Sem enrolação e resumindo bastante, pois não sou nenhum historiador, é de amplo conhecimento que a I grande guerra bruxa (IGGB) classificada pelos estudiosos foi por conta de idealistas mesquinhos que achavam que a magia deveria ser restrita e não livre como é atualmente. Se não me engano foi na Grécia antiga que uma religião que pregava um Messias Salvador cresceu e se difundiu ganhando poder e destaque entre os poderosos da época. Essa religião pregava dogmas e regras sobre como deveria se viver e por medo da magia sobrepujar seu domínio em expansão eles começaram a "endemoniar"* o uso de feitiços, poções, bem como outros artefatos mágicos, fora os usos eclesiásticos.
*peço perdão se ofender alguma crença com essa palavra, mas é a palavra usada pelos professores na escola básica.Então após muitos anos de pequenos conflitos, repressões e aumentar muito suas teias de poder que tinha entre reis e rainhas em suas mãos (seus empregados, amigos e vassalos por consequência) a igreja resolveu proibir os usos de magia fora da igreja e dos membros eclesiásticos. O que gerou muitas revoltas e levantes contra a poderosa religião. Dentro desse cenário de rebeldia e aversão aos dogmas religiosos de proibição houve um casal em especial que atuou como grandes mártires, Ptolomeu Constâncio e Mona Listogenh II. Eles eram uma das maiores dores de cabeça da Igreja e responsável pela dissolução e destruição de muitas igrejas. A fiel esposa lutava a seu lado e era responsável também por confeccionar itens mágicos, bem como ensinar a ele os detalhes sucintos do ofício de uma artesã.
Antes da IGGB acabar eles haviam planejado um ataque secreto ao mais importante membro do clã eclesiástico, o atual papa que comandava todas igrejas do mundo. Eles planejavam invadir sua sinagoga durante um culto, sequestra-lo e um deles ficaria no lugar para comandar a igreja até seu fim de reinado mesquinho. Era uma missão dupla muito perigosa, mas eles estavam dispostos a arriscar tudo e tinha tudo pronto, o plano daria certo com toda a certeza do mundo, exceto é claro por eles não contarem com um pequeno fato, a igreja agora além de abolir a magia, conseguirá descobrir um metal escuro e denso que anulava diversos tipos de feitiço. Então na hora certa tudo deu errado.
Apesar da arma desconhecida da igreja eles seguiram o plano sem um fio de cabelo fora do lugar, viajaram secretamente, traficaram itens mágicos, descobriram horários vulneráveis e firmava o plano para ser ainda mais perfeito dia após dia. No dia do ataque sua esposa, Mona, disse a ele "nunca iremos desistir de nossos ideais, até que a morte nos separe deles, nunca é algo ínfimo é sempre muito maior que nós e nossas vidas" algo que o marcou e deu força pra seguir o plano ainda mais determinado. E no momento que invadiram a sinagoga, cobriram ela com uma névoa densa e púrpura, quando chegaram perto do papa para sequestra-lo ele puxou seu cajado eclesiástico e fincou bem no peito da moça, em choque e vidrado em ira Ptolomeu tentou lançar um feitiço de raios de sua varinha recentemente criada, porém o feitiço ricocheteou e atingiu a igreja inteira, explodindo sua varinha e o jogando longe. A névoa dissipou, o papa fugiu, ele correu na direção, mas parou e ao olhar para o lado viu sua esposa não em carne e osso, mas uma forma bastante distorcida de cristais de quartzo, branco e refletindo em toda a igreja. Ele tentou tocar nela, mas o cristal se quebrou e ele somente fugiu dali com um grande pedaço do corpo dela.
Dias se passaram e ele recolhido em seu luto não soube que agora a igreja queimava bruxas e bruxos vivos em praça pública desde seu ato, então ele lembrou das últimas palavras de sua esposa antes de atacarem a Igreja e fez uma varinha de quartzo a partir do braço dela e com os ritos ensinados por ela. Gravou runas em seu revestimento para que não falhasse novamente e foi atrás de ajuda. Somente quando conseguiu um exercito de bruxas e bruxos e eles sitiaram vários centros de poderes religiosos ele usou a varinha de forma magistral em vingança. Foi um feitiço que muda a forma física do quartzo em uma espada cumprida e extremamente afiada que matou o papa, dissipou o poder das igrejas e restitui a magia aos humanos. A partir dali aquela varinha vinha a ser símbolo, não só de vingança, justiça, mas uma luz para a sociedade que estava alienada e sombria pelos dogmas infundidos nas suas cabeças... Desde então a varinha é exibida em tour de grandes museus pelo mundo como a varinha do amor e da revolução.