Falar sobre o processo de luto tem sido algo muito frequente nesse momento, as pessoas estão vivendo vários tipos de luto, o da morte propriamente dita, o da rotina perdida pela pandemia, dos hábitos antigos, relações construídas e perdidas ao longo desse período, enfim; a verdade é que o luto vem doendo cada dia mais, seja qual for a perda.
Nesse momento de dor alguns de nós só precisa ser acolhidos, ouvidos, abraçados, mas infelizmente as pessoas se afastam, não estão interessadas, são frias e sem empatia porque talvez não estejam prontas para lidar com o sofrimento alheio e nem com o próprio.
A humanidade parece não estar pronta para conviver com a morte física e perceber que ela é um fato inevitável, acontece a todo instante de várias formas. O dia morre e renasce, os sentimento ontem vivos hoje já não existem mais, ou seja, morte e vida caminham juntas e uma complementa a outra. É preciso que algo morra para que o novo tenha um lugar, com novas formas, sabores e cores. (Janaina N. Soares)
A forma como a criança é cuidada na infância pode refletir diretamente em sua maneira de agir e lidar com as situações e relações durante a vida adulta. Cada Indivíduo desenvolve uma maneira única de lidar consigo e com os outros, adquire defesas e hábitos a partir da forma como é visto e cuidado por seus pais ou responsáveis, e também através do que vê nessas pessoas em relação a atitudes diante da vida e das relações estabelecidas por estes.
O nível de aceitação incondicional que um adulto (mãe e pai) é capaz de oferecer ao filho pode determinar o quanto esse indivíduo poderá ser estimado, admirado, amado em sua trajetória, tanto por si como pelos outros.
Quando há um prejuízo grande na aceitação materna ou paterna em relação a criança, quando esta não parece ser boa o bastante, ou dela é exigido mais do que é capaz de oferecer, a tendência é de que, quando adulta, tenha por si um nível alto e até insuperável de exigências e expectativas, fato que vai fazer com que tenha sentimentos de insegurança, inadequação, baixa auto-estima, pouca auto-confiança entre outras coisas, tendo então prejuízos significativos em diversos aspectos importantes de sua vida.
Claro que, para cada pessoa as experiências vividas na infância tem uma intensidade e podem ser recebidas de formas bem particulares. Uma situação que para uma pessoa deixou marcas negativas, para outra pode não ter qualquer significado. As pessoas são únicas e tem um jeito próprio de entender e superar as situações, mesmo na infância. Os pais, mesmo tendo atitudes que julgam positivas podem estar atingindo seu filho de forma dolorida, mesmo porque, esses pais também foram um dia atingidos por suas experiências e as carregam para a vida a sua própria maneira.
O exercício mais importante a se fazer é tentar, de todo coração, oferecer aos filhos o maior nível possível de aceitação incondicional, podendo admirar em sua criança tudo que lhe pertence, mesmo que suas atitudes não sejam as ideais do ponto de vista alheio. Porém, se isso não foi suficiente ou possível, esse futuro adulto ainda poderá ser alguém mais livre e aceitável, se tiver coragem de olhar a própria história e desenvolver auto-conhecimento, e a partir dai, um olhar mais generoso por si.
(Janaina N. Soares)
O Sentimento de inferioridade, em minha opinião, causa muitos prejuízos a saúde mental. Quando uma pessoa se sente inferior logo é levada a se sentir rejeitada de alguma forma, como se não fosse boa o suficiente para receber amor.
A partir do sentimento de rejeição pode nascer uma tendência inicial de afastamento social, seja de forma consciente ou inconsciente. Depois disso a possível consequência é o sentimento de solidão e não pertencimento, que por sua vez gera ansiedade, tristeza, insegurança, medo. Todos esses sentimentos juntos, sentidos de forma constante e intensa podem passar a se desenvolver como doenças psicológicas diversas. Óbvio que, a origem de uma doença psicológica ou psiquiátrica pode ser muito mais profunda e ter diversas causas, como hereditariedade, traumas sofridos, pré-disposição, porém, os sentimentos listados antes, se guardados ou bloqueados por longo período de tempo podem se agravar, transformando-se em doenças graves.
