Aqui queremos conversar um pouco sobre como a literatura age no cotidiano, aonde você acha que há influencia da literatura? Somente em livros escritos por grandes poetas ou no "Harry Potter" que tanto gosta?
Na verdade, se você prestar bem atenção, vai perceber o quanto a literatura esta agindo ao seu redor. Já parou pra pensar que aquele conto de fada que você ouviu quando criança, por exemplo "João e Maria" era uma influencia pra saber que não se deve confiar em estranhos? Literatura é sabedoria, lazer e critica. Desde os detalhes mais simples ate o posicionamento politico pode ser influenciado por apenas algumas palavras como quando você lê historias de pessoas que já viveram um evento antigo e sabe que rumo tomar para não cometer os mesmos erros. Imagina se essas que você esta lendo agora te fazem mudar de opinião (seja lá sobre o que).
Outro ponto destaque da literatura é a diferença com o passar das épocas, afinal, quem escreve está expressando seus pensamentos, e as vezes, emoções. Então, como os pensamentos não mudariam com as décadas? Se você ler uma carta de 100 anos atrás vera o quão impactante é essa mudança. A seguir você vai ver um pouco dessa mudança no Romantismo (porem não darei spoiler)
As vezes a literatura não vai querer influenciar na sua realidade, porem, vai te ajudar a fugir dela. Em "Narnia" temos crianças que viajam para um outro mundo, não de proposito mas as ajuda a se livrar de um cenário de guerra que estava acontecendo. Quem não adoraria poder fugir de suas guerras diárias e ir para um lugar onde tudo parece mais simples, Acho que a literatura proporciona esse refugio mental abordando de forma criativa os problemas da realidade de uma forma mais digestiva para nos.
O Romantismo surgiu durante a Era das Revoluções, no séculos XVIII, em países como Alemanha, França e Inglaterra, um período no qual ocorreram diversas transformações políticas, sociais e econômicas no Ocidente, como a Revolução Industrial e a Revolução Francesa, resultado do Iluminismo. Ele, tinha como intenção, mostrar os dramas e sentimentos dos indivíduos, pois não havia sendo dada atenção a isso.
"A Liberdade guiando o povo” pintura de Eugène Delacroix, 1830, é um exemplo da influência do romantismo na Europa.
Movidos por esse ideal de mudança, la na época os artistas românticos eles começaram a mudar a sua teoria que era prática de suas artes. Sem contar que eles tinha uma visão daquele mundo ali bastante diferente e com decorrer do tempo eles passar a enxergar o mundo dessa maneira. Com isso as transformações foram ultrapassaram o campo artístico e ele teve imenso impacto maior na filosofia e claro em toda a cultura ocidental, que passou a aceitar a emoção e os sentidos como uma forma válida de experimentar a vida.
Características
O Romantismo possui características distintas em cada país, porém tem como características gerais, as seguintes:
o egocentrismo - o homem é principal foco dos textos;
Sentimentalismo exagerado - textos com muita ênfase nos sentimentos;
Ar depressivo - os textos possuíam, em geral, uma sensação de tristeza constante;
Nacionalismo - focado ao amor à pátria, à valorização das características nacionais;
Idealização do amor e da mulher;
Liberdade de expressão e de criação;
Rebeldia e Idealismo;
Valorização da Natureza.
No Brasil, o romantismo possui 3 gerações, sendo a 1ª bem focada ao nacionalismo, enfatizando o sentimento ufanista. já a 2ª é bem mais focada nos sentimentos dos indivíduos, resgatando aquela característica do romantismo exagerado e melancolia, e por fim, a 3ª era voltada às críticas sociais e referentes ao abolicionismo.
1ª fase do romantismo no Brasil (1836-1852)
Após a independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, a literatura brasileira buscou focar em temas nacionais e que estivessem relacionados com o sentimento patriótico de uma nova nação que estava sendo construída. A primeira geração romântica no Brasil teve como principais características o nacionalismo e o indianismo.
Gonçalves de Magalhães (1811-1882)
Os temas mais explorados pelos escritores desse momento são:
Natureza;
sentimentalismo;
religiosidade;
ufanismo;
nacionalismo.
A valorização da cultura, da história do país e das tradições populares esteve muito presentes nessa primeira fase. O indianismo expressa uma das buscas aos temas nacionais e, nesse contexto, o índio é eleito como herói nacional e apontado como um ser puro e inocente.
Gonçalves Dias (1823-1864)
Os principais escritores da primeira fase do romantismo foram:
Gonçalves de Magalhães (1811-1882) foi fundador do romantismo no Brasil e autor das obras: Suspiros poéticos e saudades (1836), A Confederação de Tamoios (1857) e Os Indígenas do Brasil perante a História (1860)
Gonçalves Dias (1823-1864) foi um escritor focado em temas nacionais e indianistas, autor das seguintes obras: Canção do exílio (1843), I-Juca- Pirama (1851) e Os Timbiras (1857).
José de Alencar (1829-1877) escreveu diversos romances indianistas, regionalistas e históricos com destaque para as obras: O Guarani (1857), Iracema (1865) e Ubirajara (1874).
