O pouco que se sabe sobre as fadas vem de fontes não muito confiáveis... Mas algumas coisas são claras, independente da fonte:
Nº.1) Não são um povo que gosta de compartilhar grandes conquistas ou façanhas com a comunidade bruxa, mas acreditasse que suas constantes celebrações sejam por conseguir se manter o máximo afastado possível dos bruxos.
Nº.2) São seres NÃO muito ligados em questões de gêneros, seja a sua expressões, pronomes, ou sua sexualidade, gostam de vestir e viver o amor que quiserem. Eles tem bastante orgulho de viver livremente.
Nº.3) Usualmente gostam de se camuflar em locais distantes e escuros, para utilizar suas luzes de festa e principalmente seus inúmeros pós entorpecentes.
Por isso cuidado se vir uma fada, elas usualmente confundem a cabeça daqueles que os avistam para que esqueçam o momento, o que estão fazendo, ou até mesmo onde estão...
Ainda hoje há diversos relatos de bruxas que perderam o sono ou foram incomodados por interromper seus festivais e festividades. Não é incomum conhecer alguém que avistou luzes no porão de casa, ou num tronco de arvore e ao tentar olhar mais de perto perdeu os sentidos ou teve alguma azaração terrível os incomodando. É uma característica essencial desse povo e para falar a verdade dá até meio que inveja, pois esse pouco que se sabe é suficiente para querer fazer parte desse povo.
Houve poucas fadas na história bruxa uma delas é Barthow e ele quase não é comentado por sua ajuda nas batalhas contra as religiões durante o período médio.
Ainda assim ele teve um papel importante durante as guerras e por isso escolhi falar dele hoje aqui. Ele forneceu barris e barris de pó sonífero que ajudou os bruxos em campo de batalha contra os guerreiros e caçadores da igreja.
Ele pessoalmente administrou e garantiu que o pó fosse usado da melhor forma possível nas tropas inimigas e por isso ganhou seu destaque nos livros de história da magia.
A história completa você pode ler aqui em baixo nesse mesmo post...
Embora tenha tido uma morte prematura, uma flecha inimiga o partiu ao meio, jamais esqueceremos sua bravura e sacrifício pelo bem de toda a comunidade, sejam os bruxos, as sereias, os elfos, meio-animais e até mesmo as fadas, sua comunidade.
Foram tempos difíceis durante a ascensão da religião que pregava contra o uso de magia fora das igrejas e membros eclesiásticos, isso todos sabem. No entanto, há outro lado ainda mais obscuro dessa história toda, assim como mar com toda sua profundidade, há diversos episódios da história que são facilmente deixados de lado.
A exploração de criaturas mágicas, principalmente daquelas de inteligência quase humana, para que a igreja explorasse em seus cultos ao não-mágico era uma realidade em todo o planeta. Diversos relatos falam de sátiros, centouros e outras criaturas que eram mortas, capturadas, exploradas pela igreja em busca de um limpeza ou expurgo daquela magia que eles classificaram como não correta.
Embora as fadas se distancie da comunidade mágica, ela não está totalmente livre de nunca ser vista ou capturada, a igreja via esse comportamento delas como algo suspeito e digno de investigação. Sendo assim começou a perseguição as fadas pelos caçadores da igreja.
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Em algum lugar remoto da Europa medieval um grupo de caçadores estava a procura de vestígios faericos. E eles acabaram por encontrar pequenos esconderijos de pó e algumas caixas de lamparinas arcaicas. Foram dias de prontidão ao primeiro sinal de brilhos, ou esperando ouvir algum zunido de asas batendo. Sem sucesso o grupo resolveu atear fogo na floresta.
Sem saída as fadas saíram das árvores e foram capturadas, aquelas que conseguiram fugir buscaram refúgio onde menos gostavam, próximo aos bruxos, sua intenção era saber mais o que acontecia sobre essa tal guerra e achavam ser mais seguro estar nos assoalhos que em floresta onde era óbvio seus esconderijos.
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Barthow foi quem se arriscou na época atrás de informações relevantes e mais tarde compartilhou essa parte da história que os bruxos desconheciam. Ele voava a noite e percebia a tensão na cidade, havia pouca gente nas ruas, pouco demais, havia um temor na população. O comércio vendia apenas o mais necessário, diversos boticários, artesãos de itens mágicos e outras lojas de artigos mágicos estavam fechadas, ou com avisos de que a família se mudou.
Ele ouvia diversos rumores enquanto roubava comida para sua família e amigos escondidos no porão de uma loja fechada de poções. Ele ouvia que ao sul bruxas sumiam a luz do dia, que nas florestas, corpos estavam desfigurados e com avisos rasgados no peito, coisas como "converta-se, a magia corrompe, o pecado vem da cobiça...". Eram tempos tensos e isso deixava o pequeno homem arrepiado dos pés a cabeça enquanto voava espreitando pela cidade.
Um dia enquanto procurava por informações, ou símbolos de vilarejos faericos, ele ouviu uma gritaria e um clarão amarelo na noite. Cuidadosamente ele sobrevoou para o telhado próximo da confusão e viu 3 bruxos brigando porcamente contra 4 caçadores de bruxas, eles empunhavam a varinha já conhecida como MAÇA DO AMANHÃ.
Assistindo aquela confusão ele viu que uma das bruxas não parava de olhar para um canto específico, então ele percebeu que ela observava uma criança escondida em um beco. Aí enquanto os caçadores agrediram covardemente os bruxos ele teve um impulso de raiva daquela situação, por lembrar de seu povo morrendo queimado, sua irmã, recentemente havia se casado e estava esperando uma fada, ela não conseguiu fugir, foi consumida pelo fogo. Da mesma forma que aquela bruxa estava cercada. Então de cima do telhado ele puxou o pequeno pote em seu pescoço e o jogou no caçador maior.
