ATENÇÃO! CURSO COM ALTA PROCURA DEVIDO À QUARENTENA! APROVEITE, ANTES QUE AS VAGAS ACABEM!!!
Por: C.G. Gerald, PhD.
Em pleno ano de 2020, o mundo inteiro vivencia um triste problema de saúde, que tem afetado significativamente as relações econômicas, sociais e profissionais, exigindo forte intervenção dos governos nas economias globais, e a tecnologia cumprindo um importante papel de suporte às necessidades humanas.
Muitos denominam essa realidade de "novo normal", ou ainda, "nova normalidade", sendo um ponto comum nas análises de diversos especialistas o fato de que experienciamos uma transformação que vem nos conduzindo a um ponto sem volta, de modo que tais relações dificilmente voltarão a ocorrer como antes deste "cisne negro", conceito que humildemente tomo emprestado do estudioso Nassim Nicholas Taleb.
E, nesse cenário que lembra muito um filme de ficção científica, as condições de trabalho também reagem à sua pressão, fazendo ganhar força uma forma peculiar de prestação de serviços, o home office. Mas, o que é este home office, que ganhou tanta força no senso comum nos últimos meses?
Também conhecido como trabalho remoto, ou teletrabalho, o home office é a situação na qual a pessoa passa a exercer as suas atividades profissionais de fora do seu local de trabalho convencional, geralmente de sua própria casa.
Ou seja, embora sua tradução literal signifique "escritório em casa", é importante destacar que o que caracteriza o home office é fato de ele compreender atividades ou serviços desenvolvidos "de fora" da estrutura física do local de trabalho convencional, como se pode conferir em uma publicação no site Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
Assim, uma pessoa em home office pode desempenhar suas atividades enquanto está em viagem, enquanto frequenta uma praça, um shopping, ou outro local em que tenha condições de desempenhar seu trabalho, sendo o essencial um dispositivo (computador, notebook, smartphone etc.) conectado à Internet. Embora menos comum, em alguns casos, até mesmo sem conexão à Internet é possível desempenhar determinadas atividades na forma de trabalho remoto, como por exemplo realizando análise ou estudo de documentos, ligações telefônicas, fazendo algum planejamento, e por aí vai.
Porém, é importante frisar que é mais comum o trabalho remoto ser desempenhado a partir das residências das pessoas, e com um equipamento conectado à Internet.
Outra coisa importante de se mencionar é que o home office não é uma novidade, nem mesmo no Brasil. De fato, o que ocorreu é que essa nova forma de trabalho ganhou mais força em nosso país em 2020, sendo que muitos setores, desde órgãos públicos até a iniciativa privada, passaram a utilizá-la como a principal forma de desenvolvimento de suas atividades.
Assim, após compreendermos o que é o home office e porque ele ganhou impulso recentemente em nosso país, cabe aqui um questionamento importante: O home office veio para ficar? Ou, melhor dizendo, quando a pandemia passar ou amenizar, essas relações de trabalho remoto seguirão firmes? É realmente uma tendência?
Alguns especialistas arriscam dizer que sim, o que é bastante plausível, pois ele já é aprovado por 80% dos gestores de empresas do Brasil. É o que diz uma pesquisa realizada pela ISE Business School. Nas palavras de Cesar Bullara, diretor e professor do departamento de gestão de pessoas do ISE, "Mudanças que ocorreriam em cinco ou dez anos já estão acontecendo".
Em um artigo do Jornal Tribuna, do Paraná, Eloá Cruz debate as vantagens e desvantagens de se trabalhar em casa. Para compreender melhor esse cenário, a jornalista apresenta os argumentos de Elaine Pacheco, coordenadora do Núcleo de Empregabilidade da FAE Centro Universitário. Segundo esta, o trabalho remoto já era uma tendência que ganhava força paulatinamente com a evolução tecnológica, mas "Com a chegada da pandemia por coronavírus, o processo acelerou. As empresas estavam se preparando, mas tiveram agora que adotar de forma muito rápida". A coordenadora também acredita que após tudo se normalizar, há uma tendência de que 30% das empresas adotem o sistema de home office.