O sentimento de inferioridade nasce na infância, fase da vida onde formamos nossa personalidade através de vivências, experiências e principalmente relações, e esse sentimento é uma sequela grave que se carrega para a vida adulta e pode trazer prejuízos incontáveis para uma pessoa, aparecendo em vários aspectos.
Os danos causados podem ser difíceis de reparar ou até irreparáveis, portanto, é preciso cuidar de si, ter responsabilidade ao cuidar do outro, principalmente se o outro for uma criança sensível e inocente, um indivíduo em transformação e evolução.
Janaina N. Soares
O medo é um sentimento natural a todo ser humano, serve para nos proteger do perigo, ativa sinais de alerta em nosso corpo que ajudam a defender-se ou a fugir. Porém, em alguns casos o medo se torna patológico, isso quando não há coerência ou quando o medo é paralisante, e ao invés de proteção causa sofrimento e coloca em perigo. Em casos assim é preciso buscar ajuda para lidar com o medo. Quanto mais uma pessoa tenta evitar situações para fugir do medo maior ele se torna, até chegar ao ponto de se tornar limitante e prejudicial em atividades básicas, causando problemas em diversos aspectos da vida.
Enfrentar o medo é uma tarefa difícil, exige esforço, percepção de si e de como o corpo reage aos estímulos negativos. É preciso lidar com o medo tendo plena consciência de que ele não vai deixar de existir, mas saber que, quanto mais eu enfrento menor e menos forte ele se torna dentro de mim.
É preciso preparo, coragem e persistência para esse enfretamento. É necessário saber que os sentimentos negativos e reações físicas desconfortáveis irão surgir; com o tempo os sentimentos vão mudando e as reações perdendo intensidade, até que um dia o medo deixa de ser um gigante e volta a ocupar seu lugar de origem, fazendo parte da vida.
Janaina N. Soares
A ansiedade, assim como o medo, tem uma função importante, é necessária para preservação da espécie humana. Não é doença e sim uma reação natural e primitiva para proteger o corpo de um perigo real. Ela se torna incomoda ou assustadora quando uma determinada situação de perigo é interpretada de forma exagerada ou distorcida, quando os sinais do corpo ocorrem de forma incoerente com a situação vivida. No momento do perigo o celebro libera substâncias que são responsáveis por disparar um sinal de alerta e preparar o corpo para a fuga ou luta. Os sinais mais conhecidos da ansiedade são sudorese, taquicardia, tremores, aumento da pressão arterial entre outros.
Alguns dos chamados transtornos ansiosos podem ser resultado de uma exposição prolongada e repetitiva desse processo de defesa, porque como já vimos, os problemas e perigos onde o indivíduo está inserido são interpretados de forma exagerada e as respostas fisiológicas que ocorrem no corpo provocam o “medo de sentir medo”.
Muitas vezes, na tentativa de evitar esse “medo do medo” à pessoa pode tentar evitar situações que possam provocar os sintomas, ou pode tentar encontrar ações físicas que o ajudem a lidar com o medo, como rituais por exemplo. Na maioria das vezes essas atitudes acabam se tornando a própria causa da crise, já que tem o resultado contrário e expõe a pessoa ao estresse e medo constantes.
De acordo com a descrição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (5º edição, American Psychiatric Association, 2013) ..."O Transtorno de ansiedade generalizado caracteriza-se por ansiedade e preocupação excessivas em relação a diversas atividades ou eventos que estão presentes na maioria dos dias por mais de seis meses. A causa é desconhecida, embora comumente coexiste em pessoas com alcoolismo, depressão maior ou transtorno de pânico. O diagnóstico baseia-se em historia de exame físico. O tratamento consiste em psicoterapia, terapia medicamentosa ou ambos".