José de Alencar (1829 -1877)
Livro Iracema, (1865), de José de Alencar
2ª Geração do Romantismo
A segunda geração romântica no Brasil é o período que corresponde de 1853 a 1869. Denominada “Ultrarromântica” ou a Geração “Mal do Século” os principais temas dessa fase são:
Morte;
Amor não correspondido;
Tédio;
Insatisfação;
Pessimismo.
No Brasil, tem como marco inicial a publicação da obra Poesia (1853), de Álvares de Azevedo (1831-1852).
Nessa fase, a literatura sofreu forte influência do poeta britânico George Gordon Byron (1788-1824). Isso porque os escritores absorvem um estilo de vida boêmio e noturno, além do pessimismo romântico presente na literatura de Byron. Por isso, essa geração ficou conhecida também por “Geração Byroniana”.
Obra fundadorda 2ª geração do Romantismo - Livro Poesia (1853) de Álvarez de Azevedo
Características
Profundo subjetivismo;
Sentimentalismo exacerbado;
Pessimismo e melancolia;
Egocentrismo e individualismo;
Fuga da realidade;
Escapismo;
Saudosismo;
Principais Autores
Manuel Antônio Álvares de Azevedo (1831-1852)
Álvares de Azevedo foi escritor contista, dramaturgo, poeta e ensaísta brasileiro. Destacam-se as obras publicadas postumamente: Três Liras (1853) e Noite na Taverna (1855).
Casimiro José Marques de Abreu (1837-1860)
Casimiro de Abreu foi poeta brasileiro, autor do célebre poema "Meus Oito Anos" (1857). Ademais, podemos destacar as obras: As Primaveras (1859), Saudades (1856) e Suspiros (1856).
Luís Nicolau Fagundes Varella (1841-1875)
Poeta brasileiro e patrono na Academia Brasileira de Letras, Fagundes Varella foi um importante escritor da literatura romântica brasileira. Mesmo sendo considerado byroniano já apresentava em sua obra, características da terceira geração romântica. De sua obra podemos citar: Vozes da América (1864), Noturnas (1860).
Luís José Junqueira Freire (1832-1855)
Junqueira Freire foi um monge, sacerdote e poeta brasileiro. Com uma obra, muitas vezes considerada conservadora, abordou temas como: horror, desejo reprimido, sentimento de pecado, revolta, remorso e obsessão de morte. Podemos citar: Inspirações do Claustro (1855).
Algumas Curiosidades:
O Spleen é um termo em inglês muito utilizado na literatura romântica, que significa o tédio, a insatisfação, o desencanto e a melancolia, características marcantes dessa fase.
Os principais autores da segunda geração romântica portuguesa são: Camilo Castelo Branco (1825-1890) e Soares Passos (1826-1860).
Manuel Antônio Álvares de Azevedo (1831-1852)
Casimiro de Abreu (1837-1860)
Fagundes Varella (1941-1875)
Junqueira Freire (1832-1855)
3ª Fase do Romantismo no Brasil (1870 a 1880)
Chamada de “Geração Condoreira”, a terceira geração romântica é caracterizada pela poesia libertária e social. Esse período está associado ao condor, águia da cordilheira dos Andes, com o intuito de revelar sua mais importante característica: a liberdade.
Essa geração sofreu grande influência do escritor francês Victor-Marie Hugo (1802-1885), daí ser conhecida também como geração “Hugoana”. O grande foco dos escritores desse momento, eram os problemas sociais e também o abolicionismo.
No Brasil, os principais representantes da terceira fase romântica foram:
Castro Alves (1847-1871), fundador da poesia social, ficou conhecido com o “poeta dos escravos”, pois abordou temas abolicionistas. Sua obra mais relevante do momento é O Navio Negreiro (1869).
Tobias Barreto (1839-1889) foi um grande expoente da poesia social e lírica dessa geração. Merece destaque suas obras: Amar (1866), A Escravidão (1868) e Dias e noites (1893).
Sousândrade (1833-1902) foi um dos poetas mais originais e vanguardistas da terceira geração. De sua obra, destacam-se: Harpas Selvagens (1857) e O Guesa, livro escrito entre os anos de 1858 e 1888.
Castro Alves (1847-1871)
Tobias Barreto (1839-1889)
Sousândrade (1833-1902)
O navio negreiro, de Castro Alves (1880).
Livro O Guesa (1888), de Sousândrade.
Luiz Gama (1830-1882) foi um importante autor e jornalista desse período. Uma informação muito interessante, é que ele era ex-escravo, mas conseguiu ascender diante de uma sociedade extremamente racista e desigual. Luiz foi um grande líder de movimentos contra a escravatura, sendo chamado "O abolicionista".
Primeiras Trovas Burlescas, de Luiz Gama (1961)
Professor Noslen
O Romantismo no Brasil teve seu marco inicial com a publicação da obra “Suspiros Poéticos”, de Gonçalves de Magalhães, no ano de 1836. Um dos grandes ideias românticos era a busca por construir uma identidade nacional. Se dividiu em três gerações conhecidas como: Indianista, Ultrarromântica e Condoreira.
