Nosso Estatuto

AMEI - Nós temos uma Missão. Venha se juntar à nós!

Regimento/Estatuto CALAR

(Centro de Acolhimento - Lugar de Amor e Refúgio)

Nós cuidamos de quem já cuidou de alguém, mas agora precisa de cuidados!

Somos uma Organização Cristã sem fins lucrativos que tem como objetivo acudir, apoiar e ajudar Obreiros Cristãos, que precisam de um cuidado especial profilático ou curativo em suas crises emocionais, espirituais, morais ou espirituais.

MISSÃO

Nossa Missão é acolher, apoiar e cuidar Obreiros Cristãos em crise emocional, moral ou espiritual e ajuda-los a sair delas.

VISÃO

Acreditamos levar os Obreiros Cristãos em crise a enxergarem com clareza e nova disposição um novo caminho, pelo qual possam ser úteis e produtivos.

VALORES

Sob os aportes das Escrituras Sagradas, visando cuidar quem já cuidou de alguém e precisa agora de cuidados, nossos valores estão ancorados em atitudes como amor ao próximo, respeito às diferenças; e conduzir um trabalho em equipe com disposição e voluntariado.


Projeto Restaurando Feridos

Justificativa

Suicídio de pastores: Uma epidemia silenciosa

Casos de suicídio entre pastores têm ocorrido periodicamente. Com o avançar dos anos, a mídia, cada vez mais, publica histórias de perdas irreparáveis de líderes evangélicos. Os fatos comprovam que algo está errado. Se pastores estão no limite de sua saúde mental, ou isso deriva de um problema no indivíduo, ou vem de um sistema que não está funcionando muito bem. Então, o que leva um pastor a se suicidar?

Recentemente, dois episódios no Brasil soaram mais um aviso de alerta. O pastor Júlio César Silva, (da Assembleia de Deus Ministério Madureira em Araruama - RJ), foi encontrado morto na terça-feira (12/12/2017) e de acordo com o registro policial, Júlio César se enforcou. No último domingo (10/12/2017), o pastor Ricardo Moisés, também da Igreja Assembleia de Deus (de Cornélio Procópio), se enforcou em sua casa que fica nos fundos da igreja. Aos 28 anos de idade, foi encontrado já sem vida por sua esposa. Mais de 50 pastores estiveram no velório do pastor Júlio César Silva que enforcou-se.

As tragédias aconteceram dois meses depois da campanha nacional de prevenção ao suicídio, denominada Setembro Amarelo. A campanha sinalizou que a cada 40 segundos morre uma pessoa no mundo por suicídio.

Outro exemplo recente é do pastor evangélico Dan Johnson, congressista estadual do Kentucky (EUA). Segundo a agência EFE, ele se atirou de uma ponte em uma quarta-feira (13/12/2017), mas deixou uma mensagem se justificando que sofria de estresse pós-traumático, devido ao atentado de 11 de setembro. Mas o pastor também havia sido acusado de assédio sexual.

O esgotamento físico e mental, e ainda, a solidão são apontados como principais causas de uma epidemia silenciosa entre pastores. Altas expectativas e cobranças do meio eclesiástico podem afetar a vida de um líder de igreja. Para a instituição, muitas vezes, um pastor não pode estar estafado; caso esteja isso pode revelar que não tem capacidade para cuidar de sua própria alma ou mesmo, que não tem lido a Bíblia suficientemente, ou até que vive uma espiritualidade decadente.

Pastores e líderes precisam de cura da alma. Proponho que haja disciplinas em nossos seminários, que possam tratar as mazelas da alma, que não desaparecem com o tempo, sugere o pastor Ângelo Eder, psicólogo clínico, mestre em Educação.

Ângelo Eder explica também que caso de alguém tenha sido rejeitado no passado, essa raiz da rejeição pode resultar em dois comportamentos extremos, dependendo da pessoa. Ou levará à tristeza, ao desânimo, à depressão e ao suicídio; ou ao outro extremo igualmente nocivo: ira, revolta, rebelião, violência e homicídio.

Assim, sem uma vida emocional saudável, pastores estão sujeitos a muitos riscos. Podem se tornar reféns da dobradinha destrutiva: igrejas que matam seus pastores e pastores que se matam por sua igreja. Então, em um mundo intensamente doente, pastores também podem adoecer.

Suicídio, depressão e angústia são manifestações clínicas e não simplesmente simbolizam decisões. Pastores também precisam se tratar e buscar ajuda, precisam do mesmo tipo de apoio que damos a qualquer crente. São apenas gente com uma missão e não são super-heróis. Se a igreja que pastoreiam entendesse isso, muito sofrimento e mortes poderiam ser evitados, avalia o pastor presbiteriano André Mello, também jornalista e cientista da Religião.

