SEMANA ACADÊMICA COM CONFERÊNCIAS, MESAS-REDONDAS, OFICINAS E INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS
SEMANA ACADÊMICA COM CONFERÊNCIAS, MESAS-REDONDAS, OFICINAS E INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS
Na sua vigésima terceira edição, o evento vem sendo idealizado e desenvolvido pelo curso de Licenciatura em Letras Português ao longo dos últimos anos, com o objetivo de difundir e promover o ensino, a pesquisa e a extensão no curso.
O objetivo principal da semana é realizar uma semana de eventos que promova o diálogo entre a comunidade acadêmica do curso de Letras Português da Universidade Federal do Acre e a comunidade externa, por meio de conferências, mesas redondas, apresentações de trabalhos, minicursos e apresentações artísticas. Outros objetivos mais imediatos incluem:
Discutir abordagens teóricas-metodológicas para pesquisa em relação à formação de professor e discussão sobre linguagem;
Expor resultados de pesquisas produzidas nas universidades;
Pensar sobre o papel da pesquisa na área de Letras em consonância com a sua localização amazônica;
Dialogar sobre a literatura e outras artes.
A proposta da nova edição (23ª) da Semana de Letras intitula-se “Línguas e literaturas de margens e de centros: afluências”. A proposta é realizar o evento no início do segundo semestre de 2024 (de 24 a 29 de novembro), para desenvolver uma série de atividades relacionadas ao tema e ao Curso, como oficinas, minicursos, palestras, comunicações, intervenções artísticas etc., junto aos alunos dos cursos de Letras: Língua Portuguesa e outros alunos desta instituição de ensino que queiram participar, visto que mesmo se consistindo em uma semana do Curso de Letras: Língua Portuguesa, a referida Semana tratará de temas que dizem respeito não apenas a alunos do Curso, mas de toda a comunidade acadêmica e externa.
A Semana de Letras tem possibilitado um crescimento ao Curso de Letras, pois é um evento que envolve todos os professores e alunos na busca não apenas de discutir as temáticas do ano, mas a de dar aos alunos mais autonomia, visto serem eles os verdadeiros protagonistas do evento, sobretudo o Centro Acadêmico, que representa o corpo discente e é o responsável pelas principais atividades da Semana. O tema deste ano trata da marginalização da língua e da literatura nos dias de hoje. Por isso, fala-se de margens e de centros, uma vez que estamos considerando existirem centros onde tanto a língua quanto a literatura gozam de prestígio; e margens, onde uma série de vozes pouco são ouvidas ou mesmo silenciadas. Não se pretende, porém, criar um abismo entre esses espaços, centros e margens, mas discutir e tentar compreender os motivos que os fazem espaços distintos quando eles deveriam ser um espaço único – ou pelo menos convergir em algum momento. Consideramos também que ambos os lugares têm o mesmo afluente, o ser humano em suas necessidades expressivas. Por isso, as afluências se referem ao eixo de encontro desses espaços onde transitam a língua e a literatura. Um exemplo dessa relação, são as redes sociais, que se tornaram um instrumento fundamental na vida das pessoas – é difícil alguém que não tenha pelo menos uma como forma de comunicação/interação. Essa disseminação das redes sociais deu voz a quem outrora não tinha espaço para se expressar.
Contudo, observa-se que nessas mesmas redes ainda predomina uma visão de certo x errado no que diz respeito aos usos da língua, ou seja, há uma imposição de uma forma prestigiada sobre outras formas. Quanto à literatura, houve, na década de 70, um movimento que deu voz a uma literatura não canônica, não acadêmica, a chamada literatura marginal. Hoje, vê-se manifestações dessa literatura marginal em todos os cantos do país, como a literatura indígena, por exemplo; mas essa literatura ainda é vista sem os valores de que gozam as literaturas produzidas e/ou discutidas nos centros e ainda são marginalizadas. As universidades são espaços capazes de dar autonomia e tornar central uma série de produções de margens. Contudo, esse material ainda se restringe muito à pós-graduação, em forma de material de pesquisa, e acaba ficando entre os pares. Compreendemos que cabe a eventos como a Semana de Letras não só discutir todas essas questões, mas tentar aproximar ainda mais esses dois espaços, trazendo para a Universidade a língua e a literatura das margens. Nesse sentido, propomos uma Semana que; através de oficinas, comunicações, minicursos, atrações culturais, palestras e mesas-redondas; trazer as vozes das margens para a Universidade e lhes dar espaços que a Universidade ainda lhe tem negado.
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SEE/UFAC
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Escritor
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