Composição de: Arnaldo Antunes, Arto Lindsay, Marisa Monte
Seja eu! Seja eu!
Deixa que eu seja eu
E aceita o que seja seu
Então deita e aceita eu
Molha eu! Seca eu!
Deixa que eu seja o céu
E receba o que seja seu
Anoiteça e amanheça eu
Beija eu! Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa o que seja ser
Então beba e receba
Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa! Eu me deixo
Anoiteça e amanheça
Seja eu! Seja eu!
Deixa que eu seja eu
E aceita o que seja seu
Então deita e aceita eu
Molha eu! Seca eu!
Deixa que eu seja o céu
E receba o que seja seu
Anoiteça e amanheça eu
Ah, ah, ah, ah, ah! Ah!
Ah! Ah, ah, ah!
Ah! Ah, ah, ah!
Ah, ah, ah
Beija eu! Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa o que seja ser
Então beba e receba
Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa! Eu me deixo
Anoiteça e amanheça
Aaaah! Aaaaah!
Oh oh oh oh oh oh!
Oh oh oh oh oh oh!
Aaaah! Aaaaah
Oh oh oh oh oh oh!
Oh oh oh oh oh oh!
Aaaah! Aaaaah
Oh oh oh oh oh oh!
Composição de: Arnaldo Antunes
Aqui nessa casa
Ninguém quer a sua boa educação
Nos dias que tem comida
Comemos comida com a mão
E quando a polícia, a doença, a distância, ou alguma discussão
Nos separam de um irmão
Sentimos que nunca acaba
De caber mais dor no coração
Mas não choramos à toa
Não choramos à toa
Aqui nessa tribo
Ninguém quer a sua catequização
Falamos a sua língua
Mas não entendemos o seu sermão
Nós rimos alto, bebemos e falamos palavrão
Mas não sorrimos à toa
Não sorrimos à toa
Aqui nesse barco
Ninguém quer a sua orientação
Não temos perspectivas
Mas o vento nos dá a direção
A vida que vai à deriva
É a nossa condução
Mas não seguimos à toa
Não seguimos à toa
Volte para o seu lar
Volte para lá
Volte para o seu lar
Volte para lá
Composição de: Marisa Monte, Nando Reis
'Inda lembro o que passou
Eu, você, em qualquer lugar
Dizendo
Aonde você for eu vou
E quando eu perguntei
Ouvi você dizer
Que eu era tudo
O que você sempre quis
Mesmo triste eu tava feliz
E acabei acreditando
Em ilusões
Eu nem pensava em ter
Que esquecer você
Agora, vem você dizer
Amor, eu errei com você
E só assim pude entender
Que o grande mal que eu fiz
Foi a mim mesmo
Vem você dizer
Amor, eu não pude evitar
E eu te dizendo
Ligue o som
E apaga a luz
'Inda lembro o que passou
Eu, você, em qualquer lugar
Dizendo
Aonde você for eu vou
Quando eu perguntei
Ouvi você dizer
Que eu era tudo
O que você sempre quis
Mesmo triste eu tava feliz
E acabei acreditando
Em ilusões
Eu nem pensava em ter
Que esquecer você
Agora, vem você dizer
Amor, eu errei com você
E só assim pude entender
Que o grande mal que eu fiz
Foi a mim mesmo
Vem você dizer
Amor, eu não pude evitar
E eu te dizendo
Ligue o som
E apaga a luz
'Inda lembro o que passou
'Inda lembro, como ele foi
'Inda lembro, 'inda lembro
'Inda lembro, 'inda lembro
Composição de: Caetano Veloso
De noite na cama, eu fico pensando
Se você me ama ... E quando
Se você me ama, eu fico pensando
De noite na cama ... E quando
De dia eu faço graça
Pra não dar bandeira
Não deixo você ver
De dia o tempo passa como brincadeira
Por longe de você
Por onde você mora
Para e se demora
Por hora não vou ter
Coragem de dizer
Mas há de ver a hora
... Se você for embora
Agora
De noite na cama, eu fico pensando
Se você me ama e quando
Se você me ama, eu fico pensando
De noite na cama e quando
Composição de: Otávio De Souza, Pixinguinha
Tu és divina e graciosa
Estátua majestosa
Do amor!
