Mapeamento da geomorfologia do relevo
Cinco grandes compartimentos geomorfológicos podem ser identificados no DF. São eles:
Plano Elevado: relevo plano e suavemente ondulado, com altitudes superiores a 1.100 metros e declividade inferior a 10%. São regiões recobertas por Latossolos e com baixa densidade de drenagem.
Plano Intermediário: relevo suavemente ondulado, diferenciando-se do anterior por apresentar declividade inferior a 12% e altitude entre 950 m e 1.050 m. Nessa área predominam os Cambissolos e há elevada densidade de drenagem.
Rebordo: relevo ondulado com declividades entre 10% e 20% e altitude entre 950 m e 1.110 m. Possui moderada densidade de drenagem e predominância de Cambissolo
Rampa Íngreme: relevo fortemente ondulado e escarpado, com declividades superiores a 25% e altitude entre 800 m e 1.100 m. Possui ampla predominância de Cambissolos e alta densidade de drenagem.
PLANALTINA
Análise do sítio físico da RA Planaltina:
Planaltina tem um relevo predominantemente com uma ondulação suave. Altitudes que variam entre 950 e 1.100 metros. O solo se caracteriza principalmente pelo Plano Intermediário e pelo Plano Elevado. É uma área com solos de tipo Cambissolos, que têm boa drenagem. Assim, também há alta drenagem superficial, e devido a composição e a elevação do solo, é uma região adequada para o desenvolvimento de vegetação de cerrado. Ademais, é adequada para o desenvolvimento agricultura
Análise Sítio Físico RA Arapoanga:
Arapoanga é uma região que se localiza dentro das delimitações de Planaltina e a maior parte de seu território é caracterizado por um relevo de Plano intermediário, apenas uma pequena ponta do lado inferioe direito existe é composta da formação geomorfológica Vale dissecado. Nesse sentido a cobertura do solo é predominantemente suavemente ondulada, com declividade inferior a 12% e altitude entre 950 m e 1.050 m, com predominância de Cambissolos.
Foto: Sobrevoo aéreo feito por drone na Cidade de Planaltina. Autor: Canal do Youtube Pelo céu da Capital
Foto: Sobrevoo aéreo feito por drone em Arapoanga Fonte:https://jornaldebrasilia.com.br/brasilia/moradores-do-arapoanga-opinam-sobre-a-criacao-de-nova-regiao-administrativa/
SOBRADINHO
Análise do sítio físico da RA:
Em Sobradinho é notório uma predominância dos compartimento geomorfológicos de plano intermediário, de Rebordo e vale dissecado.
O Rebordo caracteriza-se por relevo ondulado com declividades entre 10% e 20% e altitudes que variam entre 950 e 1.110 metros.
Há também uma região de Rampas Íngremes na parte superior: são regiões mais altas e com delividades, (inclinações superiores a 25%)
Altitudes entre 800 e 1.100 metros.
O tipo de solo Cambissolos é predominante, logo há uma significativa erosão, o que molda o relevo e influencia o uso do solo.
Foto: Vista Parcial de Sobradinho Autor: Niltonbr Fonte: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Vista_parcial_de_Sobradinho_%28DF%29.jpg
Mapeamento do gradientes de declividade
REF: https://www.codeplan.df.gov.br/atlas-do-distrito-federal-2020/
Análise do sítio físico da RA:
No Distrito Federal predominam as declividades plana (0% a 3%) e suave-ondulada (3% a 8%), que ocorrem associadas às altitudes mais elevadas. Áreas de declividade ondu- lada e forte ondulada estão localizadas nos vales dos rios das bacias do São Bartolomeu, Descoberto e Rio Preto (8% a 45%). As maiores declividades ocorrem na divisão entre os compartimentos geomorfológicos, onde se formam encostas íngremes (> 45%).
