No segundo semestre de 1944, a Segunda Guerra Mundial aproximava-se do fim, com a derrota da Alemanha nazista e do Japão imperial. O mundo estava muito diferente dos anos 1930, quando Getúlio Vargas chegou ao poder. Com a vitória dos Aliados, a democracia liberal recuperou seu prestígio. A ditadura do Estado Novo estava condenada.
Os principais comandantes militares, que até então tinham apoiado o governo ditatorial de Getúlio, passaram a exigir a implantação de um regime democrático.
Durante o ano de 1945, a sociedade brasileira viveu a transição da ditadura para a democracia. Em fevereiro, acabou a censura à imprensa. Em abril, a decretação da anistia pelo governo libertou todos os presos políticos. Foram marcadas para 2 de dezembro eleições para presidente da República, deputados federais e senadores.
Assumiu o cargo em outubro de 1945, após o golpe que afastou Getúlio Vargas, liderado pelo general Goés Monteiro, ministro de guerra na época, que transferiu o poder para ele, acatando às teses da União Democrática Nacional (UDN) que exigia o poder direcionado ao Judiciário. No cargo de presidente, José Linhares substitui quase todos os inventores federais nos estados, nomeando membros do Poder Judiciário no seu lugar. A prioridade da gestão de Linhares foi dirigir o processo sucessório, que foi encerrado com a vitória do general Eurico Gaspar Dutra no pleito de dezembro de 1945, data em que também foram eleitos os deputados responsáveis por elaborar uma nova Constituição. Em 31 de janeiro de 1946, Linhares transferiu o cargo de Presidente da República para Dutra.
Rodovia Dutra é a principal ligação Rio - São Paulo.
O governo de Eurico Gaspar Dutra se caracterizou por um retorno ao liberalismo econômico e por seus ensaios desenvolvimentistas. Em seu governo, no dia 18 de setembro de 1946, foi promulgada a quinta Constituição brasileira, que apresentou um notório avanço na democracia e das liberdades individuais dos cidadãos, como a igualdade de todos perante a lei, o voto para todas as mulheres, etc. O presidente instituiu o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Social do Comércio (Sesc). Se aliou aos Estados Unidos, rompeu relações diplomáticas com a URSS e perseguiu o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Foi criticado por corretes sindicais devido à política intervencionista do Ministério do Trabalho. Proibiu os jogos de azar, controlou os salários e incentivou a importação de bens. Perseguiu fortemente os que eram taxados de comunistas, assim se inserindo no contexto de Guerra Fria. Um dos mais importantes planos de desenvolvimento do governo Dutra foi o Plano SALTE (que previa investimentos nos setores de saúde, alimentação, transporte e energia). Construiu a Rodovia Presidente Dutra, que conecta São Paulo e Rio de Janeiro, e a Usina Paulo Afonso, na Bahia. Em janeiro de 1951, Dutra passou o cargo para Getúlio Vargas, mas continuou tendo forte influência no meio político e militar.
Videoaula sobre o governo Dutra:
Videoaula sobre a Constituição de 1946:
Logo de fundação da Petrobras
Getúlio Vargas volta para governar o país uma segunda vez, mas agora conseguiu chegar ao poder através do voto do povo.
Vargas assumiu um país em crise econômica. logo, no entanto, conseguiu diminuir a inflação, obtendo índices positivos de crescimento econômico. A partir de 1952, Vargas se depara com uma série de dificuldades, sobretudo a suspensão pelo governo dos Estados Unidos de financiamento para projetos de desenvolvimento.
Apesar das dificuldades, Vargas implementou uma política de incentivo à modernização, propondo a criação da Petrobras, Eletrobras, do Fundo Nacional de Eletrificação, do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE).
Acreditava-se então que a industrialização promovida por empresas estatais e a defesa das riquezas naturais, elevariam a renda das populações mais pobres e permitiriam ao país sair do atraso econômico.
Em 1953, vários sindicatos de trabalhadores de São Paulo entraram em greve por reajustes salariais - o movimento ficou conhecido como Greve dos 300 mil.
Além disso, havia intensa oposição ao governo, com ataques radicais vindos tanto da UDN quanto do PCB. Os liberais udenistas e os comunistas não aceitaram o retorno de Vargas à presidência.
O principal opositor de Vargas era o jornalista Carlos Lacerda, filiado à UDN. Sem Vargas saber, seu segurança, Gregório Fortunado, contratou capangas para assassinar Lacerda. O atentado aconteceu na rua Tonelero, no Rio de Janeiro, o atentado que seria para matar Lacerda acabou com a morte de Rubens Vaz, major da Aeronáutica Brasileira que acompanhava Lacerda.