Tragédias aconteceram dois meses depois da campanha nacional contra o suicídio.

Segundo pesquisa do Instituto Schaeffer, 80% dos pastores acredita que o ministério pastoral tem afetado negativamente suas famílias, e 70% deles crê que não possuem um amigo próximo. Outro dado é que 70% dos pastores lutam contra a depressão. É inegável que um líder não consiga ser bom em administração, gestão financeira, louvor, visitação, pregação, evangelismo discipulado, e ainda cuidar da própria família ao mesmo tempo. A busca desenfreada por satisfazer expectativas, os “nós emocionais” do passado e a solidão, intensificada pela falta de amigos, representam fatores de risco no exercício do pastorado.


Pastorado: Um ofício sem amizades

Nas reuniões entre pastores, há muita conversa sobre sucessos e conquistas, mas as aflições estão latentes na mente. O exercício do gabinete pastoral também provoca sofrimento e desgastes.

  • Cobranças de metas e resultados ministeriais empurram para uma rota autodestrutiva.
  • Atender demandas como cuidar de viúvas, enfermos, e ainda da própria família, conduz à um estado agonizante.
  • O conflito entre o chamado pastoral e as exigências do mercado religioso institucional são fatores que adoecem.

Comumente, pastores são seres solitários. Têm poucos amigos ou nenhum. E o isolamento é perigoso. Desprovido de apoio e de mentoria, esses homens precisam ser cuidados porque cuidam de pessoas. Assim como um psicólogo terapeuta precisa ser mentoriado por outro terapeuta.

Uma das razões porque Sansão não terminou bem foi porque ele escolheu andar sozinho, o que pode nos levar a loucura, observa o pastor Josué Gonçalves, escritor e líder na área de família.

Josué Gonçalves aconselha que pastores tenham uma rede de amigos e mentores, façam aquilo que traga alegria, vejam filmes, pesquem, caminhem, nadem, viajem; tenham uma vida normal e comum.

Eles não são “semi-deuses” ou “super-homens”, são seres humanos que precisam da compreensão da sua família e da sua igreja. Que o Espírito Santo console o coração das famílias que perderam de uma forma trágica esses homens que foram vencidos por uma crise existencial – conclui pastor Josué Gonçalves.

O projeto

O Projeto Restaurando Feridos consiste de diversas fases e oferecerá inicialmente 10 vagas individuais e 02 vagas para famílias

01 – Seleção e recrutamento

A pessoa que se interessar participar do Projeto, ou quem a encaminhar, deverá se dirigir ao Nosso Setor de Recrutamento para uma entrevista prévia. Se aprovado na Entrevista, havendo vagas disponíveis será recebido na Chácara e entrará para o período inicial de 03 semanas.

02 - Acolhimento

A Equipe do CALAR receberá o Interno e apresentará as dependências e o aposento onde ficará hospedado. Tomará a primeira refeição e poderá, se quiser ir para o descanso ou dar um passeio pelas dependências, até familiarizar-se com todos.

Cada caso é abraçado com suas peculiaridades respeitando-se o estado emocional e realidade prática de cada atendido. Acreditamos no poder do silêncio, em um ambiente seguro, cremos que o tempo de falar e sobre o que falar chegara naturalmente, na medida em que o atendido se sentir seguro e protegido.

Este primeiro momento é quando a dor e a adrenalina precisam ser tratadas com poderosas doses de amor e carinho, sem nenhuma exigência até que tudo se torne suportável, seria os primeiros socorros, a emergência e a busca de estabilizar o atendido.

03 – Adaptação

Após o período de adequação e com o intuito de incluir o atendido no dia a dia da Casa, em tempo oportuno será atendido primeiramente por um Pastor que o ouvirá, anotando as primeiras impressões e sugerindo as primeiras providencias a serem tomadas com aquela pessoa.

Neste primeiro contato também, o pastor explicará o funcionamento da Casa, os horários e trabalhos normalmente executados, deixando, porém, o interno sentir-se “livre” para participar, exceto dos momentos devocionais e refeições, que salvo motivo de força maior, deverão constar com a presença de todos.

04 - Diagnóstico

Nesta fase nosso objetivo é conhecer o estado do atendido de maneira geral, exames médicos essenciais, psiquiatria, e terapeutas definirão a necessidade de tratamento especifico para cada caso.

