A quarta sessão desta quinta-feira (04) da Conferência de Londres para Assuntos Espaciais foi marcada por discussões intensas.
Com o início do segundo dia de debates, foram trazidas discussões de grande importância para o seguimento da Conferência como os malefícios das viagens espaciais, qual será a situação da Terra, quais serão as condições dos viajantes, entre outros tópicos.
Diversos documentos de trabalho foram apresentados durante a terceira sessão, neles fica explícito os cuidados recebidos pelos voluntários que irão viajar ao planeta recém-descoberto, SAGAN-404, como, por exemplo, o suporte a saúde mental dos mesmos.
Com o decorrer do comitê, as argumentações foram interrompidas para a divulgação de pesquisas que retratam os danos das missões lançadas ao espaço, sendo eles: a queima em média 3 milhões de litros de combustível a cada lançamento; após 11 anos de exposição direta os indivíduos apresentaram diversas complicações de saúde; tosse, dificuldades para respirar, fadiga, febre e calafrios foram sintomas apresentados por cerca de 73% dos indivíduos estudados; em casos mais graves, observava-se a ocorrência de Acidentes Vasculares Cerebrais e Tromboses; acredita-se também que familiares poderiam ter sido contaminados por aqueles que viviam altamente expostos à poluição, trazendo a incógnita de uma possível nova doença. Sendo assim, delegados insistem em prosseguir com as missões e continuam colocando em risco a vida de milhares de civis inocentes ao redor do globo.
Em meio às discussões, a delegada da Austrália realizou um discurso em que afirmou: “A Terra não importa mais, temos que deixar a Terra de lado nesse momento, devemos deixar os assuntos terrestres para a ONU, vamos focar no SAGAN-404!”. Com essa sentença, fica entendido que a Terra e seus habitantes não têm mais importância desda colonização no outro planeta se iniciar. Portanto, faz-se de imensa tristeza presenciar tamanha negligência.
Por Maria Clara Gavazza