Vargas foi acusado de ser o responsável pelo crime. A UDN e setores das Forças Armadas iniciaram então um movimento pedindo a renuncia de Vargas. O presidente resistiu a pressão por dias até se suicidar, no dia 24 de agosto de 1954.
Videoaulas sobre o governo Vargas:
Imagens de acontecimento que ocorreram durante o governo Vargas:
Café Filho era o vice-presidente da república na época. Após o suicídio de Vargas, Café Filho teve que assumir a presidência da república em agosto de 1954 para governar no restante do mandato que seria de Vargas. Segundo o próprio Café Filho, a impressão passada, era que seu governo era apenas para cumpri mandato, Café Filho não queria sofrer a mesma pressão que Vargas sofreu, e assim não fez muita coisa. Em novembro de 1955, Café Filho se afasta da presidência por complicações na sua saúde.
Carlos Luz foi o presidente que governou por menos tempo. Ele era presidente da câmara dos vereadores e foi convocado para presidente da república após os problemas de saúde de Café Filho. Seu governo durou três dias, indo de 9 de novembro de 1955 até o dia 11. Mesmo com um tempo pequeno, Governo de Luz foi marcado com uma tentativa de golpe que estava sendo planejada para que JK não assumisse a presidência. Em protesto contra o possível golpe, o ministro da guerra Henrique Lott se demitiu e organizou um movimento chamado "Movimento 11 de Novembro", que tinha como objetivo assegurar a posse de JK. Com toda a pressão sofrida, Carlos Luz sofreu impeachment no dia 11 de novembro de 1955.
Em 11 de novembro de 1955, quando o então presidente Carlos Luz foi deposto, Nereu Ramos assumiu a presidência da República já que, na ausência do vice-presidente, o papel cabia ao vice-presidente do Senado. Nesse período. Café filho tenta voltar para a presidência, mas o congresso implantou um estado de sítio para garantir a posse de JK que já tinha sido eleito.
Videoaula sobre os governos Café Filho, Carlos Luz e Nereu Ramos:
Charge crítica aos projetos de JK
O PTB e o PSD se uniram a favor da candidatura de Juscelino Kubitschek (JK) para presidente. Refletindo a herança política deixada por Getúlio, a maioria da população acabou escolhendo JK como novo presidente no Brasil.
Mesmo com sua chegada ao poder, JK ainda teve que enfrentar outros levantes (Jacareacanga e Aragarças) de pouca expressão que demonstravam o interesse dos militares em reassumir o governo. Em meio a essas ameaças militares, Juscelino Kubitschek lançou um ousado plano desenvolvimentista que, segundo ele mesmo, iria fazer o Brasil crescer “50 anos em 5”. O chamado Plano de Metas tinha como grande objetivo modernizar a indústria nacional por meio de diferentes ações políticas.
Ao fim de seu mandato, JK conseguiu que nosso parque industrial cresceu cerca de oitenta por cento, com o aumento das usinas hidrelétricas (Furnas), da indústria de aço, a instalação da indústria de automóveis, criação de novas rodovias (Belém-Brasília) e a construção de Brasília – nova capital que simbolizaria a irreversível modernização do país.
Entretanto, o alcance de tantas benesses econômicas em um prazo tão curto de tempo teve graves consequências. Para realizar tantos investimentos, o governo de JK realizou pesadas emissões de papel moeda e abriu nossa economia para o capital estrangeiro. Com essas duas medidas, as divisas geradas pelas multinacionais instaladas no Brasil eram desviadas para seu país de origem e a emissão de moeda iniciou uma grande desvalorização monetária e a consequente inflação.
Os problemas econômicos causados pelas medidas de JK logo serviriam para que a UDN atacassem seu governo. Em diversos momentos, os udenistas iam a público para denunciar escândalos de corrupção e o mau uso dos recursos públicos. A construção de Brasília era uma das principais obras atacadas em face dos valores vultosos empregados para que a capital fosse transferida. Entretanto, a veiculação dos grandes feitos do presidente conseguiu abafar os brados oposicionistas.
É importante lembrar que o desenvolvimento não foi tão grande eu todos os lugares do país. A miséria e o atraso econômico de diversas regiões impulsionaram grandes fluxos migratórios de pessoas que buscavam melhores oportunidades na região Sudeste do Brasil. Foi por isso que, em 1959, JK criou a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), órgão que deveria promover a industrialização e a agricultura nessa pobre região.
De maneira geral, a aliança entre PSD e PTB garantiu que Juscelino Kubitschek não tivesse maiores problemas para governar o país. O acordo entre esses dois partidos permitiu que trabalhadores e figuras ligadas aos latifúndios e à industrialização abandonassem posturas políticas mais radicais. Dessa maneira, em 1960, os dois partidos se uniram para lançar o Marechal Lott para presidente.