Professor Noslen
A prosa no Romantismo no Brasil ocorreu simultaneamente com a poesia. Os chamados “Romances Românticos” eram narrativas longas publicadas, inicialmente, em folhetins semanais.
Joaquim Osório Duque-Estrada e Francisco Manuel da Silva
O nosso Hino Nacional, por alguns chamado de o "hino mais bonito do mundo", traz traços da primeira geração do romantismo, valorizando aquele sentimento de nacionalismo.
Chitãoxinho e Xororó
Essa música, conhecida por muitos e que mexe com os corações das pessoas Brasil a fora, resgata os traços da 2ª geração romântica, aquela em que há uma extrema valorização dos sentimentos do ser.
Paraíso Tuiutí
Neste samba de 2018, utilizado no desfile do Carnaval do mesmo ano, pela escola de samba Paraíso do Tuití, é possível ver a presença de características da 3ª geração do romantismo, onde é da da ênfase a um problema social, que tem efeitos até os dias de hoje, a escravidão.
Origem do Realismo:
O Realismo surge na segunda metade do século XIX, e teve seu marco de início em 1857, com o romance Madame Bovary, de Gustave Flaubert, o Realismo surge depois do romantismo e vem com ideias antagônicas ao movimento.
Obra fundadora do Realismo: Madame Bovary (1857), de Gustave Flaubert.
Contexto histórico
No período de século XIX, a Europa passava pela segunda revolução industrial, nesse período, havia toda uma transação cultural, social e política. Durante esse período, também havia a marca do pensamento científico, que era explícito nas escritas da época.
O período do século XIX foi marcado por várias novas tecnologias e teorias discutidas na época, como o avanço da eletricidade, surgimento de novas máquinas, e também teorias como a Teoria da Evolução e a Teoria Positivista, essas ideias tentavam mudar como se era explicado os fenômenos e eventos sociais para serem explicados de maneira exata e não através do sentimental.
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), de Machado de Assis.
Realismo no Brasil:
No Brasil, o processo de industrialização estava bem lento comparado com a Europa, já que na época estávamos travados com o uso de mão-de-obra escrava, que ainda não havia sido abolida no Segundo Reinado.
Com esses fatores, surgem vários escritores realistas no Brasil, um dos temas que foram abordados em suas escritas foi o da abolição da escravidão. Os escritores brasileiros eram influenciados pelo Realismo na Europa, e as características se assemelhavam bastante no geral.
O marco que deu início ao Realismo no Brasil foi a obra "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis, em 1881.
Principais Escritores do Realismo no Brasil
Raul D'Ávila Pompeia
Raul D'Ávila Pompeia na década de 1870 estudava em um colégio interno do Rio de Janeiro. Nesse colégio, ele já escrevia para o jornal interno. As críticas que eram feitas por ele no jornal fizeram com que ele fosse transferido para o Colégio Imperial Dom Pedro II, onde escreveu seu primeiro romance, chamado de "Uma tragédia no Amazonas", no ano de 1880.
As principais obras de Raul D'Ávila Pompeia:
Microscópios (1881);
As Joias da Coroa (1882);
Uma Tragédia no Amazonas (1886);
O Ateneu (1888);
Alma Morta (1888).
Machado de Assis
Machado de Assis começou a escrever durante o Romantismo e depois migrou para o Realismo, onde ficou conhecido como um dos mais importantes escritores do movimento no Brasil.
As principais obras de Machado de Assis:
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881);
Quincas Borba (1891);
Dom Casmurro (1899);
Esaú e Jacó (1904);
Memorial de Aires (1908).
Visconde de Taunay
Visconde de Taunay era um escritor, militar e político do império brasileiro. Taunay entrou no Colégio Pedro II, onde concluiu o curso de humanidades. Visconde de Taunay também foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.
As principais obras de Visconde de Taunay:
Céus e Terras do Brasil (1882);
Amélia Smith (1886);
O Encilhamento (1894)
Reminiscência (1908);
Viagens de Outrora (1921).
Características do Realismo:
As principais características do realismo literário estão relacionadas com a capacidade de demonstrar a realidade da maneira mais verossímil possível. São elas:
Oposição aos ideais românticos
Busca do objetivismo
Cientificismo e materialismo
Veracidade e contemporaneidade
Temas urbanos, sociais e cotidianos
Crítica aos valores burgueses e instituições sociais
Denúncia social
Personagens comuns e não idealizados
Aprofundamento psicológico das personagens
Romances de caráter documental
Reprodução da realidade que é observada
Personagens baseados em indivíduos comuns
Não idealização da figura humana
Fontes:
https://www.portugues.com.br/literatura/realismo.html
https://www.todamateria.com.br/realismo/
https://www.stoodi.com.br/blog/portugues/realismo-e-naturalismo/
Origem do Naturalismo:
O Naturalismo surge na França com o objetivo de mostrar a realidade social através das artes plásticas. Fazendo análise social, o Naturalismo mostrava temas e personagens que, na época, eram excluídos das representações artísticas e literárias. O Naturalismo se assemelha bastante com o Realismo, isso acontece, pois, o Naturalismo é uma ramificação do Realismo.
Obra fundadora do Naturalismo: Thérèse Raquin (1867), de Émile Zola.