O caçador não percebeu, mas inalou um pequeno pó de cor azulada, meio esverdeado, e desabou no chão dormindo no meio do movimento para bater na bruxa. Os outros caçadores se assustaram, mas correram para agredir a feiticeira. Barthow de cima do telhado gritou para ela proteger a cabeça e ele jogou várias partes do telhado nos bruxos. O que deu tempo da bruxa conjurar uma fumaça densa e gelada que permitiu que todos os bruxos, a criança e a fada fugissem.
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Na manhã seguinte Barthow contou ao grupo embaixo da loja de poções e disse que precisavam ajudar os bruxos nessa guerra, mas todos disseram que não era possível, que não deviam, ou mesmo que eram delicados demais para se envolver nisso. Mais houve outra reação negativa além no grupo. Eles decidiram em conjunto que agora estavam expostos e precisavam sair quanto antes da cidade. Fizeram as malas e partiram, porém, Barthow não queria e não concordava com isso. Ele estava decidido a vingar sua irmã, bem como mudar a história.
Não foi difícil para ele passar desapercebido voando pelos telhados da cidade, agora ele buscava aliados e bruxos inconformados com a atual situação. Então um belo dia na feirinha ele ouviu uma mulher gritando para um caçador da igreja "isso não vai ficar assim! A Tábula vai acabar com você!". A reação pela resposta da mulher foi excessiva e ela morreu em praça pública, ele achou algo estranho nisso. Quem era essa tal Tabula? Por que custará a vida daquela mulher?
Então ele passou a procurar pela tal Tabula com um pressentimento de que era algo além… Deixou os telhados e agora ele ia aos becos perguntar a bruxos suspeitos para encontrar mais pistas. Certa noite ele viu uma sombra imponente em um beco da cidade, a sombra cintilava ao luar, era uma capa elfica, algo incomum em vilarejos bruxos. Ele foi até o local e quando se aproximou viu um rosto queimado familiar, era a mesma moça que a dias ele salvou a vida. Ela o reconheceu imediatamente e abriu um enorme sorriso despindo o capuz.
Eles saíram das ruas e conversaram a noite toda, ao saber da busca do pequeno fada em pela Tabula o coração da moça se encheu de esperança e ela o levou a uma igreja pequena fechada, lá um quadro que tinha uma imagem religiosa e se destacava da desolação. Ele estranhou, mas a acompanhou. A mulher deu 3 toques, seguido de um assobio no quadro. Então o quadro sorriu de volta para ela e se abriu uma passagem. Eles entraram e havia um túnel subterrâneo que levava a base secreta da Tabula.
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Meses se passaram e Barthow havia conquistado não só a confiança dos membros da Tabula, como também sua amizade. Eles planejavam juntos levantes, destruições de igrejas e monumentos religiosos, bem como a dissolução de diversos cultos na cidade. E estava tendo muito sucesso, tudo graças as poções e pós mágicos fornecidos por Barthow. Eles conseguiam agora fazer grandes feitos pela qualidade indescritível dos pós sonífero do mesmo, assim eles atacavam quase sem resistência.
Porém, é óbvio que a igreja não iria deixar isso quieto, junto a réplica da igreja estourou a grande guerra. E a Tabula era óbvio um dos polos dessa guerra. De um lado os fanáticos religiosos, do outro os bruxos em busca de liberdade.
Barthow trabalhava agora dia e noite, quase sem descanso na produção massiva de pó sonífero. Ele havia ganhado uma varinha que o auxiliava na produção e ele a carregava sempre na bainha em sua perna.
A crise se agravava e a cada dia o número de bruxas a sumirem crescia o dobro do dia anterior. Massacres eram rotinas. E havia também o pior de todos, as mortes em praça pública, ou durante os cultos. A igreja reinava com mãos de ferro um reinado de terror e seu poder só crescia. Do outro lado, a resistência em busca de liberdade perdia poder pelo medo, os esconderijos pouco a pouco eram dissolvidos pelos traidores e por um breve momento, que pareceu infinito, não houve luz ou esperança para a comunidade bruxa.
Foi aí que aconteceu a chuva sangrenta. Num só dia o número de bruxas queimadas em fogueiras foi tão grande que uma nuvem se formou sobre grande parte do continente europeu. A chuva era cinza e centelhas restantes do massacre pandêmico tornavam o ar intragável. Foi nesse momento que a Tábula sem forças atacou na cidade de Barthow. Ele pela primeira vez foi para o campo de guerra e pessoalmente administrou quilos e mais quilos de pó sonífero.
Há relatos que contam que sua bravura foi tão grandiosa que em um relance de raiva ele levantou uma nuvem maior que uma manada de 20 elefantes em direção ao exército da igreja. O poder foi tão massivo que 1/4 do exército adormeceu para nunca mais acordar. E ele lutou bravamente, matou caçadores atordoados e administrava ataques e mais ataques de pó sonífero. Até o fatídico momento de sua morte. Cortado ao meio por uma flecha.
No entendo ainda hoje há estátuas dele na cidade renomeada em sua homenagem, no interior europeu. Sua bravura inspiradora, embora pouco lembrada, é um exemplo para os bruxos ainda na atualidade. Provando a todos que não importa seus, tamanho, origem, ou qualquer outra coisa, se você for determinado e tiver um bom coração, consegue mudar o mundo a seu modo. Assim como ele, pois graças a ele a comunidade bruxa prosperou, não se pode dizer quantos bruxos foram salvos, ou mesmo o tamanho de sua importância, mas é certo que se não fosse por esse pequeno fada. Não estaríamos aqui contando sua história.
Xoxo, Garota e o Golem 🔮