Videoaulas sobre o governo Juscelino Kubitschek:
Che Guevara sendo condecorado por Jânio Quadros (1961).
Jânio Quadros e sua vassoura para "varrer" a corrupção.
Jânio Quadros assumiu o cargo de presidente do Brasil dia 31 de janeiro de 1961. O cenário do Brasil era de crise, pois o governo de Juscelino Kubitschek deixou o país com a economia desestruturada, e inflação e dívida externa altíssimas.
Para conter estes problemas, Quadros congelou salários, desvalorizou a moeda nacional e restringiu o acesso de fundos de crédito, como tentativa de equilibrar a economia. Quanto ao cenário externo, o mundo vivia a Guerra Fria, na qual Jânio manteve uma posição neutra, visando interesses econômicos.
Apesar de ser considerado conservador e anticomunista, aproximou-se de nações socialistas como Cuba, China e URSS, além de ter participado da entrega da “Grã-Cruz do Cruzeiro do Sul”, a mais alta condecoração do governo brasileiro a Che Guevara, líder do movimento socialista na América Latina. Isso provocou críticas da direita brasileira.
Foi um líder carismático das massas, tentando sempre aproximar-se do povo. Embora possuísse certa inclinação autoritária, Jânio auxiliou na consolidação do regime democrático no país, atacando várias vezes a elite. Seguindo esta linha, suas ações foram um tanto controversas como: a proibição do uso de biquínis nas praias, a suspensão das rinhas de galo e a interdição do uso de lança perfume. Isso demonstrou fragilidade nas metas do plano político proposto, e Jânio foi perdendo sua popularidade.
Seu governo durou pouco mais de seis meses porque, em agosto de 1961, ele tomou a medida drástica de renunciar a presidência do país, atitude que é entendida por muitos historiadores como uma tentativa de "autogolpe".
Videoaulas sobre o governo de Jânio Quadros:
Manchete do jornal Correio do Amanhã no dia da posse de Jango (1961).
População de São Borja - RS, sua cidade natal, no enterro de Jango (1976).
João Goulart, conhecido como “Jango”, foi o último presidente antes do “Golpe de 64”. Antes de assumir a presidência, Jango além de vice de Jânio Quadros, também foi vice de Kubitschek, porém após a polêmica renúncia de Jânio, ele assume a presidência da república no dia 7 de setembro de 1961. Houveram diversas manifestações por parte de membros da UDN e militares, que não estavam dispostos a aceitar Jango como o novo presidente, porém, no fim, ele conseguiu chegar ao poder com ajuda da classe trabalhadora, sindicatos, estudantis e outras classes populares, com uma condição: a da emenda constitucional, que faria Jango ter seus poderes reduzidos e transformaria o Brasil em uma república parlamentarista.
Durante sua fase parlamentarista, três gabinetes foram montados, e com isso, três primeiros-ministros foram decretados, sendo eles: Tancredo Neves, Brochado da Rocha e Hermes de Lima. A intenção de Jânio era reformar o país, atualizar a constituição e propor reformas básicas nas áreas de educação, finanças, política e agricultura, como reforma agrária, reforma tributária, reforma eleitoral (voto para analfabetos), reforma universitária, etc. Porém, com seus poderes estavam reduzidos. Então, após 14 meses, a população opta pelo retorno do presidencialismo por meio de um plebiscito
A fase presidencialista do governo de Jango é marcada pelos debates causados pela proposta do governo de realizar as Reformas de Base, que defendiam a realização de reforma agrária, tributária, bancária, urbana, educacional e eleitoral. Porém, as negociações pela realização da reforma agrária não andam pra frente, e o governo de Jango, já marcado por inúmeras controvérsias, começa a perder a força, e boa parte da elite conservadora da época se junta com os militares e seus adversários pra realizar um golpe contra seu governo. O estopim de tudo isso foi em março de 1964, quando Jango foi acusado de ser comunista. Assim, no dia 31 de março de 1964, ocorre o “Golpe de 64”. Assim, dando início a um dos períodos mais traumatizantes e polêmicos da história brasileira.
Videoaulas sobre o governo Jango:
Getúlio (2014)
Thriller político, do diretor João Jardim, que retrata os momentos finais da crise que levou a morte de Getúlio Vargas, interpretado por Tony Ramos, nos 19 dias que antecedem o 24 de agosto de 1954.
Getúlio do Brasil (2019)
Documentário que faz um reexame dos momentos que antecederam o suicídio de Vargas e mergulha nos bastidores do atentado de Toneleros, contra Carlos Lacerda, 19 dias antes da morte do presidente.
Bela Noite Para Voar (2009)
Drama histórico-biográfico, do diretor Zelito Viana, protagonizado por José de Abreu que interpreta JK em um dia durante um período problemático de seu mandato, enquanto mantém um caso secreto de amor.