A abrangência desta fase será de acordo com recursos e voluntários disponíveis, a família e a instituição na qual estiver ligada o atendido, comporão os esforços para se alcançar o melhor desta fase.

05 - Acompanhamento Pastoral

O CALAR, atende especificamente líderes religiosos em crise de qualquer natureza, e fundamenta seu atendimento em terapia de afetividade e valorização do indivíduo como um ser humano pleno.

Temos como método de tratamento a empatia, o compartilhar de experiências a humanização do indivíduo que muitas vezes está acometido da síndrome messiânica.

É um caminhar paciencioso de volta para a realidade da vida, com suas mazelas comum a todos, é a aceitação de si mesmo, a compreensão do amor de Deus, é a descoberta e redescoberta da Graça.

06 - Acompanhamento Profissional

É comum os atendidos terem perdido o prazer e coragem de tomar decisões, por estarem emocionalmente abalados e confusos, não se sentem seguros para tomarem decisões importantes e necessárias para o enfrentamento da crise, e este é um ponto tratado com muito cuidado e cautela, respeitando o tempo e o estado de cada um.

Estas decisões poderão produzir uma mudança radical na vida de nossos atendidos, por isso elas são elaboradas com a ajuda de pessoas altamente capacitadas para esta finalidade. Psicólogos, Terapeutas, Psiquiatras, Conselheiros, Coachs, Educadores Físicos, e outros profissionais que se fizerem necessários.

07 - Rotinas do CALAR

A Equipe estará sempre à disposição do Assistido e procurará facilitar ao máximo a sua vida, atendendo-o em suas necessidades. Mas haverá uma rotina na Casa e à medida que o tempo passa, todos deverão se adequar a rotina da Casa:

Rotinas da manhã

  1. Acordar entre 06h30-07h20
  2. Meditação / Momento Devocional Individual – 07h30 – 07h55
  3. Café da Manhã – 08h00 – 08h45
  4. Hora Bíblica – 09h00 – 09h30
  5. Expediente
  • A. Ida a cidade para Consultas ou outras atividades
  • B. Laborterapia – Cuidados gerais com o condomínio, horta, etc
  • C. Ajuda nos Escritórios de acordo com necessidades
  • D. Envolvimento com os preparativos do Evento do dia/semana

Rotinas da tarde

  1. Almoço – 11h30 – 12h30
  2. Descanso
  3. Tempo de Estudo/ Assuntos Particulares – 14h00 – 16h00
  4. Lazer = Futebol, dominó, Ping-pong e outros.
  5. Jantar – 18h00 – 19h00
  6. Apoio aos Eventos (quando houver) ou Atividades determinadas pela
  7. Liderança – Não obrigatório)
  8. Recolhimento/ Dormir – 22h00

Notas

  1. Esta rotina será uma diretriz da Casa em Campo Grande. Cada casa poderá ter a sua rotina.
  2. O Assistido ao chegar, terá liberdade para se adaptar primeiro. Ele entrará na rotina no decorrer dos dias.

08 – Tempo de permanência

Conosco o tempo de permanêcia é de 21 dias, ou três semanas. Ao findar deste tempo, o Assistido passará por uma avaliação e junto com a Direção do CALAR, será decidido as próximas fases. Se houver outra Instituição parceira, que desenvolva a próxima fase necessária, faremos toda a documentação para encaminhamento.

Se houver necessidade de prorrogação do prazo, será feito uma nova negociação, que seja conveniente a ambas as partes. Findo o período da prorrogação, não haverá mais negociação para que o assistido fique nesta condição. Haverá no CALAR, profissionais que poderão continuar o acompanhamento ao Assistido, mesmo à distância, sob negociação prévia com cada Profissional: Psicólogos, Coaches, Mentores e Pastores.

09 - Valores Iniciais

O CALAR está aberto e à procura de Parcerias/Mantenedores, que possam aliviar os custos e baixar cada vez mais, os valores para os Assistidos. Eventuais casos que necessitam de urgência em ficar um tempo no CALAR, e por conta não tiverem as mesmas condições de custear, ou alguém custear por Eles, serão recebidos assim mesmo nos 21 dias.

Acerca dos valores a tabela entre em contato com Paulo Henrique (67) 98187-7700 - para que possamos lhe enviar

10 - Considerações Finais

Será feito um Regimento Interno da Casa, que será afixado em lugares visíveis para que todos saibam como será o funcionamento da instituição.

Os casos ou situações não contemplados aqui, poderão constar no RI da casa, mas tudo que não constar aqui ou ainda no Regimento Interno, será decidido pela Direção da Casa, ou pela Presidência da Instituição.