Contexto histórico
O surgimento do Naturalismo literário acontece em 1867, com o marco da obra "Thérèse Raquin", de Émile Zola. O pensamento daquele momento era muito influenciado por Charles Darwin e a Teoria da Evolução, o Naturalismo estudava o indivíduo e acreditava-se que suas ações eram relacionadas de maneira biológica através dos genes. A ideia é que o Naturalismo seria um Realismo exagerado que trabalharia com a animalização do ser humano.
Essas análises regiram por 40 anos a biologia, psicologia e sociologia, e foi um grande choque para a época, onde o capitalismo brutal e a escravidão não eram temas tão essenciais entre as classes.
O Mulato (1881), de Aluísio de Azevedo.
Naturalismo no Brasil:
No Brasil, o Naturalismo aparece simultaneamente com o Realismo. Seu marco inicial se dá pela publicação de "O Mulato", de Aluísio de Azevedo, em 1881.
As transformações que aconteciam no Brasil naquele período eram bem notáveis, houve a mudança de capital para o Rio de Janeiro. O Capitalismo estava em ascensão no momento, isso veio junto da segunda revolução industrial, que no Brasil foi lenta, mas aconteceu. E Dom Pedro II já estava no final de seu império, e logo em sequência aconteceria a abolição da escravidão. Devido aos fatores da época, houve uma procura de libertação do passado e isso acabou causando um exagero nas representações. Todos esses temas eram passados para as obras assim como no Realismo.
Principais Escritores do Naturalismo no Brasil
Aluísio de Azevedo
Aluísio de Azevedo foi um dos escritores mais importantes para o Naturalismo no Brasil. Ele não era apenas escritor, era um desenhista, caricaturista e dramaturgo. Suas escritas começaram com a estética do Romantismo, mas logo depois, deu marco para o Naturalismo no Brasil.
As principais obras de Aluísio de Azevedo:
O Mulato (1881);
Memórias de um Condenado (1882);
Casa de Pensão (1884);
O Cortiço (1890).
Adolfo Caminha
Adolfo Caminha era um jornalista, escritor e também oficial da marinha. Foi um dos escritores Naturalistas mais relevantes, ele era conhecido por fazer descrições super detalhadas em suas obras.
As principais obras de Adolfo Caminha:
Voos Incertos (1886);
A Normalista (1893);
No País dos Ianques (1894);
O Bom Criolo (1895).
Inglês de Souza
Inglês de Souza foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Além disso, era um professor, advogado, político, e também jornalista. Suas primeiras obras não eram tão conhecidas, mas ele passou a ser conhecido depois de "O Missionário".
As principais obras de Inglês de Souza:
O Coronel Sagrado (1882);
O Missionário (1891).
Características do Naturalismo:
As características do naturalismo seguem os ideais do realismo, ou seja, estão relacionadas com a percepção da realidade.
No entanto, trata-se de um realismo mais exagerado e que abrange, sobretudo, os problemas da realidade social e de seus personagens. Sendo elas:
Radicalização do realismo;
Oposição aos ideais românticos;
Cientificismo, Determinismo, Positivismo e Darwinismo;
Linguagem coloquial, clara e objetiva para a época;
Visão mecanicista do homem;
Romance experimental;
Temas sociais, obscuros e polêmicos;
Personagens patológicas (mórbidas, desequilibradas e doentias);
Foco na análise de comportamentos humanos;
Sensualismo e erotismo;
Impessoalidade e engajamento;
Explicação pelas forças da natureza.
Fontes:
https://www.todamateria.com.br/naturalismo-movimento-naturalista/
https://www.portugues.com.br/literatura/naturalismo.html
https://www.stoodi.com.br/blog/portugues/realismo-e-naturalismo/
Filmes e Documentário Sobre Autores e Obras Realistas e Naturalista:
Memórias Póstumas (2001) - Filme baseado na obra "Memórias Póstumas de Brás Cubas" de Machado de Assis.
Documentário sobre Machado de Assis
O Cortiço (1978) - Filme baseado na obra "O Cortiço" de Aluísio Azevedo.
Contexto histórico
O simbolismo surgiu no fim do século XIX na França, retrata um rompimento artístico com o conjunto de pensamentos culturais do Realismo-Naturalismo , procurando causas para reaver a primazia das dimensões não- racionais da existência.
Com isso, redescobrindo e redimensiona as características individuais, a imaginação, o sentimento, a espiritualidade, buscando entender o subconsciente e o inconsciente nas conexões não conhecidas e transcendente da humanidade.
O posicionamento das ideias simbolistas eram descontrarias ao pensamento científico e filosófico existentes e aceitas no século XIX, as imposições artísticas do simbolismo ameaçaram as ideias doutrinárias do positivismo e do determinismo .
As desconstruções das teorias racionalistas faz se notar no campo da filosofia, das ciências humanas e também das ciências da natureza, seja pela psicanálise de Freud, da teoria da relatividade de Einstein ou dos pensamentos filosóficos de Friedrich Nietzsche e Schopenhauer .
