Introdução
A onda de choque é uma tecnologia não invasiva utilizada em diferentes contextos da prática clínica musculoesquelética. Na osteopatia, pode ser considerada uma técnica complementar à intervenção manual, sendo aplicada através de impulsos mecânicos transmitidos externamente aos tecidos.
Esta tecnologia é descrita em estudos científicos e literatura clínica, onde tem sido investigada em situações associadas à dor musculoesquelética, como tendinites, fascite plantar, epicondilite e síndrome de dor miofascial entre outras.
A aplicação segue avaliação clínica individual, permitindo ao profissional integrar esta abordagem no plano terapêutico de acordo com as características e necessidades de cada pessoa.
A onda de choque é uma técnica não invasiva utilizada na prática clínica de osteopatia.
Esta tecnologia aplica ondas mecânicas de baixa a média energia de forma externa, seguindo protocolos profissionais específicos.
A terapia por ondas de choque radiais é descrita em estudos científicos e artigos revisados por pares, sendo investigada em diferentes contextos musculoesqueléticos.
Na prática osteopática, a onda de choque radial pode ser considerada como uma técnica complementar à intervenção manual em contextos musculoesqueléticos, quando clinicamente indicado.
É estudada e descrita em diferentes contextos, incluindo:
Situações associadas a dor musculoesquelética
Tendinites e tendinopatias
Fascite plantar
Síndrome da dor miofascial
Epicondilite
Sobrecarga muscular e pontos gatilho
Alterações degenerativas articulares (ex.: joelho)
A aplicação segue protocolos clínicos definidos, respeitando avaliação individual e adaptação profissional às características de cada pessoa.
A fascite plantar é uma das condições mais estudadas em relação à onda de choque radial. Estudos clínicos recentes demonstram que esta terapia pode:
Reduzir significativamente a dor
Diminuir a espessura da fáscia plantar
Melhorar a função do pé a médio e longo prazo
Um estudo publicado em 2024 comparou a onda de choque radial com outras abordagens conservadoras e concluiu que os pacientes tratados com ondas de choque apresentaram uma melhoria mais rápida e sustentada dos sintomas.
Aceder ao estudo científico – Fascite Plantar (2024)
👉 https://doi.org/10.3390/healthcare12121223
Outro estudo com seguimento a longo prazo demonstrou manutenção dos resultados positivos até 12 meses após o tratamento.
Aceder ao estudo científico – Seguimento a longo prazo
👉 PubMed registro: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23905486/
A síndrome da dor miofascial é caracterizada por dor muscular persistente associada a pontos gatilho. Ensaios clínicos controlados recentes mostram que a onda de choque radial pode:
Reduzir a intensidade da dor
Melhorar a mobilidade muscular
Diminuir a sensibilidade dos pontos gatilho
Estudo publicado em 2025 demonstrou eficácia superior da onda de choque radial em comparação ao placebo.
Aceder ao estudo científico – Dor Miofascial (2025)
👉 https://doi.org/10.1186/s12891-025-08659-z
A investigação científica também tem explorado o uso da onda de choque radial em condições articulares, como a osteoartrose do joelho. Protocolos clínicos recentes avaliam a capacidade desta terapia em:
Reduzir dor articular
Melhorar a função
Complementar o tratamento conservador
Descrição:
Estudo clínico randomizado avaliou o efeito da terapia por onda de choque radial (rESWT) combinada com fisioterapia baseada em evidência em pacientes com Capsulite adesiva. Comparou‐se um grupo que recebeu rESWT + fisioterapia com um grupo que recebeu sham (placebo) + osteopatia.
Resultados:
✔ Dor significativamente maior reduzida no grupo rESWT
✔ Melhora da incapacidade associada ao ombro
✔ Aumento da amplitude de movimento (ROM)
✔ Melhor qualidade de vida até 12 semanas após o tratamento
📄 Link do estudo (PubMed):
Título: Focused, radial and combined shock wave therapy in treatment of calcific shoulder tendinopathy
Descrição: Estudo randomizado comparou ondas de choque focadas, radiais e combinadas no tratamento da tendinopatia calcária do ombro.
Todos os grupos mostraram melhora significativa da dor, amplitude de movimento e redução do tamanho da calcificação ao ultrassom. Os melhores resultados foram observados com terapia combinada.
📄 PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33283581/
Título: Radial extracorporeal shock wave therapy in the treatment of shoulder calcific tendinitis
Descrição: Estudo clínico avaliou 30 pacientes com tendinite calcária do ombro tratados com onda de choque radial (rESWT).
Observou-se redução da dor, aumento da amplitude de movimento e aumento de força muscular, acompanhado de diminuição do tamanho das calcificações ao raio-X após 6 meses.
📄 PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22220440/
Título: Extracorporeal shockwave therapy (ESWT) in tendinosis calcarea of the rotator cuff. Long-term results and efficacy
Descrição: Estudo prospectivo com 115 pacientes que receberam alta energia de ondas de choque.
Após 6 meses, uma grande proporção apresentou disposição ou fragmentação dos depósitos de cálcio, com redução da dor e muitos evitaram cirurgia.
