O PROCESSO FENTON
A oxidação de um composto orgânico utilizando íons Fe (II) e peróxido de hidrogênio em meio ácido foi descrita pela primeira vez por H.J.H. Fenton no artigo “Oxidation of tartaric acid in presence of iron (1894)”, que apresentava a degradação do ácido tartárico na presença de sais ferrosos e peróxido de hidrogênio. Cerca de quarenta anos mais tarde foi proposto por Haber que o radical hidroxil (OH-) seria a espécie oxidante neste sistema, sendo assim, capaz de oxidar inúmeros compostos orgânicos em uma reação espontânea (WALLING, 1975; GUIMARÃES, 2012).
Atualmente a reação Fenton está sendo utilizada como uma tecnologia para tratamento de efluentes e está incluída em um conjunto de sistemas que ficou conhecido como Processos Oxidativos Avançados (POA).
Reação Fenton
Reação onde ocorre transferência de elétrons entre o peróxido de hidrogénio e o Fe (II) que atua como um catalisador em fase homogênea, gerando radicais hidroxil (•OH) que podem degradar compostos orgânicos, não sendo necessário operar a pressões e temperaturas elevadas nem utilizar equipamento sofisticado.
De acordo com TEIXEIRA e JARDIM (2004), na reação Fenton os radicais hidroxil (•OH) são gerados a partir da decomposição de H2O2 catalisada por Fe2+ em meio ácido, como representado na Equação:
Vamos ver alguns exemplos:
Degradação de formaldeído por Reação Fenton Procedimento experimental utilizado em dissertação - 2016
Degradação de Azul de metileno por processo TiO2 / H2O2 / UV Procedimento experimental teste realizado no Lab.102