(poema de Raul Bopp em homenagem a Pagu).
1910: nascimento (São João da Boa Vista, SP).
1922: grande destaque no movimento modernista.
1925: conseguiu o primeiro emprego, como redatora, em São Paulo, passando a escrever críticas contra o governo e contra as injustiças sociais, em uma coluna de notícias do Brás Jornal, assinando com o pseudônimo de Patsy.
1928: integra-se ao movimento antropofágico, sob a influência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral.
1930: casou-se com Oswald de Andrade e permaneceram juntos por 4 anos.
1933: autora do romance Parque Industrial, sob o pseudônimo de Mara Lobo.
1935-1940: prisão em Paris como comunista estrangeira.
1940: rompeu com o Partido Comunista, passando a defender um socialismo de linha trotskista.
1952: frequentou a Escola de Arte Dramática de São Paulo, levando seus espetáculos teatrais a Santos.
1962: falecimento (Santos, SP).
Pagu foi a primeira mulher presa no Brasil por motivações políticas. Em 1931, ao participar da organização de uma greve de estivadores em Santos, Pagu foi presa pela polícia de Getúlio Vargas. Ligada ao teatro de vanguarda, apresentou sua tradução de A Cantora Careca de Eugène Ionesco. Traduziu e dirigiu Fando e Liz de Fernando Arrabal, numa montagem amadora na qual estreava o jovem ator Plínio Marcos. Também traduziu poemas de Guillaume Apollinaire. Conhecida como grande animadora cultural em Santos, lá passou a residir com o marido e os filhos, no ano de 1953. Conviveu e incentivou jovens talentos santistas que apenas começavam suas carreiras, como o ator e dramaturgo Plínio Marcos e o compositor Gilberto Mendes. Dedicou-se em especial ao teatro, particularmente no incentivo a grupos amadores.
Pagu.
Se nós mulheres brasileiras temos hoje certa liberdade individual, isso se deve tanto ao movimento feminista brasileiro como a Pagu, que dedicou sua vida à militância, às artes, à coletividade como um todo, estando sempre inquieta e querendo mudar a realidade das pessoas à sua volta. Não por acaso foi presa 23 vezes; lutar pelos seus ideais, pela libertação do outro, pela classe operária era parte da essência de Pagu. Ela então nos deixa sua obra "Parque Industrial", o primeiro romance proletariado do Brasil e um legado de resistência, força e inspiração, para que possamos também lutar pelo que acreditamos.
VALLE, Fernando do. Viva Pagu. Zona Curva, 2019. Disponível em: <http://www.zonacurva.com.br/viva-pagu/>.
BRITO, Rafaella. Pagu: o mito, a mulher, o sonho. Medium, 2018. Disponível em: <https://medium.com/cinesuffragette/pagu-o-mito-a-mulher-o-sonho-30cd0f3f8b68>.