O mundo nesse período
Já nas áreas sociais, econômicas e políticas, a burguesia Industrial , depois de sua grande ascensão, enfraquece com os conflitos colonialistas , que avançaram em direção à Primeira Guerra Mundial , quando atingem o ápice.
Na Rússia, houve a revolução de 1917 que promoveu o surgimento de novas relações de poder, além da iniciativa de uma sociedade socialista. No entanto, iniciou-se uma divergência com o modelo da classe Burguesa.
Deste modo, com a chegada dessa tendência espelha a grande crise dos valores racionalistas da civilização Burguesa, no fim do século XIX para o século XX, e também dá um ponto inicial na criação de novos impulsos estéticos prenúncios da Arte da modernidade.
Características do Simbolismo
• Constante aproximação entre a música e a poesia;
• Utilização de recursos literários como, por exemplo, a aliteração (repetição de um fonema consonantal), assonância (repetição de fonemas vocálicos) e onomatopeia;
• Caráter individualista;
• Oposição ao racionalismo, materialismo e cientificismo;
• Desconsideração das questões sociais abordadas pelo Realismo e Naturalismo;
• Fantasia e mistério ;
• Misticismo, religiosidade e sublimação;
• Ampla valorização da espiritualidade humana;
• Distanciamento das questões sociais geralmente abordadas pelo Realismo e Naturalismo;
O Simbolismo no Brasil foi um movimento literário que ocorreu no século XIX e opôs-se a outros movimentos da mesma época como o Realismo e Naturalismo. Esse estilo surgiu como uma forma de negar a realidade subjetiva, em um momento marcado pela frustração e medo. Assim, foi uma opção de fuga aos escritores, que buscaram obedecer a uma tendência que ia ao encontro dos ideais espiritualistas.
O movimento simbolista no Brasil surgiu após o inicio do movimento na França, em uma época em que os artistas franceses estavam reflexivos acerca das suas produções. Na Europa, o responsável pelo início do Simbolismo foi o poeta francês Charles Baudelaire, com a sua obra “As Flores do Mal” (1857). Esse movimento foi adotado pelos autores brasileiros, porém não teve tanta força como teve o Parnasianismo no Brasil.
O Simbolismo no Brasil surgiu como influência para o teatro e as artes plásticas, além da literatura. Seu marco no país foi em 1893, quando o poeta Cruz e Souza publicou as obras “Missal” e “Broquéis”.
Estúpido Simbolismo
Com uma paródia da música “estúpido cupido” Greenfield e Neil Sedaka explica um pouco sobre o simbolismo.
Simbolismo.
Através da paródia o professor Fabrício Gontijo explica um pouco sobre as características do simbolismo.
Foi em 1886 que o Simbolismo recebeu esse nome, ficando conhecido anteriormente como "Decadentismo", em referência à inferioridade da estética simbolista em comparação aos valores estéticos de movimentos anteriores como o Parnasianismo.
Os autores do Simbolismo não seguiam a estrutura de versos perfeitos, que era uma das principais características do movimento parnasiano. Eles desenvolveram um modelo que ironizava a objetividade do movimento anterior.
O Simbolismo no Brasil e no mundo chegou a ser considerado como o movimento inimigo da sensibilidade, instrução e da descrição objetiva. Para os adeptos desse movimento a arte deveria focar nas verdades absolutas. O declínio do Simbolismo no Brasil deu-se com o surgimento do movimento modernista, no começo da década de 1920.
O Modernismo de 1922 foi um movimento cultural de grande repercussão, que influenciou a classe artística brasileira, cujo motim desencadeou-se a partir de novas tendências das vanguardas europeias. Sobressaiu-se ao Simbolismo no Brasil e aos demais movimentos anteriores apresentando novas linguagens modernas com enfoque em elementos da cultura brasileira.
Poemas simbolistas.
A professora Joyce Oliveira analisa cinco poemas de poetas simbolistas.
Eugênio de Castro nasceu na cidade de Coimbra (Portugal) em 4 de março de 1869, faleceu em sua cidade natal em 17 de agosto de 1944, aos 75 anos.
Considerado um importante poeta português do final do século XIX e início do XX, Eugênio também foi um dos principais representantes do Simbolismo da sua geração, suas primeiras obras apresentavam uma poesia com características da Escola Simbolista, com o uso de rimas novas e raras, que correspondiam à sua produção poética até o fim do século XIX.
Em contrapartida, a mesma poesia nem sempre se manteve fiel às propostas estéticas simbolistas, inclinando-se muitas vezes para o preciosismo formal próprio dos parnasianos.
Obras:
Oaristos (1890)
Horas (1891)
Interlúnio (1894)
Salomé e Outros Poemas (1896)
Saudades do Céu (1899)
Fontes:
https://www.suapesquisa.com/quemfoi/eugenio_castro.htm
https://www.ebiografia.com/eugenio_de_castro/
António Pereira Nobre, conhecido como António Nobre, nasceu em Porto, Portugal no dia 16 de agosto de 1867 e teve sua morte precoce em 18 de outubro de 1900. Considerado um dos poetas mais populares e renovadores de seu tempo, ainda na faculdade, António Nobre familiarizou-se com as novas tendências da poesia Simbolista e se voltou para uma poesia que retrata pessoas simples, vistas através dos olhos infantis e sensíveis do poeta.