📄 PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12219662/
Título: The effectiveness of extracorporeal shock wave therapy for rotator cuff calcific tendinopathy: A systematic review with meta-analysis
Descrição: Meta-análise que analisa vários ensaios clínicos sobre ESWT em tendinite calcária do ombro.
Os autores verificaram que, apesar da heterogeneidade dos estudos, há melhora de dor, função e reabsorção da calcificação em muitos casos, especialmente com protocolos mais intensivos ou combinados.
📄 PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38878302/
Título: Efetividade das ondas de choque no tratamento da tendinite calcificante da coifa dos rotadores
Descrição: Revisão bibliográfica que reuniu estudos humanos sobre a utilização de ondas de choque na tendinite calcária do ombro.
A maior parte dos artigos avaliados aponta para eficácia da terapia com ondas de choque como alternativa conservadora à cirurgia.
📄 Fonte: http://hdl.handle.net/10284/12349
🔹 Extracorporeal Shock Wave Therapy Combined With Oral Medication and Exercise for Chronic Low Back Pain
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33453192/
🔹 Systematic Review and Meta‑analysis of ESWT for Chronic Low Back Pain
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34840977/
🔹 Radial ESWT in Patients with Chronic Low Back Pain
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31806944/
🔹 Meta‑Analysis of ESWT in Chronic Low Back Pain (632 patients)
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37355623/
🔹 Focused ESWT for Chronic Low Back Pain
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35689370/
🔹 1. Radial extracorporeal shock wave therapy – plantar fascite crônica
Este é um dos principais ensaios clínicos randomizados que mostra eficácia no tratamento de fasciite plantar crônica, comparando choque radial com placebo.
👉 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18832341/
🔹 2. Revisión sistemática de terapia por ondas de choque em plantar fascite e outras condições
Revisão com meta-análise que inclui múltiplos estudos controlados sobre ESWT em condições musculoesqueléticas (incluindo duelo plantar).
👉 https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3792262/
🔹 3. Estudo de acompanhamento de um ano para plantar fasciite tratada com ondas de choque
Mostra resultados clínicos e funcionalidade ao longo de um ano após aplicação de ondas de choque radiais.
👉 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23905486/
Effectiveness of ESWT in three major tendon diseases — estudo comparativo em calcific tendonitis do ombro, tendinopatia de Aquiles e epicondilite lateral com melhoras significativas nos sintomas após 12 meses.
Efficacy and safety of ESWT for upper limb tendonitis: systematic review and meta-analysis of RCTs — análise de 18 estudos randomizados demonstrando eficácia em alívio da dor e melhora funcional em tendinites do membro superior (incluindo ombro, cotovelo e mais).
Extracorporeal shock wave therapy for the treatment of chronic calcifying tendonitis of the rotator cuff — ensaio clínico randomizado com melhora de função e redução de dor/com calcificações comparado a placebo.
The effectiveness of extracorporeal shock wave therapy for rotator cuff calcific tendinopathy: systematic review with meta-analysis — revisão que mostra eficácia em redução de dor, melhora de função e reabsorção de depósitos calcários.
Em estudos publicados, a onda de choque radial é descrita como uma técnica que atua por meio de diferentes mecanismos físicos e biológicos, incluindo:
Alterações na circulação local observadas em pesquisas
Processos celulares documentados em tecidos
Modulação de respostas inflamatórias em modelos experimentais
Efeitos relatados em tensões musculares
A investigação científica sobre a onda de choque radial continua em diversos contextos musculoesqueléticos, contribuindo para o conhecimento técnico e clínico da técnica.
De acordo com a literatura científica, a onda de choque radial é uma técnica estudada em contextos musculoesqueléticos e aplicada por profissionais qualificados.
Em estudos publicados, são descritas características da técnica, incluindo:
Técnica não invasiva
Aplicação sem necessidade de cirurgia
Poucos efeitos secundários relatados em pesquisas
Observações sobre tolerabilidade durante a aplicação
Possibilidade de desconforto temporário reportado em alguns contextos
Na prática osteopática, a onda de choque radial pode ser considerada como técnica complementar, quando clinicamente indicado, em planos individualizados definidos por profissionais qualificados.
A combinação de técnicas manuais com abordagens baseadas em evidência científica é estudada em contextos musculoesqueléticos, sendo documentada em protocolos e pesquisas científicas.
A utilização da onda de choque radial não substitui a avaliação clínica presencial nem outras intervenções recomendadas por profissionais de saúde.
A pesquisa científica sobre a onda de choque radial na osteopatia continua a evoluir, fornecendo informações técnicas e evidências sobre protocolos, mecanismos físicos e contextos de aplicação.
Os estudos publicados destacam aspectos como a aplicação não invasiva da técnica, protocolos utilizados, observações sobre tolerabilidade e respostas fisiológicas documentadas, sem prometer efeitos clínicos específicos ou resultados garantidos.
A utilização da onda de choque radial deve sempre ser considerada dentro de planos clínicos individualizados e realizada por profissionais qualificados, respeitando a avaliação presencial e os princípios éticos e regulatórios aplicáveis à prática osteopática.