Nas últimas décadas, o debate sobre tecnologia tornou-se central para compreender transformações econômicas, culturais e educacionais em escala global. No entanto, para além do senso comum que a associa apenas a dispositivos digitais, é necessário analisá-la como fenômeno histórico, social e filosófico. Assim, este tópico propõe uma base conceitual para definir tecnologia, apresentar sua trajetória ao longo do tempo e discutir seus desdobramentos teóricos na educação matemática.
De acordo com Kenski (2013), tecnologias podem ser compreendidas como um conjunto articulado de conhecimentos, princípios e procedimentos aplicados ao planejamento, à construção e ao uso de instrumentos em diferentes atividades humanas. Essa formulação amplia a noção de tecnologia para além do digital e inclui, também, os modos de uso, as técnicas e os contextos sociais em que os artefatos ganham sentido educacional. Em diálogo com essa perspectiva, tecnologia é o conjunto de saberes, técnicas, métodos e artefatos desenvolvidos historicamente para mediar a relação humana com a natureza e com a vida social. Em sentido filosófico, portanto, ela não se reduz a máquinas digitais ou a dispositivos eletrônicos recentes. Em uma leitura crítica, deve ser compreendida como produção histórica e social da ação humana sobre o mundo. Para Vieira Pinto, a técnica é dimensão constitutiva da própria existência humana, e a tecnologia corresponde à reflexão sistemática sobre essa prática, seus meios, seus fins e suas implicações coletivas (VIEIRA PINTO, 2005). Nessa perspectiva, falar de tecnologia é falar de trabalho, cultura, poder e formas de organização da vida social.
Essa definição permite diferenciar dois níveis complementares: o nível operacional (fazer técnico) e o nível epistemológico-político (a consciência crítica desse fazer). Em diálogo com Lévy (1999), pode-se afirmar que toda técnica reorganiza modos de percepção, comunicação e produção de conhecimento, constituindo novas ecologias cognitivas. Assim, a tecnologia não atua apenas como ferramenta externa, mas como mediação que transforma sujeitos, instituições e linguagens.
Historicamente, a evolução tecnológica mostra continuidades e rupturas:
Antiguidade e sistemas de cálculo: exemplos como o Osso de Ishango (aprox. 20.000 a.C.), com marcas associadas a práticas de contagem, e instrumentos como o ábaco ampliaram a capacidade de abstração e registro numérico, evidenciando que a matemática sempre se desenvolveu em relação com artefatos culturais de cada sociedade (D'AMBROSIO, 2013; ROSA; OREY, 2021).
Modernidade mecânica (séculos XVII e XVIII): dispositivos como a Pascalina e as réguas de cálculo consolidaram a ideia de automatização parcial de operações, apoiando comércio, navegação e engenharia e ampliando a confiança na racionalidade instrumental.
Formalização lógico-simbólica (século XIX): a álgebra lógica de Boole inaugura um marco teórico para a computação ao traduzir operações do pensamento em estruturas formais manipuláveis.
Cibernética, informática e sistemas (século XX): a noção de computador deixa de designar apenas pessoas que calculam e passa a nomear máquinas de processamento de informação em larga escala, reconfigurando trabalho, ciência e educação (VIEIRA PINTO, 2005; LÉVY, 1999).
Era digital e inteligência artificial (século XXI): conectividade permanente, plataformas e IA deslocam a tecnologia para o centro das disputas éticas, cognitivas e políticas do presente, com impactos sobre atenção, autonomia e formação crítica (HARARI, 2018; HARI, 2023; HAIDT, 2024).
Diante disso, a noção de tecnologia, ultrapassa a compreensão restrita de artefatos materiais, abrangendo também métodos, técnicas e saberes operacionais (savoir-faire) que permitem intervir na realidade. Nesse sentido, a matemática, enquanto linguagem e instrumento de modelagem, constitui uma forma sofisticada de tecnologia intelectual, historicamente construída para resolver problemas concretos.
Diante disso, podemos afirmar que as tecnologias não se limitam a smartphones ou computadores de última geração, nem mesmo a objetos físicos. Elas incluem, de maneira fundamental, modos de fazer e de pensar, isto é, técnicas intelectuais desenvolvidas historicamente. Um exemplo paradigmático é a equação que descreve a trajetória de lançamento oblíquo de um projétil — um modelo matemático que permite prever com precisão o movimento de corpos sob a ação da gravidade.