Obras:
Despedidas (1902)
Primeiros Versos (1921)
Cartas Inéditas de António Nobre (1934)
Cartas e Bilhetes Postais a Justino Montalvão (1956)
Fontes:
site https://www.ebiografia.com/antonio_nobre/
site https://www.grupoescolar.com/pesquisa/antonio-nobre.html
Camilo de Almeida Pessanha, conhecido como Camilo Pessanha, nasceu em Coimbra, Portugal, no dia 7 de setembro de 1867 e faleceu no dia 01 de março de 1926, aos 58 anos. Considerado um poeta de leitura pouco acessível para o grande público, ele foi um criador que inspirou outros criadores, passou grande parte da vida em Macau (China), onde conheceu o ópio e conviveu com a poesia chinesa, pela qual foi tradutor para o português. Camilo também foi considerado o melhor representante simbolista em Portugal e sua poesia era marcadamente pessimista, sendo notória sua rejeição pelo mundo material.
Obras:
Clepsidra (1920)
Oito elegias chinesas (1931)
China: estudos e traduções (1944)
Rosas de Inverno (1901)
San Gabriel (1897)
Branco e Vermelho (1929)
Desejos (1889)
Estética chinesa (1910)
fontes:
Livro didático Novas palavras.
Projeto livro didático de pesquisa.
site https://www.ebiografia.com/camilo_pessanha/
site https://www.suapesquisa.com/biografias/camilo_pessanha.htm
João da Cruz e Souza nasceu em Santa Catarina, em 24 de novembro de 1961, e faleceu precocemente de tuberculose aos 37 anos em Minas Gerais, no dia 19 de março de 1898.
Negro e filho de escravos alforriados, Cruz e Souza foi o precursor do movimento e é considerado um dos mais importantes autores do Simbolismo no Brasil.
Conhecido como o “Cisne Negro” do simbolismo brasileiro, seu “arcanjo rebelde”, seu “divino mestre” procurou na arte a transfiguração da dor de viver e enfrentar duros problemas derecorrentes da discriminação racial e social.
Enquanto poeta, permaneceu incompreendido pela crítica tendo seu valor apenas reconhecido após a morte, com o passar do tempo foi conceituado como o grande mestre do simbolismo brasileiro, resultado da dimensão cósmica de suas obras, da presença dos pobres e deserdados e pela grandeza da visão transcendental com que procurava poeticamente redimir as limitações da condição humana.
Obras:
Missal (1893)
Broquéis (1893)
Tropos e fantasias (1885)
Evocações (1898)
Faróis (1900)
Últimos Sonetos (1905)
Fontes:
site https://www.todamateria.com.br/cruz-e-souza/
Livro didático Novas Palavras.
Cruz e Souza: O poeta do desterro.
Filme de Sylvio Back, de 1998, aborda, em segundo plano, a questão do racismo no Brasil. O filme não foi bem recebido pela comunidade negra brasileira, segundo Back, pois escancarou "a dor de ser preto no Brasil”
Cruz e Souza, de lá pra cá.
O documentário conta um pouco sobre um dos principais autores simbolistas do Brasil.
Este é o pseudônimo literário de Afonso Henrique de Costa Guimarães, que nasceu em Minas Gerais no dia 24 de julho de 1970 e faleceu em 15 de julho de 1921, aos 50 anos. Alphonsus foi considerado como uma espécie de anjo, a “imagem entre a divindade e o homem que por ela supera seu medo do cosmos e seu horror ao pecado”.
Seus poemas possuem temas predominantes no amor e na morte, também possuem características como a sublimação através da morte, o sonho, o mistério, o misticismo, a espiritualidade, a arte, a natureza, figuras de linguagem como a aliteração, a exploração do amor impossível e a solidão.
Os sonetos de Alphonsus são dedicados à sua amada morta, Constança, que constitui o fio condutor das visões oníricas, o tom elegíaco, as imagens ancestrais, individuais e coletivas, que perpassam todas as obras do poeta.
Obras:
Setenário das dores de Nossa Senhora (1899)
Dona Mística (1899)
Câmara Ardente (1899)
Kyriale (1902)
Pauvre Lyre (1921)
Fontes
Livro didático Novas palavras.
site: https://www.todamateria.com.br/alphonsus-de-guimaraens/
site: https://www.ebiografia.com/alphonsus_guimaraens/
Conhecido mais como Augustos dos Anjos, Augusto Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu na Paraíba, em 20 de abril de 1884, e faleceu aos 30 anos em Minas Gerais, no dia 12 de novembro de 1914.
Sendo um dos poetas brasileiros mais conhecidos atualmente, Augusto é chamado de o “poeta da morte”, devido a temática sóbria, vulgar e mórbida presente em suas obras, que por conta disso foi um dos autores mais criticados da sua época.
Pessimista, cósmica, paradoxal, mórbida e angustiante, a poesia de Augusto dos Anjos é feita de um vocabulário científico misturado com uma tristeza profunda, o questionamento existencial encontra na ciência e na Teoria da evolução uma combinação insólita, jamais vista antes, que constantemente relembra a fatal finitude humana nos termos da decomposição da matéria, da carne putrefata que encerra o tempo do vivente.
