A Guerra Fria ficou conhecida como uma guerra de ideologias em que a luta não era possível, mas também não se tinha paz.
Ao final da Segunda Guerra Mundial, dois países acabaram se tornando potência: os Estados Unidos e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), que eram os países mais ricos da época. Sendo um país capitalista e o outro socialista, cada potência tinha sua ideia de reconstrução para um mundo pós-guerra, o que gerou uma grande rivalidade que assustou os outros países. Aqueles que viam a situação de fora, tiveram de formar alianças quando começou a haver uma divisão de interesses mais intensa entre os dois países: Europa Ocidental, Japão e Canadá se aliaram aos Estados Unidos, enquanto alguns países como Romênia, Bulgária, Albânia, Parte da Alemanha, China, Iugoslávia, Hungria, Polônia e Tchecoslováquia se tornaram aliados da URSS.
Ambos os lados desenvolveram planos econômicos para fortalecer seus países aliados e, ao final da década de 1940, os Estados Unidos colocaram em prática o que ficou conhecido como Plano Marshall, que oferecia ajuda econômica – usando principalmente empréstimos – para reconstruir os países que haviam sido afetados pela Segunda Guerra Mundial. A URSS lançou o COMECON, criado 9 anos depois para garantir ajuda de forma mútua entre os países aliados. O termo “Guerra Fria” foi determinado porque não houve, de fato, conflitos de fogo direto entre os EUA e a URSS, esse acontecimento envolveu embates econômicos, diplomáticos, sociais e principalmente ideológicos, dividindo o mundo em grandes blocos sob a influência de ambas as nações. Quem denominou esse termo foi o assessor presidencial norte-americano Bernard Baruch, em 1947; na ocasião, o profissional se referiu à crescente rivalidade entre os países que nutriam ideais diferentes.
Ainda existe um debate entre os historiadores a respeito de como teria dado início ao conflito. Um deles é que o marco que teria iniciado esse conflito político ideológico, seria um discurso realizado pelo ex-presidente americano Harry Truman, em 1947.
As duas potências, ambas vitoriosas da Segunda Guerra Mundial, ao final desta, possuíam poder bélico com armas que foram desenvolvidas antes e durante o conflito, envolvendo tanques, aviões, submarinos, navios de guerra e mísseis balísticos, que eram as armas denominadas convencionais, mas contavam ainda com armas químicas não convencionais. Uma das armas desenvolvidas no período foi a bomba atômica, cuja posse era dos Estados Unidos, que vinham aumentando seu poder bélico e superioridade militar.
Diante da vantagem dos Estados Unidos, a União Soviética viu necessidade de iniciar um programa de pesquisas objetivando construir também bombas, o que conseguiram no ano de 1949. Logo depois foram passados para trás novamente pelos EUA, que desenvolveram e testaram a primeira bomba de hidrogênio, cujo poder era mais de 100 vezes maior que o da bomba atômica. Somente em 1953 a União Soviética conseguiu copiar por meio de espionagem essa tecnologia.
A corrida armamentista entre os dois países era motivada pelo medo que ambos tinham de ficar para trás na produção bélica, e também como uma forma de mostrar quem era capaz de destruir ao outro. Na década de 1960, com o avanço da corrida, Estados Unidos e URSS tinham em suas mãos armas suficientes para destruir qualquer país do mundo. O que impediu, então, que houvesse uma guerra nuclear? Ambos tinham poderes para destruir ao outro mesmo sobrevivendo a um ataque nuclear, de forma que haveria retaliação e ambos acabariam destruídos, no claro conceito de “Destruição Mútua Assegurada”, ou ainda “Equilíbrio do Terror”.
Além da guerra armamentista, houveram outras disputas ideológicas entre os países. Os Estados Unidos promoveram uma caçada de combate intenso ao comunismo não somente em seu território, mas em todo o mundo. Tendo como ferramenta propagandas, histórias em quadrinhos, televisão, jornais e até mesmo o cinema, o país divulgou campanhas que mostravam de forma bastante valorizada o modo americano de vida (American way of life). Muitos cidadãos americanos, inclusive, foram presos nesse período por defenderem ideias semelhantes às do socialismo. Houve, no ano de 1946, um discurso de Winston Churchill, o primeiro ministro britânico, nos Estados Unidos, que usou o termo “cortina de ferro” referindo-se à influência que a URSS exercia em países socialistas no leste Europeu, defendendo ainda que após a Segunda Guerra, o país havia se tornado inimigo dos valores ocidentais. Na União Soviética, o mesmo aconteceu com os ideais inversos.