Esse tipo de conhecimento (parábola e suas propriedades) constitui uma tecnologia no sentido mais amplo, pois possibilita aplicações práticas como a melhoria da acurácia em lançamentos de projéteis. Tal articulação entre matemática e prática remonta à Antiguidade. Arquimedes de Siracusa (século III a.E.C.), por exemplo, não apenas produziu resultados teóricos em geometria e mecânica, mas também aplicou esses conhecimentos no desenvolvimento de dispositivos militares durante o cerco de Siracusa. Entre tais aplicações, destacam-se máquinas de guerra que utilizavam princípios geométricos e mecânicos para içar barcos e queimar embarcações contra as forças romanas, retardando significativamente a vitória destes.
Esse episódio ilustra de maneira exemplar como o conhecimento matemático, mesmo em sua forma mais abstrata, pode ser compreendido como tecnologia aplicada. Conforme apontam estudos históricos, a matemática na Antiguidade frequentemente se desenvolvia em estreita relação com necessidades práticas, como engenharia, agrimensura e guerra .
Outro exemplo histórico relevante encontra-se nas civilizações da Mesopotâmia e do Egito, onde técnicas matemáticas foram desenvolvidas para resolver problemas administrativos, comerciais e agrícolas, como a medição de terras e o controle de estoques . Tais práticas evidenciam que algoritmos, sistemas de numeração e métodos de cálculo já constituíam tecnologias essenciais para a organização social.
Adicionalmente, na Revolução Científica dos séculos XVI e XVII, a matematização dos fenômenos naturais — especialmente com Galileu Galilei — consolidou a ideia de que a natureza pode ser descrita por leis matemáticas. Galileu afirmava que o universo está escrito na linguagem da matemática, reforçando o papel das equações como ferramentas tecnológicas para compreender e prever fenômenos físicos .
Portanto, conhecer e saber utilizar tais ferramentas matemáticas não apenas amplia a compreensão teórica do mundo, mas também confere poder técnico e estratégico, seja na guerra antiga, na engenharia moderna ou nas tecnologias digitais contemporâneas.
No campo educacional, esse percurso histórico sustenta a ideia de que tecnologia não é adereço pedagógico, mas componente da própria atividade matemática. O programa literacy, matheracy e technoracy propõe articular leitura de mundo, raciocínio matemático e competência tecnológica na formação cidadã (D'AMBROSIO, 1998). Em termos didáticos, a abordagem antropológica de Chevallard (1999) ajuda a analisar como os artefatos técnicos reorganizam praxeologias escolares. Em consonância com a BNCC, integrar tecnologias digitais ao currículo de matemática implica desenvolver autoria, resolução de problemas e pensamento crítico (BRASIL, 2017). Estudos recentes sobre robótica educacional e formação docente reforçam que o uso de tecnologias, quando pedagogicamente orientado, favorece aprendizagem significativa e interdisciplinaridade (CARNEIRO; SOUZA JUNIOR, 2023; VILAÇA; SANTOS, 2023).
A crescente presença das tecnologias digitais na vida contemporânea tem provocado transformações profundas nas formas de interação social, nos processos cognitivos e nas estruturas de poder. Longe de representar apenas um avanço técnico incremental, tais mudanças configuram uma reconfiguração estrutural da sociedade, com implicações que atravessam dimensões éticas, psicológicas e políticas. Nesse contexto, as contribuições de Yuval Noah Harari, Jonathan Haidt e Johann Hari oferecem um quadro analítico consistente para compreender tanto os potenciais quanto os riscos associados a essa nova era tecnológica.
Sob uma perspectiva macro-histórica, Harari (2016; 2018) argumenta que a humanidade atravessa um ponto de inflexão caracterizado pela convergência entre biotecnologia e tecnologia da informação. Diferentemente da Revolução Industrial, que ampliou o domínio humano sobre o mundo exterior, a atual revolução tecnológica confere poder sobre os processos internos da vida, incluindo cognição, emoções e estruturas biológicas. Esse deslocamento inaugura uma nova configuração de poder, na qual o controle de dados — especialmente dados biológicos e comportamentais — se torna central. Segundo o autor, tal cenário pode levar à intensificação das desigualdades sociais, à emergência de regimes de vigilância sofisticados e à possibilidade de segmentação da humanidade em diferentes categorias biológicas, com base no acesso a tecnologias de aprimoramento humano.