Obra:
Eu (1912).
Fontes
site:https://brasilescola.uol.com.br/literatura/augusto-dos-anjos-1.htm
site:https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/autores-do-simbolismo-brasileiro
Musicas com traços simbolistas:
Irene — Caetano Veloso.
Alvorada Voraz — RPM.
Aliteração — Helenadetroia.rock
Atrás da porta — Chico Buarque
Vanguarda significa “posição que encabeça uma sequência; dianteira, frente” e nesse cenário marca um pioneirismo artístico-cultura que surge na Europa, no início do século XX, e influência todo o mundo pouco tempo depois.
As Vanguardas Europeias surgem em decorrência das inúmeras transformações ocasionadas pela Revolução Industrial e seu desenvolvimento tecnológico, cientifico e fabril, assim como as tensões provocadas pela Primeira Guerra Mundial e pouco tempo depois pela reincidência de uma violência ilógica proporcionada por ideologias como o fascismo e o nazismo, entre outros fatores, rompe-se assim as ideias de representação do “perfeito” na arte de séculos passados e busca-se expressar o real, fatos e questionamentos que se propagam por todo o mundo acerca dessas tão abruptas transformações no ser e no pensar.
Precisamos lembrar que as Vanguardas influenciaram todo tipo de arte como pintura, escultura, arquitetura, teatro, literatura e muitos outros, dentre as principais e mais conhecidas estão: Expressionismo, Cubismo, Futurismo, Dadaísmo e Surrealismo.
Vamos conhecer um pouquinho de cada uma?
Expressionismo
Estimasse que esse movimento artístico tenha surgido na Alemanha por volta de 1905, tendo como enfoque principal a valorização da expressão emocional humana e sua subjetividade de forma mais obscura, revela o lado trágico da vida como a angústia, a solidão, o questionamento do existencialismo e a alienação trazida pela sistematização proporcionada pela Revolução Industrial, opondo-se assim ao positivismo do Impressionismo (movimento que marca o século antecessor). Dentre os principais artistas estão:
Edvard Munch_ produzindo um dos mais emblemáticos quadros do Expressionismo ():
O grito 1893
O quadro O Grito simboliza a angústia e ansiedade do ser humano, apresentado por três pessoas: uma em destaque com uma expressão de angústia e duas ao fundo de uma ponte e revela várias características de Munch: a força expressiva das linhas, redução das formas e o valor simbólico da cor. A cena mostra alguém em desespero e combina com o estado de espírito do artista, que durante a sua vida enfrentou vários problemas psicológicos e familiares. E há uma frase escrita a lápis na parte superior do lado esquerdo da tela, quase imperceptível. A tradução é "Só pode ter sido pintado por um louco"
2. Vincent Van Gogh_ que fazia grande uso da emoção e dramatização em suas obras, temos Noite Estrelada como exemplo:
Noite estrelada - 1889
A obra retrata a vista da janela de um quarto do hospício de Saint-Rémy-de-Provence, pouco antes do nascer do sol, com a adição de um vilarejo idealizado pelo artista. Onde se internou voluntariamente em 1889. Van Gogh teve uma vida emocional conturbada, sofrendo de depressão e surtos psicóticos. No hospital, Van Gogh tinha acesso a duas celas: uma onde dormia, e outra no térreo, onde podia pintar. A Noite Estrelada é a vista do quarto em que dormia, pouco antes do nascer do sol. O pintor não podia concluir suas pinturas nesse quarto, porém tinha carvão e papel, que usava para fazer esboços e posteriormente finalizar as obras. Desde então, a tela faz parte da coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque desde 1941.
Cubismo
Tendo como principal característica a geometrização de formas o Cubismo destoa do clássico por desrespeitar e ideia de linhas e nuance de formas, a representando o natural através do imperfeito, o movimento surge em 1907 na França e tem como principais representantes:
• É uma das mais famosas pinturas de Pablo Picasso, considerado um quadro pré-cubista, ou o marco do início do cubismo, porém evidenciando também o impacto da arte africana sobre a obra do artista:
Les Demoiselles d'Avignon
Marca uma ruptura radical da composição tradicional e perspectiva na pintura. Representa cinco mulheres nuas com figuras compostas por planos e faces desfiguradas, inspirados pela escultura ibérica e máscaras africanas. O espaço comprimido que as figuras se apresentam, parecem se projetar para a frente em fragmentos irregulares. As frutas em primeiro plano, representam uma natureza morta que encontra-se na parte inferior da composição, oscila sobre uma mesa impossivelmente virada para cima. O Avignon do título da obra, refere-se a uma rua de Barcelona famosa por seu bordel. Nos estudos preparatórios de Picasso para o trabalho, a figura à esquerda era um homem, mas o artista eliminou esse detalhe na pintura final.
2. Oswaldo de Andrade_ escritor modernista brasileiro responsável por obras como:
Pronominais
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro
(de Pau Brasil, 1925)
Futurismo
O futurismo que surge em 1909, tratava a supervalorização do desenvolvimento tecnológico e cientifico vigente naquele cenário de progresso tendo forte influência literária e pautado no Manifesto Futurista.