Houve ainda a corrida espacial, em que as duas potências (EUA e URSS) competiam pelo pioneirismo em avanços espaciais e aprimoramento bélico. Tentavam, concomitantemente, aumentar e desenvolver seus conhecimentos e tecnologias de modo a alcançar níveis de progresso até ali desconhecidos, mostrando ao mundo quem era o mais poderoso no que se tratava de porte tecnológico. Para a concretização desses avanços foram realizados muitos estudos e experimentações, dentre elas está o caso muito repercutido da cadela Layka que foi lançada dentro do segundo foguete experimental enviado ao espaço (o Sputnik 2), Layka faleceu 10 dias após o lançamento por motivos de super aquecimento da estrutura e sua causa levanta debates até hoje a cerca do uso animais em experimentos científicos. Contudo, esse foi só o pontapé inicial no que tange os grandes feitos espaciais. O envio do primeiro homem ao espaço sideral foi mérito da URSS, que em 12 de abril de 1961 enviou Yuri Gagarin após uma rigorosa seleção para orbitar em torno do planeta Terra tornando-o um "herói" desde então. Esse fato, porém, causou alerta nos EUA que não poupou esforços (ou investimentos) para ser a primeira potência a enviar o primeiro homem a lua equiparando-se cientificamente assim aos soviéticos, o que se concretizou de fato em 1969 com o envio de 3 astronautas à Lua sob um investimento bilionário e bem-sucedido.
A guerra fria chegou ao fim com a crise do socialismo ao final dos anos 1980, quando a falta da democracia, a crise nas repúblicas soviéticas e o atraso econômico se intensificaram. Nesse período houveram reformas políticas, econômicas e acordos firmados com os Estados Unidos que acabaram enfraquecendo o socialismo e fortalecendo o capitalismo que, pouco a pouco, passou a ser implantado nos países antes aliados da URSS. A exemplo dessas reformas temos as perestroika e a glasnost, desenvolvidas por Mikhail Gorbatchov (presidente da URSS), a perestroika foi uma medida que tinha como objetivo efetivar mudanças estruturais na sociedade e na economia; a glasnost era responsável pela abertura de processos políticos e de transparência aos mecanismos de decisão política. O muro de Berlim caiu, literalmente, em 1989, e as duas Alemanhas passaram a ser, novamente, uma só. O fim do socialismo chegou, inclusive, na União Soviética, pelas mãos de Gorbachev, presidente no início da década de 1990.
Adeus, Lênin! (2003)
Uma comédia afetuosa e revigorante da Alemanha Oriental / Ocidental sobre um menino cuja mãe estava em coma enquanto o muro de Berlim caía e quando ela acordar, ele deve tentar impedi-la de saber o que aconteceu (já que ela era uma ávida apoiadora comunista) chocando-a, o que pode levar a outro ataque cardíaco.
EUA vs URSS (Canal Nostalgia)
VideoAula apresentada por Felipe Castanhari sobre a corrida espacial entre estados unidos e uniao sovietica apresentando seus maiores feitos para a ciência no período da guerra fria
13 Dias que abalaram o mundo (2000)
A história da crise dos mísseis cubanos em 1962 - o impasse nuclear com a URSS desencadeado pela descoberta pelos americanos de bases de mísseis estabelecidas na ilha aliada da União Soviética de Cuba.
Documentário sobre a guerra fria que narra a guerra que dividiu o mundo em dois blocos de super potencias que promoveu uma corrida armamentista que durou por 40 anos.
Podcast Historia no cast: Guerra fria, nova ordem mundial, globalização e oriente médio
Um resumo sobre os principais acontecimentos da guerra fria, e sobre quais mudanças o conflito acarretou no mundo
Podcast historia em meia hora: Guerra fria
Breve resumo dos maiores acontecimentos da guerra fria e os impactos que eles causaram para a vida após a divisão bipolar do mundo
O livro Os Últimos Soldados da Guerra Fria foi lançado em 2011, pela editora Companhia das Letras. Escrito pelo autor e jornalista Fernando Morais, o livro conta a história de 14 agentes cubanos que foram enviados para os Estados Unidos logo após a queda da URSS.
"Da Guerra Fria à Nova Ordem Mundial" foge do lugar comum à maior parte das interpretações sobre a "paz armada" que marcou, a partir do final da Segunda Guerra Mundial, a relação entre os EUA e a ex-URSS. O assunto tem sido até aqui alvo de extensa bibliografia que, contudo, costuma pecar exatamente pelo mesmo maniqueísmo que caracterizou o conflito entre as duas superpotências
PETRIN, Natália. Guerra Fria. Todo Estudo. Disponível em: https://www.todoestudo.com.br/historia/guerra-fria. Acesso em: 14 de May de 2021.
https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/urss.htm. Acesso em: 20 de May de 2021
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https://www.youtube.com/watch?v=6Gi4_GJXO4I&t=37s&ab_channel=CanalNostalgiaCanalNostalgiaVerificado/ Acesso em: 24 de May de 2021
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https://canaltech.com.br/espaco/yuri-gagarin-o-primeiro-homem-a-ser-lancado-ao-espaco-111752// Acesso em: 24 de May de 2021
https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/apolo-11chegada-homem-lua.htm/ Acesso em: 24 de May de 2021
https://www.universia.net/br/actualidad/orientacao-academica/guerra-fria-o-equilibrio-do-terror-481355.html/ Acesso em: 24 de May de 2021
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