Há vários exemplos nesse sentido. Um deles consta em uma matéria do Jornal Folha de S. Paulo, a qual informa que a corretora XP estaria construindo uma nova sede, e que, em breve, seus funcionários poderiam optar por trabalhar ou não em home office permanentemente. Noticiários econômicos inclusive têm reforçado as mudanças no mercado imobiliário, com o aumento da vacância dos escritórios corporativos, inclusive na região da Avenida Faria Lima, centro financeiro de São Paulo e um dos mercados imobiliários até então mais valorizado do país.
Não obstante, o trabalho remoto também se tornou uma saída para grande parte do setor público continuar funcionando. Enfim, se também buscarmos traçar um paralelo com outros países, rapidamente descobriremos o quanto tais regiões já estão bem mais avançadas que o Brasil em se tratando de home office. Basta dar uma Googleada.
Além disso, vale lembrar que quem saiu na frente na "transformação digital", em qualquer área, geralmente se consolidou em seu setor de atuação. Cabe citar aqui o exemplo da gigante varejista Magazine Luiza, que fez da crise uma oportunidade e abocanhou a maior parte do mercado de varejo eletrônico brasileiro, enquanto que suas concorrentes que não inovaram ficaram pelo caminho.
Portanto, em que se pese a prudência necessária para conter qualquer euforia, é inteligente considerar que, mesmo que a pandemia seja completamente superada nos anos seguintes, as transformações nas relações de trabalho deverão prosperar, com o mercado e as instituições seguindo o caminho da flexibilização, da desburocratização e da digitalização. Em síntese, sim, o home office é provavelmente um caminho sem volta!
Um caminho sem volta! Muitos podem considerar uma expressão exagerada, pois, filosoficamente falando, há algumas coisas na existência humana que talvez merecessem melhor tal caracterização, principalmente as leis naturais (envelhecimento, morte etc.), dentre outras questões complexas, sobre as quais é desnecessário me estender por aqui.
Este escritor admite um certo exagero na ênfase, mas, este contexto evolutivo compreende uma dinâmica social mais antiga do que parece. Ao longo dos anos, muitas técnicas, tecnologias, modos de produção, de industrialização e de comercialização, bem como outras relações, como por exemplo, o ensino, os esportes, a cultura etc., tem passado por transformações que favoreceram o desenvolvimento da sociedade como um todo. É a partir desse prisma que considero que a situação atual deverá sedimentar a transformação das relações de trabalho cada vez mais significativamente, sendo o home office uma tendência crescente, e se tornando cada vez mais comum na sociedade.
Portanto, considero fundamental que as pessoas compreendam a importância de saber lidar com as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) nesse "admirável mundo do novo normal" (com o perdão do jogo de palavras), pois, atualmente, já existem várias possibilidades de trabalho remoto, sendo este um mercado bastante promissor. Por outro lado, é importante alertar que há casos em que a modalidade home office tem passado de uma "alternativa" para uma "exigência" de trabalho. Ou seja, quem não se preparar para esse novo mercado, infelizmente corre o risco de engrossar as filas de pessoas em busca de emprego.
Ademais, este breve artigo não se deteve em outras questões relativas ao home office, como por exemplo, condições de trabalho e direitos trabalhistas, técnicas de desenvolvimento de atividades, questões psicológicas (separação do ambiente familiar e laboral), produtividade, estresse e depressão etc. Todas estas facetas são relevantes nesse entorno, e, certamente o leitor vai encontrar ótimos artigos na Internet para se aprofundar mais nestes temas.
O objetivo deste artigo foi apresentar ao leitor o que é o home office, e por que entendo que as pessoas devem buscar se aprimorar nessa área dinâmica, seja por curiosidade, para se qualificar para determinados nichos, seja como complementação de renda, ou mesmo como meio de desempenhar sua atividade principal de trabalho. Há várias oportunidades no mercado de trabalho, e provavelmente aqueles que dominarem melhor esta nova forma de desempenhar suas atividades, terão mais chances de sucesso profissional.