Os condomínios são cada vez mais uma escolha para quem quer tem qualidade de vida. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Síndicos e Síndicos `Profissionais (ABRASSP) comprova essa informação. Segundo dados do levantamento, mais de 68 milhões de brasileiros moram em condomínios residenciais.
Outro fator que explica o interesse das pessoas, é o aumento da oferta desse tipo de moradia. Isso porque, o crescimento populacional, principalmente pela densidade demográfica, que é a quantidade de indivíduos por quilometro quadrado (km²), reforça a necessidade de construção desses imóveis.
Conforme censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a densidade demográfica no Brasil é de 24,47 (2018), considerando a população de mais 200 milhões de habitantes e território nacional de mais de 8,5 milhões de km².
Em grandes megalópoles, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, esses números são maiores. Assim, a ampliação de condomínios residenciais é necessária para abrigar a população, e os prédios são a solução para o aproveitamento maior dos espaços. Em um ranking de 100 centros urbanos do mundo com grandes edifícios, estão seis cidades brasileiras. Arraste para o lado e confira:
Nos dados da Emporis Buildings, a colocação de cada cidade considerou uma pontuação de acordo com o número de andares de cada prédio, sendo incluídas construções com a partir de 19 andares. Esses números representam uma crescente verticalização urbana no país.
A urbanização das cidades tem revolucionado as opções no mercado imobiliário. Já que as exigências das pessoas quanto à moradia estão cada vez mais relacionadas com a rotina sobrecarregada nas grandes metrópoles.
Ao sair de casa, os indivíduos trabalham cada vez por mais horas, enfrentam cotidiano estressante e trânsito congestionado. Esses fatores despertam a carência pela tranquilidade, e o lar pode suprir essa necessidade.
Hoje, os condomínios residencias oferecem cada dia mais serviços e são um investimento para quem deseja comodidades, como melhor rendimento do tempo. No entanto, ainda é pequena a parcela da população com recursos para tal aquisição. Dado que, segundo o IBGE, a maior parte dos moradores de condomínios de casas e apartamentos são os brasileiros que têm a renda mais elevada do país.
Não por acaso, o mercado condominial prevê gastos, no entanto propicia vantagens. Geralmente, os benefícios englobam infraestrutura, segurança, lazer, bem-estar, economia de tempo e dinheiro. Essas são algumas das facilidades ao alcance dos moradores:
academia equipada;
manutenção e limpeza regular;
sistemas de monitoramento e portaria automatizada;
piscina, salão de jogos e festas.
A presença de condomínios residenciais em todas as regiões das cidades é outro sinal da expansão desse mercado. Porém, a maior parte deles são construídos em áreas já desenvolvidas. Lojas, shoppings, centros de saúde, supermercados e bancos são exemplos de funcionalidades fora do espaço interno das edificações, mas que promovem conforto aos condôminos.
Além dessas praticidades, com a modernização dos condomínios surge um novo profissional: o sindico. Isso mesmo! Nos últimos anos, a já conhecida ocupação de gerir residenciais ganhou um novo aspecto, a profissionalização.
No Brasil, mais de 421 mil síndicos e síndicas administram condomínios, dentre eles, mais de 21 mil são profissionais, diz a ABRASSP. Antigamente, a gestão residencial se resumia a um próprio condômino que se habilitava à função. Permitido legalmente, atualmente, a contratação de síndicos capacitados e não moradores indicam a transformação do mercado.
Essa profissionalização reúne o mercado imobiliário e educacional, já que tem aumentado o número de cursos de formação para síndicos. Dessa maneira, os condomínios contam com uma pessoa gabaritada a partir de um preparo que inclui da legislação constitucional a condominial, planejamento, gestão de crises, entre outros princípios.
Todo o conhecimento adquirido na formação, permite ao profissional exercer uma gestão promissora. Visto que o formado terá conhecimento das questões condominiais, como contabilidade, regras especificas, organização. Uma vantagem do síndico externo para o interno é a atuação imparcial na solução de conflitos.
Atualmente, síndicos profissionais autônomos atuam na área, porém os serviços também podem ser oferecidos por empresas especializadas em administração de condomínios. O benefício disso é o cumprimento efetivo das atribuições, além da validação do gestor como autoridade diante dos moradores.