Brasília é caracterizada como uma cidade dispersa, tal forma consolida-se a partir dos conceitos urbanos de cinturões verdes e cidades-satélite (atuais regiões administrativas), núcleos que originalmente seriam autossuficientes. Entretanto, as políticas urbanas responsáveis pela manipulação do teritório adotadas ao longo das primeiras décadas de Brasília resultaram e uma cidade desigual, cuja relação centro-periferia tem como principal marca o afastamento de populações mais pobres do centro.
As cidades-satélites, originalmente pensadas para serem núcleos autossuficientes, na verdade possuem dependência significativa do Plano Piloto, sendo caracterizadas como cidades dormitório. A formação desses núcleos urbanos possui relação íntima com a tentativa de higienização do Plano Piloto, a partir de políticas de erradicação das então chamadas favelas.
As distâncias percorridas em Brasília são resultado de uma tentativa de "proteção" dos espaços do core planejado da cidade. A construção da nova capital chamou a atenção de pessoas de todos estados, motivados, também, pela prograpaganda do governo JK. O início da construção da cidade contava com abrigos temporários, feitos em madeira, que seriam desmontados uma vez que o processo de construção acabasse.