Enquanto Harari projeta tendências de longo prazo, Haidt (2024) direciona o olhar para efeitos já observáveis, especialmente no desenvolvimento de crianças e adolescentes. O autor identifica uma mudança significativa na infância a partir da década de 2010, associada à disseminação massiva de smartphones e redes sociais. Essa transição, descrita como uma “reconfiguração da infância”, desloca as experiências formativas do ambiente físico e relacional para o espaço digital. Dados apresentados por Haidt indicam um aumento expressivo nos índices de ansiedade, depressão e outros transtornos mentais entre jovens nesse período. Para explicar esse fenômeno, o autor destaca quatro mecanismos principais: a redução das interações sociais presenciais, a privação de sono, a fragmentação da atenção e a indução a comportamentos compulsivos por meio de sistemas digitais projetados para maximizar o engajamento.
Complementarmente, Hari (2022) aprofunda a análise ao investigar as estruturas econômicas que sustentam esse ecossistema digital. Para o autor, a crise contemporânea de atenção não deve ser interpretada como uma falha individual, mas como resultado de um modelo de negócios baseado na captura e monetização da atenção humana. Nesse contexto, plataformas digitais operam segundo uma lógica em que os usuários não são clientes, mas produtos, sendo sua atenção vendida a anunciantes. Tal dinâmica incentiva o desenvolvimento de interfaces e algoritmos desenhados para prolongar o tempo de uso e estimular comportamentos repetitivos, frequentemente em detrimento da capacidade de concentração profunda e reflexão crítica.
A articulação dessas três perspectivas revela um quadro complexo. Harari fornece a dimensão estrutural e prospectiva, evidenciando os riscos associados ao controle de dados e à manipulação da vida humana. Haidt apresenta evidências empíricas dos impactos já observáveis na saúde mental das novas gerações. Hari, por sua vez, explicita o motor econômico que impulsiona essas transformações, evidenciando que a lógica da distração não é acidental, mas intencional e sistematicamente construída.
Diante desse cenário, emergem importantes implicações para a educação, especialmente no campo da educação matemática e da formação crítica. A crescente fragmentação da atenção e a dependência de estímulos digitais colocam desafios significativos para práticas pedagógicas que demandam concentração, raciocínio lógico e resolução de problemas. Além disso, torna-se fundamental promover uma educação digital crítica, que possibilite aos estudantes compreenderem os mecanismos de funcionamento das tecnologias que utilizam, bem como seus impactos cognitivos e sociais.
Assim, a questão central não reside apenas no desenvolvimento tecnológico em si, mas nas escolhas sociais, políticas e educacionais que orientam seu uso. A tecnologia, ao mesmo tempo em que amplia capacidades humanas, também redefine limites e vulnerabilidades. Nesse sentido, a construção de um futuro mais equitativo e humanizado dependerá da capacidade coletiva de regular, compreender e orientar criticamente essas transformações.
A intensificação do desenvolvimento tecnológico nas últimas décadas tem promovido uma reconfiguração profunda da condição humana, afetando dimensões cognitivas, emocionais, sociais e econômicas. Tal transformação não se limita à introdução de novas ferramentas, mas implica mudanças estruturais na forma como os indivíduos se relacionam consigo mesmos, com os outros e com o mundo do trabalho. Nesse cenário, as análises de autores como Yuval Noah Harari, Jonathan Haidt e Johann Hari permitem compreender a complexidade desses processos, evidenciando tanto os riscos emergentes quanto as possibilidades de enfrentamento.