Uma forma adequada para lidar com a ansiedade é buscar o estado emocional contrário, o relaxamento. Quando o corpo está relaxado é impossível que também fique ansioso, e o contrário também é verdade. Porém, em um momento de crise é difícil para o paciente conseguir lidar sozinho com a situação, então o melhor a fazer é buscar ajuda de alguém que o direcione para um possível estado de relaxamento. Um exercício de respiração consciente ou até um relaxamento guiado podem ajudar muito. E quando não há crise é preciso que a pessoa também pratique ações diárias que o ajudem a relaxar.
É necessário ter em mente que, a ansiedade tem uma função útil, nos proteger do perigo, nos ajudar a fugir ou lutar, e o melhor para lidar com ela é avaliar de forma racional e consciente qual a dimensão do perigo, e questionar-se sobre a coerência do sentimento. Mas quando se trata de um transtorno ansioso o melhor é buscar o tratamento adequado através de uma avaliação psiquiátrica e psicológica.
Janaina N. Soares
Para tornar-se mãe ou pai é preciso refletir sobre si mesmo
Para ser boa mãe ou bom Pai é preciso amadurecer, isso não tem só a ver com a idade, mas com a forma que lidamos com o mundo, com nossos sentimentos e com as atitudes que temos na vida. Separei algumas orientações que considero relevantes para desenvolver uma paternidade ou maternidade positivas.
1- Olhar para a próprias feridas:
É comum que alguns adultos se identifiquem ou sintam-se incomodados demais com algumas atitudes dos filhos, isso pode ser uma projeção, e acontece o tempo todo e com todos nós. Muitos conteúdos da nossa criança interior nos acompanham a vida toda, fazendo com que sejamos ou não capazes de lidar com determinadas situações.
Saber disso pode ajudar a iniciar uma jornada em busca do autoconhecimento, aprendendo a se auto avaliar, tentando perceber quais atitudes ou características dos filhos, que de alguma forma causam incomodo ou desconforto ou muita admiração, são na verdade também conteúdos próprios desses pais ou fazem parte de dificuldades vividas por eles na infância e que eram mal compreendidas.
Esse conhecimento sobre si pode ser utilizado para que esses pais consigam entender que não é sobre a seu filho e sim sobre sua própria dificuldade em lidar com seus conteúdos internos mal resolvidos ou difíceis de lidar. Quando esse tipo de conteúdo fica claro o adulto tem mais condições de entender que seus filhos tem suas próprias demandas emocionais, e a partir daí, separando os sentimentos próprios dos da criança, esse adulto se torna mais tolerante e compreensivo com a necessidade ou dificuldade do filho que está sob sua responsabilidade.
2- Ter empatia por nossos filhos:
É preciso aprender a se colocar no lugar de nossos filhos e tentar encarar suas questões e dificuldades com um olhar e uma perspectiva mais próxima da realidade deles. Para isso é necessário compreender que a criança é um ser em desenvolvimento, ou seja, ainda não tem maturidade de um adulto na compreensão do mundo, dos perigos e dos sentimentos. Para a criança tudo é novo e está sendo assimilado e experienciado como tal. Provavelmente, na cabeça da criança algumas coisas podem ser muito confusas e complicadas, precisam de paciência, acolhimento, proteção e orientação constantes.
Durante um diálogo ou discussão com a criança, o adulto responsável precisa ouvir com atenção e questionar se o que ouviu é de fato o que a criança quis dizer, e a partir de um entendimento real, tentar dar explicações ou responder as dúvidas através da linguagem da criança, ou seja, uma forma lúdica, com exemplos que ela possa ter vivenciado ou visto, com imagens e até com histórias que a ajudem a se identificar e compreender o conteúdo discutido em uma perspectiva fantasiosa, forma de comunicação apropriada para o entendimento da criança.