PLANALTINA
REF: https://www.codeplan.df.gov.br/atlas-do-distrito-federal-2020/
Análise do sítio físico da RA:
Planaltina, situada a aproximadamente 38 km de Brasília, se destaca por uma topografia mais ondulada em comparação com Sobradinho 1. A região abrange uma variedade de declividades, com áreas planas e suave-onduladas prevalecendo nas partes mais centrais, que facilitam o desenvolvimento urbano. No entanto, devido à sua localização, Planaltina inclui também áreas com declividades mais acentuadas, principalmente nas proximidades dos vales dos rios das bacias do São Bartolomeu. Nesses locais, as declividades variam de onduladas a forte-onduladas (8% a 45%), configurando paisagens compostas por colinas e encostas que demandam soluções de engenharia como drenagem eficiente e controle de erosão. Além disso, nas áreas de transição entre compartimentos geomorfológicos, encontram-se encostas íngremes (> 45%), que representam desafios significativos para o desenvolvimento urbano e são geralmente preservadas para fins de conservação ambiental.
SOBRADINHO
REF: https://www.codeplan.df.gov.br/atlas-do-distrito-federal-2020/
Análise do sítio físico da RA:
Localizado a cerca de 22 km do centro de Brasília, Sobradinho 1 está inserido em uma área onde predominam as declividades plana (0% a 3%) e suave-ondulada (3% a 8%). Estas condições são comuns nas altitudes mais elevadas do Distrito Federal, oferecendo um terreno favorável para a ocupação urbana. Entretanto, devido à sua proximidade com formações geomorfológicas, Sobradinho 1 também possui áreas com declividades onduladas, especialmente próximas às serras e colinas que circundam a RA. Essas áreas apresentam inclinações que variam entre 8% e 45%, exigindo intervenções específicas para garantir a estabilidade do solo e a segurança das construções. A presença de encostas mais íngremes (> 45%) na periferia de Sobradinho 1, nas transições entre compartimentos geomorfológicos, marca áreas de proteção ambiental, limitando a expansão urbana nessas zonas.
A declividade do terreno em Sobradinho 1 influencia diretamente a localização e a densidade populacional por vários motivos, especialmente no contexto do planejamento urbano e da viabilidade de construções.
Facilidade de Construção: Áreas com menor declividade são mais fáceis e econômicas de construir, o que tende a atrair uma maior densidade populacional. O custo de terraplanagem e infraestrutura é menor, tornando esses terrenos mais acessíveis para a construção de habitações, serviços e comércios.
Gestão de Água e Drenagem: Áreas com maior declividade podem ter problemas com escoamento de águas pluviais, aumentando o risco de erosão, deslizamentos e inundações em áreas baixas. Esses fatores podem limitar a densidade populacional em áreas mais inclinadas devido aos custos adicionais com infraestrutura de drenagem e contenção.
Mapeamento de áreas vulneráveis
O mapeamento de risco de perda de solo é uma análise que identifica áreas vulneráveis à erosão e degradação do solo devido a fatores como declividade do terreno, tipo de solo, cobertura vegetal e uso da terra. Ele avalia o impacto de práticas agrícolas, urbanização e desmatamento, modelando cenários que podem aumentar a erosão. O resultado são mapas que categorizam as áreas em níveis de risco, ajudando na conservação do solo, no planejamento sustentável do uso da terra e na prevenção de desastres ambientais, como deslizamentos e enchentes.
PLANALTINA
Análise de Perda de Solo:
A região de Planaltina apresenta um cenário favorável no que diz respeito ao risco de perda de solo por erosão. De acordo com os dados, 90% da área de Planaltina está classificada na categoria 2, o que significa que o risco de erosão é baixo em quase toda a região.
Essa classificação indica que Planaltina tem características naturais que favorecem a conservação do solo, como boa cobertura vegetal e condições topográficas que minimizam o impacto da erosão. No entanto, mesmo com o risco reduzido, é importante continuar aplicando boas práticas de manejo do solo para garantir que essa situação favorável seja mantida.