Tendo como característica desse período a velocidade, dinamismo, culto a violência e a justificativa de um progresso pelo uso de práticas militares. Essas ideias de movimento ficam nítidas nas obras daquele período, veja a seguir:
• Carlo Carrá, em seu manifesto “A pintura de sons, barulhos e cheiros”, já sugerira que o esporte deveria ser predominantemente representado em vermelho:
O Cavaleiro Vermelho – 1913
A obra é inspirada em uma ação cotidiana, neste caso o esporte, sob a forma de corridas de cavalos. Observando as patas e os cascos do animal, podemos perceber que ele é retratado em plena ação: está no meio de uma corrida. De forma impressionante, a tela consegue sugerir que o animal se move a alta velocidade. Isso se torna visível, por exemplo, na postura curvada do cavaleiro, que parece fazer esforço para se segurar.
• O quadro criado por Luigi Russolo:
O dinamismo de um automóvel:
A obra retrata um automóvel em andamento nas ruas de uma cidade. Mais do que representar o estilo de vida da época, com as máquinas que estavam surgindo, a obra expressa a paixão do artista pelos avanços tecnológicos deste "novo mundo". Ilustrando o cotidiano das metrópoles com cores fortes e contrastes, a obra traduz uma sensação de movimento e velocidade bastante característica do Futurismo.
Dadaísmo
As origens do Dadaísmo remontam à Suíça, em 1916, movimento artístico característico por trabalhar com a irracionalidade, espontaneidade, improviso, liberdade interpretativa e crítica por meio da ironia. Ainda com traços do futurismo o Dadaísmo traz um manifesto para orientar seus feitos de oposição a arte convencional:
"Eu redijo um manifesto e não quero nada, eu digo portanto certas coisas e sou por princípios contra manifestos (...). Eu redijo este manifesto para mostrar que é possível fazer as ações opostas simultaneamente, numa única fresca respiração; sou contra a ação pela contínua contradição, pela afirmação também, eu não sou nem pró nem contra e não explico por que odeio o bom-senso. A obra de arte não deve ser a beleza em si mesma, porque a beleza está morta." (Tristan Tzara)
Temos ainda alguns exemplos de artes visuais desse momento:
Marcel Duchamp um dos mais famosos nomes do Dadaísmo por sua obra conhecida como “Ready-made” que consistia em transformar objetos usuais em arte, retirando-os de suas reais utilidades para despertar no expectador a livre interpretação:
Surrealismo
O surrealismo que surge em 1924, em Paris, rompe as concepções estéticas e artísticas de racionalidade. Busca-se então, o irracional, o onírico, a valorização do inconsciente, fazendo assim com que uma das características desse movimento seja as pautada na psicanalise, mais especificamente nos estudos de Sigmund Freud.
Temos a seguir algumas obras do surrealismo:
Salvador Dalí_ A persistência da memória:
• Pintada pelo surrealista Salvador Dalí. Salvador Dalí, sendo um dos mais representativos quadros do artista catalão. Pois, a composição traz elementos absurdos em um cenário onírico, ou seja, aquele que somos transportados quando estamos sonhando.
A persistência da memória - 1931
Composição de dimensões relativamente pequenas. A tela foi concebida em um momento de indisposição, quando, ao recusar um passeio com a esposa, o artista fica em sua casa pintando. Em um curto período de tempo, Dalí criou o que seria uma de suas telas mais prestigiadas. Sobre os relógios escorridos, se tornaram uma marca do pintor. E não à-toa, pois, de fato, esses elementos causaram impacto na psiquê do público, devido ao seu caráter intrigante. O artista buscou com essa imagem "materializar" a noção de que o tempo passa sem que possamos controlar, escorrendo como "queijos derretidos". Vindo de inspirações a Teoria da Relatividade, de Einstein, que sugere que o tempo está relacionado à lei da gravidade.
2. Vladimir Kush
• Vladimir Kush ladimir Kush é um artista contemporâneo, classificado por muitos como sendo um surrealista, mas ele prefere chamar a si mesmo de “realista metafórico”. Seus trabalhos se encontram cheios de metáforas visuais, onde geralmente dois objetos diferentes se fundem em um, as quais combinam mito, metáfora e poesia em novas formas. Como esta obra a seguir:
Maça Borboleta – 1965
Significados aos itens no quadro: a borboleta refere-se um elemento tão recorrente em sua obra, emerge de imagens outras, como frutas e objetos, dando o tom sinestésico e metamorfo da obra. A borboleta é, pois, símbolo da transmutação, da transformação e da transcendência do homem e do universo como um todo. Percebe-se em suas ilustrações, uma típica linguagem sem chegar a ser caótica, escapa a todo e qualquer elemento de ordem. O aspecto organizacional que rege a obra é distinto daquele regente da realidade circundante. Suas imagens respeitam a uma simples regra: seguir de forma natural os caminhos e descaminhos da alma sem barreiras, tendo como condutor apenas os limites de suas fantasias, de seus sonhos e de suas ilusões.