Muitas vezes, nós adultos nos deixamos levar apenas por nossa forma de se comunicar com o mundo, ficamos irritados ou sem paciência quando a criança não consegue acatar determinada orientação ou não obedece uma ordem que serviria para protegê-la de um perigo, porém, quando se trata do mundo infantil, a linguagem precisa mudar, as coisas nunca serão tão categóricas ou racionais, o lúdico faz parte da interpretação da criança, sendo assim, se ela fica confusa ou se a informação não faz sentido pra ela, provavelmente não conseguirá seguir uma orientação feita sob uma perspectiva adulta, reagirá com birras, gritos e choro, demonstrando sua confusão e dificuldade para entender o ocorrido.
3- Cuidar de sua atitude na vida:
As crianças não aprendem sobre sentimentos e comportamentos através de uma forma verbal apenas, quanto mais jovem for a criança maior sua capacidade de aprender com observação. Eles copiam as atitudes dos pais e responsáveis e aprendem a lidar com as situações de acordo com o comportamento dos mesmos, sendo assim, é preciso ser cauteloso nos momentos de crise, conflitos ou extrema tristeza. A perda de controle emocional, a falta de maturidade para lidar com questões difíceis será copiada e assimilada como corretas pela criança que te observa e te toma como exemplo. Os pais são espelhos para que os filhos aprendam a lidar com o mundo.
A vida adulta é regida pela forma como aprendemos as coisas na infância, muitas atitudes, comportamentos, emoções, formas de lidar com a vida profissional, relacionamentos e etc., carregam em sua essência a criança que um dia existiu e absorveu diversos conteúdos e informações.
Levando isso em consideração, é preciso refletir profundamente sobre que tipo de “ser humano” quero ajudar a construir para o futuro do mundo. Para isso, só uma avaliação profunda a respeito de que tipo de “ser humano” eu sou e de que forma venho atuando em diversos campos da vida. A mudança de comportamento e atitude é válida para viver melhor e ter filhos mais saudáveis, responsáveis e felizes.
4- Oferecer tempo de qualidade:
Muitos pais confundem presença física com dedicação. Acham que estar em casa com a criança já é suficiente para se fazer presente em sua vida, porém, não dedicam tempo algum para de fato ficar junto.
Criança precisa de atenção verdadeira, olho no olho, brincar junto e de fato fantasiar com ela, conversar, responder perguntas e estar interessado em suas conquistas, isso é o mínimo que bons pais podem fazer.
Ficar junto não significa apenas passar o dia ao lado do filho e olhando para TV ou celular, mas sim ter a atenção voltada para a criança de forma real. Somente uma atitude autentica de interesse fará a criança sentir segurança de que é amada e de que está sendo cuidada e protegida. A partir daí essa criança vai tornando-se capaz de adquirir uma boa autoestima e desenvolver autoconfiança. estará encaminhada para uma vida promissora e feliz, saberá valorizar suas conquistas e reconhecer seu valor como indivíduo, consequentemente será um adulto melhor.
5- Aprender a lidar com sentimentos de forma natural:
Como falamos antes, crianças aprendem observando, então quanto mais os pais conseguirem lidar com os próprios sentimentos, maior será a capacidade da criança em fazer o mesmo quando precisar.
É necessário reconhecer sentimentos e nomeá-los corretamente para então ajudar a criança a fazer isso também de forma segura e confortável. As crianças precisam se identificar e saber que é normal sentir e expressar o que sentem da forma adequada e coerente. Sendo assim, acho importante ressaltar que chorar por estar triste, frustrado ou com raiva não é vergonha para ninguém, ficar com raiva e as vezes se descontrolar é algo natural e acontece com todo ser humano, pedir desculpas pelo descontrole e dizer que o problema é seu e não de seu filho também não é errado ou não vai te desmoralizar perante a criança, da mesma forma que ficar feliz e chorar de rir quando algo te faz sentir assim é maravilhoso e deve ser expresso e compartilhado.
Ou seja, para ser bons pais é preciso saber ser autêntico, reconhecer suas fragilidades, dificuldades e valorizar seus potenciais. Lembre-se, seu filho vai lidar com tudo isso da mesma forma que você lida, e é sua responsabilidade ensiná-lo.