No que se refere ao futuro do trabalho, Harari (2016; 2018) destaca que o avanço da inteligência artificial pode superar os seres humanos em habilidades não apenas operacionais, mas também cognitivas e emocionais. Esse cenário aponta para uma possível ruptura no mercado de trabalho, com a formação de uma “classe dos inúteis”, composta por indivíduos economicamente irrelevantes em um sistema altamente automatizado. Tal hipótese levanta questões fundamentais sobre o papel do trabalho na construção da identidade humana e sobre os mecanismos de inclusão social em sociedades tecnologicamente avançadas.
Paralelamente, a convergência entre biotecnologia e tecnologia da informação amplia significativamente as capacidades de monitoramento e intervenção sobre o comportamento humano. Segundo Harari (2016), o acesso massivo a dados biológicos e comportamentais pode possibilitar o desenvolvimento de sistemas capazes de prever e influenciar decisões individuais com alto grau de precisão. Esse fenômeno inaugura o risco de consolidação de regimes de vigilância sofisticados, frequentemente denominados “ditaduras digitais”, nos quais o livre-arbítrio pode ser progressivamente limitado por estruturas algorítmicas invisíveis.
No campo do desenvolvimento humano, Haidt (2024) evidencia impactos já observáveis, especialmente entre crianças e adolescentes. A substituição de experiências presenciais por interações mediadas por dispositivos digitais — caracterizada como uma “infância baseada no celular” — está associada ao aumento de transtornos de ansiedade, depressão e dificuldades de regulação emocional. Ademais, a fragmentação da atenção e a redução do tempo dedicado à leitura profunda podem comprometer o desenvolvimento cognitivo, levantando a hipótese de declínio entre gerações em algumas habilidades intelectuais.
A análise de Hari (2022) complementa esse quadro ao investigar os fundamentos econômicos que sustentam o ecossistema digital contemporâneo. O autor argumenta que a crise de atenção observada na sociedade atual não é resultado de fragilidades individuais, mas de um modelo de negócios estruturado na captura e monetização da atenção humana. Nesse contexto, plataformas digitais são projetadas para maximizar o engajamento contínuo, frequentemente por meio de mecanismos que exploram vulnerabilidades psicológicas, contribuindo para a deterioração da capacidade de concentração e reflexão.
Além dos impactos cognitivos e sociais, a biotecnologia também levanta a possibilidade de intensificação das desigualdades. O acesso desigual a tecnologias de aprimoramento humano pode resultar em uma divisão da humanidade em diferentes categorias biológicas, ampliando disparidades já existentes e colocando em risco princípios fundamentais como equidade e justiça social (HARARI, 2016).
Diante desse cenário multifacetado, a preparação para o futuro tecnológico exige ações articuladas em diferentes níveis. No âmbito individual, o desenvolvimento do autoconhecimento torna-se essencial para resistir a processos de manipulação algorítmica. A capacidade de reconhecer padrões de comportamento, emoções e vulnerabilidades permite maior autonomia frente a sistemas que buscam influenciar decisões. Ademais, a promoção de estados de concentração profunda — frequentemente associados ao conceito de “fluxo” (CSIKSZENTMIHALYI, 1990) — constitui uma estratégia relevante para enfrentar a fragmentação da atenção. Práticas de desconexão deliberada, como o uso de ferramentas de bloqueio digital e a criação de ambientes livres de distrações, também se mostram fundamentais para a preservação da saúde mental.
No campo educacional, torna-se urgente a reconfiguração dos objetivos formativos. Em vez de priorizar a mera transmissão de conteúdos, as instituições de ensino devem promover o desenvolvimento de competências essenciais para o século XXI, frequentemente sintetizadas nos “quatro Cs”: pensamento crítico, comunicação, colaboração e criatividade. Além disso, a educação deve fomentar a resiliência e a capacidade de adaptação, preparando os indivíduos para trajetórias profissionais marcadas por mudanças constantes e necessidade de reinvenção contínua.
Especificamente em relação à infância, Haidt (2024) propõe medidas estruturais que envolvem tanto famílias quanto instituições escolares. Entre elas, destacam-se a restrição do uso de smartphones e redes sociais em idades precoces, a implementação de ambientes escolares livres de dispositivos digitais e a valorização do brincar livre como elemento central do desenvolvimento infantil. Tais medidas visam restaurar condições essenciais para o desenvolvimento socioemocional saudável.
