Considerando a magnitude da COVID-19 representando um importante marco, não apenas sanitário, mas para a humanidade, que deixa rastros de sofrimento, dor, impotências, mas também de muitos aprendizados, parece oportuno resgatar as experiências de idosos, um dos grupos de maior vulnerabilidade à infecção pelo coronavírus, registrando-se e divulgando suas memórias, desde seus primeiros impactos sanitários e sociais, em 2020.
O processo de narrar e registrar as memórias pode contribuir para organizar as experiências, suscitando reflexões e problematizações acerca do isolamento, da solidão, das relações familiares, das dificuldades de sobrevivência e, sobretudo, das respostas construídas para fazer face aos desafios impostos pela pandemia. Tal processo se coaduna com uma ação de promoção de saúde, valorizando-se experiências e saberes na construção das memórias dos idosos.
enquanto a extensão universitária viabiliza a interação entre a academia e a sociedade, a partir da proposta de construção, organização e socialização das memórias. para isso, o projeto de extensão conta com a participação de extensionistas, alunos(As) de diferentes cursos de graduação, que foram apresentados(as) às principais referências conceituais metodológicas, para atuação nos pré-testes e realização das oficinas, nos registros escritos e de imagem, nas transcrições das histórias e no armazenamento das mesmas.
focalizaremos pessoas que fizeram (e de certo modo ainda fazem parte) dos grupos mais vulneráveis a agravos decorrentes da doença e os idosos são um deles, assim como pessoas que vivem com diabetes e hipertensão arterial, entre outros.
conjugada com a metodologia da sistematização de experiências, buscando empreender uma interpretação crítica acerca da memória durante a pandemia de COVID-19, reconhecer as vulnerabilidades, as respostas construídas e as lacunas na atenção à saúde dos idosos, desde o início da pandemia.