Afetos
1. Os afetos são fontes de energia que circulam em todas as relações humanas. Amor, ódio, paixão, inveja, são afetos presentes na vida do ser humano. Não se trata de classificá-los em bons ou ruins. A terapia psicanalítica se propõe a identificar e trabalhar para a compreensão dos afetos no indivíduo.
2. Muitas pessoas buscam isolar os afetos, como se isto fosse possível. Ao invés disso, podemos valorizá-los. Para isto precisamos Compreendê-los É fundamental conhecer os efeitos dos afetos em nós. O que nos afeta e como somos afetados. Só assim, podemos alimentar a nossa alegria , a nossa potência de viver e interagir no mundo.
3. Partindo do princípio de que tudo aquilo que nos afeta, são nossos afetos. Qual a natureza dos objetos aos quais nós aderimos pelo amor? O que é que de fato nós amamos?
Estas e outras questões são levantadas, discutidas e podem ser compreendidas e ressignificadas na terapia psicanalítica.
Francisco de Assis Duque
"Empatia psicanalítica: possibilidades e dificuldades", de Francisco de Assis Duque.
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"Psicopatologia psicanalítica: subjetividade e alteridade contemporâneas", de Francisco de Assis Duque.
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O Sentido de Realidade
1. Você é capaz de sentir e de se sentir? Você é capaz de ver e de se ver? Você é capaz de ouvir e de se ouvir?
Estes são os princípios fundamentais do sentido de realidade que são trabalhados na clínica Psicanalítica.
2. A Clínica Psicanalítica Contemporânea observa e trabalha a capacidade do indivíduo em compreender a sua realidade.
Os eventos que se repetem na vida de uma pessoa, nada mais são do que tentativas de superação das experiências mais precoces da infância. Elas se repetem devido à fragilidade do indivíduo em compreender a realidade. É como se tentasse refazer as experiências que não foram bem sucedidas.
3.Prazer e realidade são dois conceitos que parecem antagônicos neste mundo dualista, mas são inteiramente interligados. Quando compreendemos isso, prazer e realidade se complementam e tornam a nossa vida mais saudável.
Pode-se então assim dizer que, quando o indivíduo usufrui do prazer de forma consciente e coerente com a realidade, ele está de posse do sentido de si mesmo e da vida.
Francisco de Assis Duque