Se, moralmente, um agente deve fazer algo, então não pode deixar de ter uma razão para o fazer. Os racionalistas morais afirmam esta conexão necessária entre obrigações morais e razões normativas. Alguns deles alegam mesmo que as obrigações morais implicam razões para agir que estão sempre acima de todas as outras. Os anti-racionalistas, negando a conexão em causa, afirmam a possibilidade de termos o dever de fazer algo, mas nenhuma razão para o fazermos.
Podemos ter o dever de fazer algo, mas nenhuma razão para o fazermos?
As razões morais suplantam sempre as prudenciais?
Philippa Foot
Foot, Philippa. 1971. Morality as a System of Hypothetical Imperatives. Ethical Theory: An Anthology, 2.ª ed., org. por Russ Shafer-Landau. Blackwell, 2013.
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