Medidas de conservação, como o controle de escoamento superficial, a preservação das matas ciliares e o uso sustentável do solo, são fundamentais para preservar a qualidade do ambiente e evitar problemas futuros. A baixa suscetibilidade à erosão em Planaltina é um aspecto positivo, mas não dispensa a necessidade de uma gestão ambiental cuidadosa para assegurar a sustentabilidade a longo prazo.
SOBRADINHO
Análise de Perda de Solo:
Sobradinho 1, apesar de apresentar em grande parte de seu território um risco muito baixo de erosão, com 60% de sua área classificada na categoria 3, merece atenção especial devido à presença significativa de áreas com risco elevado. Especificamente, 20% da região se enquadra nas categorias 5 e 6, que indicam alto e muito alto risco de perda de solo, respectivamente.
Essas áreas de maior risco são particularmente vulneráveis e exigem um monitoramento constante para evitar problemas de erosão que possam comprometer a estabilidade do solo e a sustentabilidade do uso do território. A implementação de práticas de manejo adequado do solo, como a utilização de técnicas de conservação e a manutenção da cobertura vegetal, é essencial para mitigar esses riscos e proteger as áreas mais sensíveis de Sobradinho 1.
Em resumo, enquanto a maior parte de Sobradinho 1 está em uma situação favorável, a existência de zonas de alto risco de erosão destaca a necessidade de intervenções preventivas e de uma gestão consciente do uso do solo, garantindo assim a preservação dos recursos naturais e a segurança ambiental da região.
Mapeamento de áreas vulneráveis
O mapeamento de perda de recarga aquífera é um processo que identifica e avalia as áreas onde a capacidade de reposição de água subterrânea está sendo reduzida ou comprometida. Ele começa com a identificação das áreas de recarga, onde a água da chuva ou de outras fontes infiltra no solo e alimenta os aquíferos. Em seguida, são analisadas as condições do solo, como tipo, cobertura vegetal e uso do solo, para entender como esses fatores afetam a infiltração de água. O mapeamento identifica fontes de perda de recarga, como impermeabilização do solo, mudanças no uso da terra e extração excessiva de água. A partir desses dados, modelos hidrogeológicos simulam os impactos dessas alterações na recarga aquífera. O processo resulta em mapas temáticos que mostram as áreas críticas e vulneráveis, orientando decisões de gestão de recursos hídricos, planejamento urbano e conservação ambiental, essenciais para prevenir crises de escassez de água e garantir a sustentabilidade dos aquíferos.
PLANALTINA
Análise de Perda de Recarga:
Em Planaltina, cerca de 70% da área apresenta uma perda de recarga média, o que indica uma infiltração de água no solo moderadamente comprometida. Isso pode ser atribuído à urbanização moderada, presença de áreas agrícolas, e cobertura vegetal em diminuição.
Os 30% a 20% restantes estão na categoria de perda de recarga alta, refletindo áreas mais severamente afetadas pela impermeabilização do solo, expansão urbana, e uso intensivo da terra. Essas regiões demandam atenção para restaurar a capacidade de recarga do aquífero.
REF: https://www.brasildefato.com.br/2022/07/25/aqueles-que-abastecem-as-cidades-de-alimentos-vivem-ameaca-de-despejo-e-avanco-do-agronegocio
SOBRADINHO
Análise de Perda de Recarga:
Em Sobradinho 1, o mapa mostra uma maior diversidade na perda de recarga de aquífero. A noroeste, predominam áreas com perda de recarga muito baixa, sugerindo uma infiltração de água ainda preservada, possivelmente devido à menor urbanização ou presença de vegetação mais densa.
Já na região sudeste, as categorias variam entre médio e baixo, indicando um comprometimento maior na infiltração, provavelmente relacionado a uma maior densidade urbana e alterações no uso do solo..
REF: http://doc.brazilia.jor.br/CidadesEtc/Sobradinho.shtml