o Congresso, irei dar ampla divulgação da Consulta formulada e os seus resultados, até para que não restem dúvidas do compromisso de cada um de nós com a verdade e com o desempenho das nossas funções, que devem ser sempre publicizados e do conhecimento da base da categoria.
Espero que cessem os ataques irresponsáveis nas redes de whatsapp, que procuram atingir a companheiros/as de uma mesma DN, bem como ao coletivo que pertenço. Até para que possamos assumir as nossas posições quanto a escolha do hotel e agência de maneira franca, aberta, sem qualquer subterfúgio, que não esteja claramente demonstrado na consulta ora formulada.

Saudações,

Carlos Magno Augusto Sampaio
Coordenador Geral de plantão
Professor de Filosofia
INSTITUTO FEDERAL BAIANO – CAMPUS SANTA INÊS-BA


planilha-com-proposta-de-custos-de-hospedagem-no-consinasefe-eleitoral-c3baltima-versc3a3o.pdf
proposta-pratic.pdf
proposta-viamar.pdf
resultado-da-consulta-do-hotel-do-consinasefe_env.pdf

Mês: maio 2016

Nota de Repúdio

O coletivo SPL – Sinasefe Para Lutar REPUDIA o crime cometido por 33 homens no dia 25/05/2016 contra uma menina de 16 anos numa comunidade do Rio de Janeiro. A crueldade foi filmada e divulgada em um vídeo de poucos segundos no qual o tom de deboche, ironia e covardia imperou. Nas redes sociais e fora delas, a sociedade machista deslocou a responsabilidade e a culpa desse ato de crueldade alegando que a menina: “andava em más companhias”, “era usuária de drogas”, “já possuía um filho de três anos”, “que estava no lugar errado”, “que deveria estar com roupas justas”, ou mesmo, “deveria ter dado confiança para os rapazes”. Mas, a reflexão deveria ser sobre o que leva 33 homens a invadirem o corpo de uma mulher, de forma brutal e violenta, e sentirem-se à vontade para expor tal aberração/violação nas redes sociais. Não podemos tolerar, que práticas machistas sejam naturalizadas em qualquer lugar sob qualquer pretexto. Enquanto educadores e educadoras repudiamos a prática machista e exigimos que este crime seja devidamente investigado e que os criminosos sejam punidos, pois a violência cometida por eles atinge tod@s nós!

Basta desta sociedade machista buscar justificar o injustificável! Basta de naturalizar práticas machistas que consequentemente se transformam para além da violência psíquica, emocional, cultural, simbólica, violência física como a ocorrida neste último dia 25/05/2016.

Repudiamos a objetivação do corpo da mulher como se fosse desprovida de sentimentos e humanidade. A nossa luta é todos os dias! Lutamos em todo lugar contra o machismo, contra as suas práticas cotidianamente reiteradas e justificadas pela nossa sociedade machista/patriarcalista!

A nossa luta é por respeito e dignidade. Lutamos para defender nossos direitos tão costumeiramente tratados como drama, exagero e desnecessário. A nossa luta é contínua. Lutamos unidas, porque assim somos mais fortes!

MACHISTAS NÃO PASSARÃO! CRIMINOSOS NÃO PASSARÃO!

Coletivo SPL – Sinasefe Para Lutar

Brasília, 29/05/2016.



Nota contra o GOLPE

Brasília, 28 maio de 2016.

