Densidade demográfica - relação entre o número total de habitantes e a área territorial total, incluindo além da área com ocupação urbana, as áreas com uso rural e de preservação ambiental. A área territorial total de cada RA é a definida na PDAD 2015/16, com alguns ajustes em determinadas RAs, em função da agregação ou supressão de setores urbanos funcionalmente vinculados ou não às mesmas.
Densidade urbana - relação entre a população urbana estimada pela Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD 2011, 2013 e 2015) e a área com ocupação urbana que corresponde à densidade urbana bruta, pois considera a área total com ocupação urbana, incluindo além da área residencial, os demais usos (comercial, institucional e industrial) e as áreas comuns.
Vazios urbanos:
Vazios urbanos são áreas em cidades que foram originalmente desenvolvidas, mas que agora estão desocupadas ou subutilizadas. Eles podem incluir terrenos abandonados, edifícios em ruínas, ou propriedades que não estão sendo usadas de forma produtiva. Esses espaços podem surgir por várias razões, como a deterioração econômica, mudanças na demanda imobiliária, ou o deslocamento de comunidades.
Os vazios urbanos podem ter impactos negativos nas cidades, como contribuir para a degradação estética e social de bairros e diminuir a segurança. No entanto, também podem representar oportunidades para revitalização urbana, como a transformação desses espaços em novos projetos habitacionais, comerciais, ou culturais, que podem revitalizar a área e beneficiar a comunidade.
Áreas que podem estar vazias, mas não são consideradas vazios urbanos devido sua função e seu uso para o equilíbrio do território: os Parques, as Área de Interesse Ambiental e as Áreas de Proteção das Mananciais, (GDF, 2012a); e os lagos e lagoas.
Glebas - áreas que não foram urbanizadas, ou seja, não foram parceladas em lotes, frações ou projeções urbanas. São áreas desocupadas entre aglomerações e áreas de dimensões menos expressivas, inseridas dentro de áreas parceladas.
Lotes - áreas delimitadas dentro de um contexto urbanizado, parcelado, relacionadas ao adensamento, à otimização da infraestrutura e à contensão da expansão urbana.
O estudo delimitou-se a uma base de 2.697 lotes subutilizados (2437,35ha) e 22.456 lotes vagos (2867,95ha). Nota-se que apesar do número de lotes vagos ser bem superior ao número de lotes subutilizados, quando comparamos suas áreas a diferença entre eles não é grande, levando a conclusão que os lotes classificados como vagos possuem áreas menores.
Se considerarmos a área total do DF, os lotes vagos e subutilizados não representam 1% (0,91%). Mas, quando tomamos apenas as zonas urbanas esse número sobe para 4,52%. Apesar de representarem uma parcela espacialmente pequena do território urbano, a relevância desses lotes dentro da discussão dos vazios urbanos é expressiva. Afinal, diferentemente das glebas, são áreas delimitadas para uso e ocupação urbana.
Mapas com maior ampliação principalmente na cidade de Sobradinho e Planaltina, para análise dos lotes vagos e subutilizados, tendo como fonte o SISDIA.