2o workshop sobre descomissionamento de plataformas

2nd workshop on offshore platform decommissioning

Patrocínios

A Industria de Construção naval e Offshore está em busca de novas oportunidades em face da crise que afeta nosso país. Os estaleiros, no momento, estão com ociosidade por causa de ausência de demandas de construção naval e offshore. Assim sendo uma atividade surge no horizonte: descomissionamento de plataformas de petróleo e gás natural.

À medida que a produção de petróleo avançou para águas mais profundas, a remoção das grandes plataformas e ativos instalados em ambientes mais complexos pode custar perto de bilhão de dólares por plataforma, envolvendo as três etapas típicas: poço (P&A), subsea e topside. Além disso, o descomissionamento não oferece retorno sobre o investimento, mas carrega responsabilidades ambientais e regulatórias significativas.

Devido ao crescente número de ativos destinados ao descomissionamento, juntamente com as considerações regulatórias e ambientais cada vez mais rigorosas relativas às operações offshore, isso está rapidamente se tornando uma prioridade comercial para os operadores offshore, fato que necessitará de prestadores de serviços especializados.

Com 74 plataformas marítimas com mais de 25 anos de operação, a Petrobras está ampliando o desenvolvimento de projetos de descomissionamento - atividade de desmobilização e remoção de equipamentos ao fim da vida útil de um projeto - de sistemas de produção de petróleo offshore. Entre os projetos do tipo em desenvolvimento estão os do campo de Cação, na Bacia do Espírito Santo e de Marlim, na Bacia de Campos.

“Temos verificado que há sistemas que já alcançaram sua vida útil”, disse a diretora de Exploração e Produção (E&P) da Petrobras, Solange Guedes, durante uma das apresentações do novo plano de negócios da companhia, para o período de 2017-2021, que prevê investimentos de US$ 74 bilhões, dos quais 82% na área de E&P. "Existem alguns planejamentos para serem feitos em Marlim, para descomissionamento em águas rasas da Bacia de Campos", completou.

Fundamentada nestes princípios, a SOBENA – Sociedade Brasileira de Engenharia Naval, promoveu com êxito o 1º Workshop sobre o assunto em maio de 2017. Agora, após liderar duas missões de empresas brasileiras ao Mar do Norte e ao Golfo do México, a SOBENA promove o 2o workshop sobre descomissionamento de plataformas a ser realizado 29 de agosto de 2018.

A situação internacional

Vale a pena o registro de que no mundo o descomissionamento de antigas plataformas e poços está aumentando drasticamente, com mais de 600 projetos previstos para serem desativados no mundo nos próximos cinco anos.

Enquanto a América do Norte é o maior mercado para descomissionamento, a Europa tem o maior gasto com descomissionamento, com base no tamanho e volume das estruturas descomissionadas no Mar do Norte. Além da América do Norte e da Europa, Angola e Nigéria impulsionarão esta atividade na África, enquanto México e Brasil serão o foco da demanda de descomissionamento na América Latina a partir de 2019/20, e a Austrália impulsionará a demanda na região Ásia-Pacífico.

Um fato merece toda a atenção: não há players dominantes, o que torna ainda mais difícil para as empresas de E&P e de serviços offshore prever com precisão os custos e riscos de descomissionamento de Plataformas.

Segundo o Presidente da Decom North Sea, associação criada em 2010 destinada ao tema do descomissionamento no Mar do Norte, esse tipo de atividade tem um potencial de mercado mundial de US$ 500 bilhões nos próximos 40 anos.

The Shipbuilding and Offshore Industry is in search of new opportunities in the face of the crisis that affects our country. The Shipyards are currently idle because of the absence of shipbuilding and offshore demands. Thus an activity appears on the horizon: decommissioning of oil and gas platforms.

As oil production has moved into deeper waters, the removal of large platforms and assets installed in more complex environments can cost close to US $1 billion per platform, involving the three typical steps: well (P&A), subsea and topside. In addition, decommissioning does not provide a return on investment, but carries significant environmental and regulatory responsibilities.

Due to the increasing number of decommissioning assets coupled with increasingly stringent regulatory and environmental considerations relating to offshore operations, this is rapidly becoming a commercial priority for offshore operators, which will require specialised service providers.

With 74 offshore platforms with more than 25 years of operation, Petrobras is expanding the development of decommissioning projects - demobilization and removal of equipment at the end of the life of a project. Among the projects are those of the Cação field, in the Espírito Santo Basin and Marlim, in the Campos Basin.

"We have verified that there are systems that have already reached their useful life," said Petrobras Exploration and Production (E&P) director Solange Guedes during a presentation of the company's new business plan for the period 2017-2021, which provides for investments of US $74 billion, of which 82% in the E&P area. "There are some plans to be made in Marlim, for decommissioning in shallow waters of the Campos Basin," she added.

Based on these principles, SOBENA - Brazilian Society of Naval Engineering, successfully promoted the 1st Workshop on the subject in May 2017. Now, after leading two missions of Brazilian companies to the North Sea and Gulf of Mexico, SOBENA promotes the 2nd workshop on decommissioning platforms to be held August 29, 2018.

The international situation

It is worth noting that in the world the decommissioning of old platforms and wells is increasing dramatically, with more than 600 projects planned to be deactivated worldwide in the next five years.

While North America is the largest market for decommissioning, Europe has the highest expenditure on decommissioning, based on the size and volume of decommissioned structures in the North Sea. In addition to North America and Europe, Angola and Nigeria will boost this activity in Africa, while Mexico and Brazil will be the focus of the demand for decommissioning in Latin America from 2019/20, and Australia will boost demand in the Asia-Pacific region .

One fact deserves all the attention: there are no dominant players, which makes it even more difficult for E&P companies and offshore services to accurately predict the costs and risks of decommissioning Platforms.

According to the President of Decom North Sea, an association created in 2010 on the issue of decommissioning in the North Sea, this type of activity has a world market potential of US $ 500 billion over the next 40 years.

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