A conjuntura está batendo à nossa porta

Quando é que a Direção Nacional do SINASEFE vai publicar alguma linha sobre e contra o golpe midiático, parlamentar e empresarial em curso em nosso país? Quando as  bases serão consultadas para deliberarem sobre este tema nas instâncias superiores do nosso Sindicato Nacional?
Além de paralisado, desde o último Congresso Eleitoral, o SINASEFE está perdendo o bonde da história. Enquanto os trabalhadores/as organizados, o povo em  geral, os estudantes, as mulheres, os negros, entre outros movimentos vão às ruas combater o GOLPE e o seu resultado, o SINASEFE Nacional fica num imobilismo como  se não tivéssemos nada com o que está acontecendo. E o que é pior, encaminhando uma posição de não cerrar fileiras com outros setores por conta da posição majoritária dos membros que dirigem nosso Sindicato Nacional.
As posições político-partidárias estão impedindo a participação do nosso Sindicato nessas lutas, cujas demandas também são dos/das servidores/as da educação federal.
Quando alguém diz que o SINASEFE não tem nada com o que está acontecendo e que não devemos tomar “partido” neste momento, já que o governo afastado representa a mesma coisa que aquele que ocupou ilegitimamente o seu lugar, ignoramos uma série de ataques que já ocorreram em pouco mais de 20 dias deste governo interino. Vamos ter que aguardar mais o que para ver o nosso Sindicato Nacional se posicionar? Vai ser preciso o que mais para o SINASEFE fazer igual aos Sindicatos dos Servidores da “Extinta” CGU, da Cultura e de outros setores que já se manifestaram duramente contra todo tipo de “pilantragem” do atual governo?
O SINASEFE é firme para o enfrentamento somente quando o governo era dirigido pela Dilma e pelo PT? Não temos ilusões nos governos do PT, mas entendemos que  devemos ser ainda mais duros com a “gang” de Michel Temer, porque ele não foi eleito por 54 milhões de votos e não tem compromissos com qualquer setor mais progressista da nossa sociedade. O que significa que está livre para promover todo tipo de ataques, principalmente se os setores organizados não forem duros neste momento.
Não existe mais qualquer necessidade de prova de que o processo de impeachment é um GOLPE contra a democracia. Precisamos agir e precisamos de  alguma sinalização das instâncias do nosso Sindicato Nacional para isso. Afinal, as gravações de Romero Jucá, José Sarney e Renan Calheiros sobre o impeachment não são suficientes para expor os reais motivos dessa trama, motivados pelos setores mais conservadores da nossa sociedade? Ou vamos nos calar, de forma oportunista, diante desse ataque à democracia? Todos nós sabemos que o governo Dilma atacou nossos direitos, mas vamos aceitar a utilização dessa ferramenta suja e imunda da direita golpista para nos livrarmos de Dilma? Tem alguém no SINASEFE que acha que a saída de Dilma possibilitaria o “Fora todos”, com novas eleições, como alguns teimam em “panfletar”?
Quem perde com este processo é toda a sociedade. Quem perde mais ainda é a democracia construída por décadas. Podemos até ter críticas ao processo democrático  instituído, mas se passarmos a questioná-lo a ponto de ignorarmos a mudança abrupta e autoritária do seu resultado, estaremos dizendo para a burguesia brasileira que somos mais do que manipuláveis, somos omissos e não lutamos pelos resultados das escolhas da maioria do povo brasileiro. Enfim, a democracia é burguesa? Ela é fraca, limitada? Sim, mas é o processo mais avançado que conseguimos até o momento em nosso país. Se viermos a nos render sem luta a atitudes autoritárias da elite brasileira, estaremos jogando fora tudo que ajudamos a construir ao longo da nossa história. É desvalorizar toda a luta contra a Ditadura Militar. É ignorar que neste momento estamos dando 10 passos atrás e nenhum a frente, e que apenas atendemos com isso às expectativas, táticas, de “alguns” que sequer podem publicar suas reais intenções.
Os ataques já estão em curso. Se já era difícil lutar contra um governo democraticamente eleito, muito mais será lutar contra um governo com vínculos espúrios já largamente demonstrados pela própria mídia que empunha a bandeira do impeachment desde as primeiras horas.
Não há o que esperar de um processo que estabelece um latifundiário para Ministro da Educação. Que apresenta um Ministério de “notáveis da corrupção” e que anuncia todas as suas maldades já nas primeiras semanas de governo, sem qualquer constrangimento, como se não tivesse o que temer. Sendo esta uma clara demonstração de como tratará a sociedade quando se solidificar enquanto governo, a partir da concretização do “impeachment” no Senado Federal. Se quiserem pagar pra ver!
Conclamamos a todos/as os/as servidores/as da rede federal de ensino a participarem das lutas que já estão ocorrendo em nosso país. Fazemos uma cobrança à Direção Nacional do SINASEFE para que estabeleça imediatamente tal discussão nos fóruns e instâncias do nosso Sindicato Nacional, até para que no futuro não sejam acusados de atentarem contra democracia no SINASEFE.
Unamo-nos todos às forças contrárias ao GOLPE. Lutemos contra o GOLPE midiático, parlamentar e empresarial de 2016! Fora Temer!

Todos aos atos públicos contra o Golpe e pelo Fora Temer!
Dias 10 e 19 de junho serão os próximos atos em todo o país

Faça o download dessa nota em PDF e divulgue-a: SPL – NOTA contra o GOLPE



spl-nota-contra-o-golpe.pdf

Mês: junho 2016

Boletim SINASEFE nº 572

O SINASEFE lançou em 19 de junho o Boletim Eletrônico n° 572, o primeiro de 2016, totalmente produzido pelos plantonistas da Direção Nacional (DN).

A publicação traz uma breve análise conjuntural em seu editorial, um mapeamento dos PLs e PECs que ameaçam os 

direitos da classe trabalhadora, e um primeiro olhar sobre os resultados do II Encontro Nacional de Educação.  Por razões nem um pouco claras, o Boletim nº 572 foi retirado do site do SINASEFE. O coletivo SPL – SINASEFE Para Lutar, sempre na luta pela pluralidade do pensamento, disponibiliza em seu site. Eis o Boletim SINASEFE nº 572


Autor: SPL

Publicado em 25 de junho de 2016

boletim-572.pdf
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