Para encerrar gostaria de dizer que não há regras fixas ou prontas para praticar a maternidade ou paternidade, cada indivíduo tem seu conteúdo e sua história e será guiado em direção ao caminho certo se conseguir ser maleável e se estiver disposto a aprender com os filhos sobre essa tarefa tão difícil.
Não é preciso uma cobrança excessiva em relação ao seu papel como responsável por uma criança, só é necessário olhar para dentro e procurar compreender seu próprio funcionamento, para então dedicar ao filho o que ele realmente merece.
As dicas anteriores são apenas dicas, cada pai e mãe devem descobrir seu próprio caminho para exercer esse papel, mas para isso precisam sim pensar na grande responsabilidade que isso acarreta e em como pode ser grande o impacto positivo ou negativo que esse papel pode trazer para a vida de seu filho, então refletir é o caminho mais seguro.
No caso de muita dificuldade, de estar inseguro ou com medo, o caminho mais adequado é pedir ajuda, procurar saber mais a respeito de si mesmo para então poder lidar com o outro. Portanto, não tenha receio de procurar um profissional que possa orientar, aconselhar ou acolher suas dores e medos.
Janaina N. Soares
Recebo muitos clientes pedindo um profissional que use uma determinada abordagem teórica da psicologia devido a orientação do médico que o encaminhou, alegando que esta é a melhor forma de tratar determinados transtornos, mas na maioria das vezes, o paciente não faz idéia do que se trata a abordagem. Sendo assim, gostaria de deixar claro aos pacientes como funciona a relação do psicólogo com a abordagem psicológica com a qual se identifica.
Para iniciar, o profissional de psicologia estudou no mínimo 5 anos para exercer seu trabalho, neste período as abordagens psicológicas (referencial teórico e metodológico) foram apresentadas a ele para que se identifique com uma forma de trabalho que o oriente de acordo com suas necessidades, estilo de vida e personalidade. Não há uma abordagem que ajude mais ou menos no tratamento psicológico, o que ajuda é a qualidade de trabalho do profissional, seu conhecimento e sua humanidade ao lidar com seu cliente.
È preciso ficar claro também que, a abordagem teórica de orientação, as vezes pode ser diferente de uma especialização para o profissional da psicologia, por exemplo, um profissional pode ter uma especialização em psicoterapia familiar, de casal, psicoterapia infantil, ou se aprofundar nos estudos a respeito de transtornos mentais específicos, isso porque fez um curso de pós-graduação nesta área especifica, tornando-se então especialista em determinada área, porém, pode ter feito isso baseando-se em uma abordagem psicológica especifica, com a qual se oriente em seu trabalho. Ou seja, a abordagem já era utilizada, era sua fonte de informações e reflexões em seu trabalho, e a partir disso adquiriu uma especialização em determinada área da saúde mental.
Dentre as diversas abordagens psicológicas, estão as seguintes como exemplo: Terapia cognitivo comportamental (TCC), Analítica (Junguiana), Psicanalítica, Abordagem Centrada no cliente (Rogers), entre outras.
Tendo tudo isso em vista, entendo que, o profissional que de fato vai ajudar o seu paciente é aquele que se especializou, se atualizou e não parou de estudar, afinal, nem sempre a abordagem precisa chegar ao paciente de forma direta, porque quem ajuda precisa estar inteiro durante um atendimento, sem se prender totalmente ao pensamento teórico durante as sessões. Acredito que, a coisa mais importante no consultório deve ser a história narrada por um indivíduo que precisa de ajuda.
A teoria vai servir para que o profissional consiga ter uma linha de pensamento, crie estratégias e direção para ajudar o cliente em suas reflexões e encontre respostas para possíveis questionamentos. Claro que, em algumas abordagens existe sim a necessidade de expor algumas orientações teóricas ao paciente, mas isso depende da abordagem, não quer dizer que seja regra e também não significa que uma determinada abordagem possa ajudar mais ou menos o cliente, independente de seu diagnóstico.
Janaina N. Soares