A clínica do um a um
A clínica do um a um
Psicólogo I Psicanalista
Como psicólogo e psicanalista com mais de dez anos de experiência clínica, meu trabalho se orienta pela escuta da singularidade de cada sujeito. Atendo presencialmente na Barra da Tijuca e em Jacarepaguá, além de oferecer suporte na modalidade online.
Sou participante da Escola Brasileira de Psicanálise (EBP-Rio), instituição ligada à Associação Mundial de Psicanálise (AMP). Essa formação contínua sustenta o rigor da minha prática, permitindo que a clínica seja um espaço de descoberta e de transformação diante dos impasses da vida. Minha orientação de trabalho é a psicanálise lacaniana.
Minha atuação abrange todas as idades, compreendendo que o sofrimento não tem idade, mas que cada pessoa possui um modo único de inventar a sua própria saída
Atendimento clínico para todas as idades.
"Falar é um grande remédio"
A psicanálise surge no final do século XIX, a partir dos trabalhos do médico Sigmund Freud, que buscava compreender e tratar sofrimentos psíquicos.
O psicanalista oferece um espaço de fala e escuta em que o paciente pode colocar em palavras aquilo que aparece como angústia, repetição, conflito, insegurança ou sintomas no corpo.
O psicanalista escuta aquilo que há de mais singular em cada sujeito e a partir daí, abrindo a possibilidade de encontrar novas saídas para os impasses e para a angustia.
Análise Online: A Escuta Além das Fronteiras
O atendimento psicanalítico online consolidou-se como um espaço legítimo de acolhimento e investigação subjetiva. Mais do que uma facilidade tecnológica, a análise remota permite que a palavra circule e que o encontro analítico aconteça onde quer que o sujeito esteja. Com ética e sigilo.
Rabiscos
O luto não é uma doença da qual se espera cura, mas um trabalho psíquico. Freud já nos ensinava que o luto consiste na retirada gradual da libido dos objetos que se foram, um processo que muitas vezes resiste, pois perder o objeto é, de certa forma, perder a parcela de nós mesmos que nele habitava.
Transformar a dor bruta em palavras, memórias e falta suportável.
Deslocar o afeto que estava preso ao que morreu para novas possibilidades de vida.
Reconhecer que, embora o objeto tenha partido, a marca que ele deixou constitui quem somos.
O atravessamento é, portanto, o caminho entre o "mundo que parou" e a possibilidade de um "novo tempo". É no tempo lógico e não apenas no cronológico que o sujeito consegue fazer o luto do objeto e, simultaneamente, o luto da imagem de si mesmo que existia naquela relação.
Ao final desse percurso, o que resta não é o vazio pleno, mas uma cicatriz que narra uma história. Onde havia o peso da perda, passa a existir a liberdade de lembrar sem sofrimento. Fica a saudade e o que mais cada um desejar.
Bora driblar o burnout em 2026!
Oi, oi… você tem ouvido falar em burnout ou está sentindo sintomas relacionados a ele, como cansaço físico e mental extremo, irritabilidade, sentimentos de fracasso, entre outros?
A definição formal de burnout está ligada ao contexto ocupacional, mas o termo se popularizou e passou a ser usado como sinônimo de esgotamento não apenas no trabalho. Muitas vezes, ele aparece como sintoma do imperativo do “preciso dar conta de tudo”. Spoiler: ninguém dá.
Mas como lidar com casa, trabalho, chefe, filhos, periquito e papagaio? A resposta não é universal. É singular. Ainda assim, há um ponto fundamental: pare de tentar dar conta de tudo. Positivar a impossibilidade, entendendo que ela faz parte da estrutura da vida, diminui a pressão, porque não se trata de uma falha sua.
Como somos sujeitos que desejam muitas coisas, é importante suportar, ao menos em alguma medida, o caos que acompanha o existir. Brigar com o relógio? A gente sempre sai perdendo.
Driblar o burnout é reeditar a forma como estamos nessa corrida e a nossa relação com o tempo.
Este texto pode ajudar nas suas reflexões, mas há questões que só podem ser trabalhadas no espaço de fala e escuta que a análise oferece. Como dizia Freud: “Onde isso estava, devo advir”. Ou seja, é possível transformar aquilo que nos adoece quando damos lugar ao trabalho psíquico.
O ponto de partida é reconhecer o mal-estar. A partir daí, algo novo pode surgir. A análise pode ajudar você a responder, de maneira mais suave, possível e humana, às exigências do trabalho e da própria vida.
Ansiedade: um desassossego que só quem passa sabe.
Como tem sido para você lidar com tempos de um imperativo a dar conta de tudo? A pergunta é para vocês diante de um discurso que deve-se dar conta de tudo, casa, trabalho, família além de ter que estar sempre feliz e produtivo.
Os sintomas são variados e singulares. Mas entre eles a sensação de que o coração está na boca com batimentos rápidos, aumento do suor, boca seca, irritabilidade, insônia, entre outros.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país mais ansioso. E as causas são inúmeras. A boa notícia é que você não precisa passar por isso sozinha e a psicoterapia pode ajudar você nessa fase, afinal falar é um grande remédio e não se deve calar o sintoma. A terapia permite que cada um possa encontrar outras possibilidades para aquilo que traz angústia, sofrimento e impasse, percebendo que é da estrutura da vida a impossibilidade de dar conta de tudo. Ou ao mesmo tempo.
Frequentemente, a dúvida se torna paralisante porque buscamos uma garantia que não existe. No inconsciente, nutrimos a fantasia de que existe uma escolha "certa", aquela onde não haverá perda, arrependimento ou dor.
Na psicanálise, compreendemos que escolher é abrir mão do que não se escolheu. Chamamos de lidar com a castração. Toda vez que dizemos "sim" para um caminho, estamos dizendo "não" para tantos outros. A angústia da dúvida, muitas vezes, é o luto antecipado por todas os opções que vamos abrir mão ao escolher apenas uma.
A análise oferece um espaço para que você suporte a falta de garantias. E se responsabilize pelas escolhas.
Como pergunta Jorge Fobes: Você quer o que deseja?