A primeira e segunda sessões de hoje (03), na Conferência de Londres para Assuntos Espaciais sobre a disputa entre os países para a conquista do novo planeta foi marcada por discursos repetitivos e sem avanços.
Com o início do evento nesta tarde, delegações de diversos países ao redor do globo se fizeram presentes visando discutir acerca de todas as questões que envolvem viver em um “planeta recém-descoberto”, SAGAN-404. Delegados da União das Repúblicas Comunistas Chinesas, Estados Unidos da América, Federação Russa, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, Reino da Dinamarca e Alemanha se fizeram extremamente ativos durante todas as sessões.
Com o decorrer do debate, farpas foram trocadas entre a delegação americana, russa e chinesa, devido aos ideais divergentes. A situação se tornou pior quando o primeiro documento de trabalho foi apresentado pelo delegado chinês e seus aliados, resultando em discursos de repúdio de muitos representantes. Como foi o caso da Alemanha que rebateu com o argumento de que não existem pesquisas suficientes para enviar pessoas para o novo planeta: “Não temos informações suficientes”. O representante da Rússia rebateu a crítica comparando o pouco conhecimento sobre o SAGAN-404 com a situação do planeta Terra que ainda não é completamente explorado, mas que de qualquer forma foi possível abrigar bilhões de pessoas.
A delegação da Dinamarca realizou um belo discurso durante a segunda sessão, em que se mostra decepcionada pelo fato de estar sendo escancaradamente ignorada pelos outros delegados: “Quando as demais delegações se pronunciam, os senhores ignoram. Ao invés de mandarem pessoas, realizem pesquisas!”. Seguindo o mesmo raciocínio, a delegada americana expressou sua preocupação com a vida da população: “Se faz de mau tom, botar a população em alto risco”.
Com isso, é possível perceber a monotonia presente no comitê, sem avanços notáveis e com bastantes discordâncias que prejudicam o andamento do debate, retardando a solução da problemática. Sendo assim, se encerra o primeiro dia de Conferência, ficando pendente discussões essenciais para as próximas sessões.
Por Maria Clara Gavazza