Por fim, no nível político e estrutural, torna-se indispensável a regulação do chamado capitalismo de vigilância (ZUBOFF, 2019), com o objetivo de limitar práticas de exploração de dados e manipulação comportamental. Medidas como a garantia do direito à desconexão e a reorganização das jornadas de trabalho — incluindo propostas como a semana de quatro dias — podem contribuir para a redução do estresse e a melhoria da qualidade de vida. Além disso, destaca-se a necessidade de investimento não apenas em tecnologias avançadas, mas também no desenvolvimento da consciência humana, de modo a assegurar que o progresso tecnológico esteja alinhado a valores éticos e sociais.
Em síntese, a reconfiguração da condição humana promovida pela tecnologia apresenta desafios significativos, mas também oportunidades de transformação. A construção de um futuro mais justo e sustentável dependerá da capacidade coletiva de compreender criticamente esses processos e de implementar estratégias que integrem desenvolvimento tecnológico, bem-estar humano e justiça social.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: Educação é a base. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 26 mar. 2026.
BBC NEWS BRASIL. Geração digital: por que, pela 1ª vez, filhos têm QI inferior ao dos pais. BBC News Brasil, 2020. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-54736513. Acesso em: 26 mar. 2026.
CARNEIRO, Henrique Gabriel Silva; SOUZA JUNIOR, Arlindo José. Conhecimento de robótica e matemática na formação inicial de professores de matemática. SciELO Preprints, 2023. DOI: https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6701.
CHEVALLARD, Yves. La función docente: principios de antropologia didática. Madri: Siglo XXI, 1999.
CSIKSZENTMIHALYI, Mihaly. Flow: the psychology of optimal experience. New York: Harper & Row, 1990.
D’AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. 5. ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013.
D’AMBROSIO, Ubiratan. Literacy, matheracy, and technoracy: a trivium for today. Mathematical Thinking and Learning, v. 1, n. 2, p. 131-153, 1998.
CNN BRASIL. Diminuição do QI em gerações mais novas pode estar ligada ao uso de telas. CNN Brasil, [s.d.]. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/lifestyle/diminuicao-do-qi-em-geracoes-mais-novas-pode-estar-ligada-ao-uso-de-telas/. Acesso em: 26 mar. 2026.
ESTADÃO. Afirmar que a geração Z é menos inteligente que as anteriores embute uma perigosa generalização. Estadão, [s.d.]. Disponível em: https://www.estadao.com.br/brasil/macaco-eletrico/afirmar-que-a-geracao-z-e-menos-inteligente-que-as-anteriores-embute-uma-perigosa-generalizacao/. Acesso em: 26 mar. 2026.
G1 GLOBO. Geração digital: por que, pela 1ª vez, filhos têm QI inferior ao dos pais. G1, 2020. Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/viva-voce/noticia/2020/10/30/geracao-digital-por-que-pela-1a-vez-filhos-tem-qi-inferior-ao-dos-pais.ghtml. Acesso em: 26 mar. 2026.
HAIDT, Jonathan. A geração ansiosa: como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais. Tradução de Lígia Azevedo. São Paulo: Companhia das Letras, 2024.
HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século XXI. Tradução de Paulo Geiger. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
HARARI, Yuval Noah. Homo Deus: uma breve história do amanhã. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
HARI, Johann. Foco roubado: os ladrões de atenção da vida moderna. Tradução de Luis Reyes Gil. São Paulo: Vestígio, 2023.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
ROSA, Milton; OREY, Daniel Clark. Etnomatemática e o papel de Ubiratan D'Ambrosio: contribuições para a educação matemática. APEduC Revista, v. 2, n. 2, p. 115-130, 2021.
VIEIRA PINTO, Álvaro. O conceito de tecnologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005. 2 v.
VILAÇA, Marcelo de Oliveira; SANTOS, Marli Regina dos. Robótica educacional de baixo custo no ensino de matemática: uma abordagem interdisciplinar. Educação Matemática Pesquisa, v. 12, n. 2, p. 17-33, 2023. DOI: https://doi.org/10.23925/2238-8044.2023v12i2p17-33.
ZUBOFF, Shoshana. The age of surveillance capitalism: the fight for a human future at the new frontier of power. New York: PublicAffairs, 2019.