Cavalo-marinho
por Claudia Leite
por Claudia Leite
Quantas pessoas olhariam para essa nuvem da janela de seu banheiro e pensariam num cavalo-marinho?
Esse foi meu primeiro pensamento na última quarta-feira, 13/05/2020. Então, corri e fotografei para não correr o risco de um vento alterar a forma das nuvens...
Naquele mesmo instante me perguntei se olharia pela janela se estivesse me aprontando para ir para o trabalho ou se tentaria registrar uma foto se estivesse em outro momento e não na quarenta...
Um instante depois, lembrei-me de agradecer pela minha mãe (tão querida) que me ensinou desde cedo a olhar à volta e a sonhar... Sempre nos chamava para ver formas nas nuvens e nas poças d’água e nos ensinava a ver cor nos nomes de pessoas (nem sempre concordávamos rs) e nos estimulava a criar charadinhas despretensiosas para nos divertirmos.
Ensinava diariamente sobre beleza e sonho sem afetação ou orgulho, treinando nosso olhar para flanar à nossa volta sem esperar o surpreendente, mas surpreendendo-se com a simplicidade da vida e das coisas mais pequenas.
Assim, certa da resposta, enviei a foto para meus irmãos que logo afirmaram: “-Sim! É um cavalo-marinho! E está correndo!”
E, incerta, enviei para amigas queridas... uma viu e concordou e a outra não.
Mas não importa quantas pessoas veem e quantas não, porque o mais importante é - como fazia minha mãe - compartilhar, estimular, concordar e divergir, rir ou não e... continuar a amar.
E você? Vê o meu cavalo marinho?