Os anos JK - Uma Trajetória Política (1980)
Documentário sobre a trajetória política de JK.
1964: Documentário - O governo João Goulart
Reportagem da UNIVESP sobre o governo Jango.
Jango (1984)
Documentário sobre a trajetória política de João Goulart.
O Brasil Republicano: O tempo da experiência democrática – Da democratização de 1945 ao golpe civil-militar de 1964 – Terceira República (1945-1964) (Vol. 3)
Terceiro volume da mais importante coleção sobre a República no Brasil, em edição revista. Nas primeiras décadas do século XXI, temas como democracia, cidadania e República surgem, em diferentes interpretações, como dilema e desafio que a sociedade brasileira enfrenta no cotidiano.
A república bossa-nova: A democracia populista (1945-1964)
A proposta da coleção História do Brasil em Documentos parte da reprodução comentada de documentos de época - textos oficiais, cartas, letras de música, artigos de jornal e fotos, entre outros - para expor temas relevantes da vida brasileira com a máxima fidelidade. Neste volume: - O suicídio de Getúlio e a derrota da UDN, - O governo de Juscelino, a modernização do país e seu custo social, - O governo de Jânio Quadros e o período parlamentarista, o golpe, - Artigos, depoimentos, letras de música e charges jornalísticas da época.
A democracia no Brasil
A obra trata do período da democracia brasileira entre o Estado Novo e a ditadura militar (1945-1964). Em um texto bem fundamentado, o autor questiona a tradicional classificação para esse período, em geral considerado populista. Muitos escritores não valorizam o regime democrático da época, classificando-a como "entre ditaduras", e o livro de Ferreira colabora para atualizar o leitor quanto às discussões a esse respeito, defendendo a idéia de que a época representa uma experiência democrática. Na defesa de seu ponto de vista, o autor propõe-se a resgatar as estratégias e escolhas políticas dos atores sociais do período. Para isso, reconstituem-se o processo político e os projetos econômicos implementados entre 1945 e 1964, discutindo o movimento queremista e a formação dos partidos políticos, além do governo Dutra, do retorno de Vargas e da repercussão de sua morte. O autor comenta os governos de Kubitscheck e de Jânio Quadros, debruça-se sobre a Campanha da Legalidade e mapeia a esquerda no governo Goulart, além de discutir o golpe civil-militar de 1964.
A história do Brasil para quem tem pressa
Ilustrado e didático, um livro essencial para todos que procuram um ponto de partida para se aprofundar na história do Brasil. Diz o poeta alemão Bertold Brecht: "De nada vale partir das coisas boas de sempre, mas sim das coisas novas e ruins". Seguindo tais conselhos, A História do Brasil para Quem Tem Pressa faz uma digressão sobre a história do país para tentar compreender o tempo presente e responder a algumas perguntas essenciais: - Por que, do ponto de vista político, o Brasil ainda é um país muito frágil? - Por que a nossa imensa riqueza natural não se reverte em um estado de bem-estar social universal? - O que estava por trás da viagem que trouxe Cabral ao Brasil? - Por que o território foi dividido em Capitanias Hereditárias? - Por que fomos a última nação do mundo ocidental a abolir de forma oficial o trabalho escravo? Além de responder a essas perguntas, Marcos Costa trata também de outros temas essenciais da nossa história: os verdadeiros milagres brasileiros - a cana-de-açúcar, o café e o ouro; a abdicação de D. Pedro I; a Guerra do Paraguai; o papel de D. Pedro II e da Princesa Isabel no cenário da futura República; a República do Café com Leite; a Inconfidência Mineira; a Revolução de 1930; o Estado Novo; a morte de Getúlio; a ascensão de JK; Jango e o golpe militar de 1964; o milagre econômico; o movimento das Diretas Já; FHC e o Plano Real; Lula e o PT no poder.
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FILME | Os Anos JK - Uma Trajetória Política - disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Qe6RGrCE2fc. Acesso em: 19 de maio de 2021.
Jânio Quadros | Eduardo Bueno - disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=DAcuafugGws. Acesso em: 19 de maio de 2021.
Conhecendo os Presidentes - Ep. 21: Jânio Quadros - disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=WQn8M8uHn_w. Acesso em: 19 de maio de 2021
João Goulart - Eduardo Bueno - disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=tegPsBb_8qQ. Acesso em: 19 de maio de 2021.
João Goulart, vulgo JANGO - disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=a0juzEwA_v4. Acesso em: 19 de maio de 2021
1964: Reportagem Especial | O governo João Goulart - disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=NYytaJ-yOQQ. Acesso em: 19 de maio de 2021.
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