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida
Pelo beija-flor
Se Deus
Me fora tão clemente
Aqui neste ambiente de luz
Formada numa tela
Deslumbrante e bela
Teu coração
Junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado
Sobre a rosa e a cruz
Do arfante peito teu
Tu és a forma ideal
Estátua magistral
Oh! Alma perenal
Do meu primeiro amor
Sublime amor
Tu és de Deus
A soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração
Sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes
Cheios de sabor
Em vozes tão dolentes
Como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim
Que tem de belo
Em todo resplendor
Da santa natureza
Perdão!
Se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh, flor!
Meu peito não resiste
Oh, meu Deus
O quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar
Em esperar
Em conduzir-te
Um dia ao pé do altar
Jurar aos pés do Onipotente
Em preces comoventes
De dor, e receber a unção
Da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te
Até meu padecer
De todo fenecer
Composição de: "Folclore nordestino"
Borboleta pequenina
Que vem para nos saudar
Venha ver cantar o hino
Que hoje é noite de Natal
Eu sou uma borboleta
Pequenina e feiticeira
Ando no meio das flores
Procurando quem me queira
Borboleta pequenina
Saia fora do rosal
Venha ver quanta alegria
Que hoje é noite de Natal
Borboleta pequenina
Venha para o meu cordão
Venha ver cantar o hino
Que hoje é noite de Natal
Eu sou uma borboleta
Pequenina e feiticeira
Ando no meio das flores
Procurando quem me queira
Borboleta pequenina
Saia fora do rosal
Venha ver quanta alegria
Que hoje é noite de Natal
Composição de "Ensaboa": Cartola
Composição de "Lamento da lavadeira": João Do Violão, Monsueto Menezes, Nilo Chagas
Composição de "Colonial Mentality": Fela Anikulapo Kuti
Composição de "Marinheiro só": Canção folclórica
Composição de "A felicidade": Antonio Carlos Jobim, Vinicius De Moraes
Composição de "Eu sou negão": Gerônimo
Composição de "Irene": Caetano Veloso
Sabão!
Um pedacinho assim
Olha a água!
Um pinguinho assim
O tanque!
Um tanquinho assim
A roupa!
Um tantão assim...
Ensaboa mulata
Ensaboa!
Ensaboa!
Tô ensaboando...(2x)
Tô lavando a minha roupa
Lá em casa estão me chamando
Oh Dondô!...
Ensaboa mulata
Ensaboa!
Ensaboa!
Tô ensaboando
Ensaboa mulata
Ensaboa!
Ensaboa!...
Trabalho!
Um tantão assim
Cansaço!
É bastante sim
A roupa!
Um tantão assim
Dinheiro!
Um tiquinho assim...
Ensaboa mulata
Ensaboa!
Ensaboa!
Tô ensaboando...(2x)
Tô lavando a minha roupa
Lá em casa estão me chamando
Oh Dondô!...
Ensaboa mulata
Ensaboa!
Ensaboa!
Tô ensaboando...(2x)
Ensaboa mulata
Ensaboa!...(15x)
Everybody run, run, run
Everybody run, run, run
Everybody scatter, scatter
Some people lost some blood
Someone nearly die
Colonial mentality...
Eu não sou daqui
Eu não tenho nada
Tristeza não tem fim
A felicidade sim
Meu coração é a liberdade...
They leave sorrow
Tears and blood...
Composição de: Arnaldo Antunes, Branco Mello
Eu não sou da sua rua
Não sou o seu vizinho
Eu moro muito longe, sozinho
Estou aqui de passagem
Eu não sou da sua rua
Eu não falo a sua língua
Minha vida é diferente da sua
Estou aqui de passagem
Esse mundo não é
Meu, esse mundo não é seu
Composição de: Nando Reis
Para calar a boca: Rícino
Pra lavar a roupa: Omo
Para viagem longa: Jato
Para difíceis contas: Calculadora
Para o pneu na lona: Jacaré
Para a pantalona: Nesga
Para pular a onda: Litoral
Para lápis ter ponta: Apontador
Para o Pará e o Amazonas: Látex
Para parar na Pamplona: Assis
Para trazer à tona: Homem-rã
Para a melhor azeitona: Ibéria
Para o presente da noiva: Marzipã
Para Adidas: O Conga nacional
Para o outono, a folha: Exclusão
Para embaixo da sombra: Guarda-sol
Para todas as coisas: Dicionário
Para que fiquem prontas: Paciência
Para dormir a fronha: Madrigal
Para brincar na gangorra: Dois
Para fazer uma touca: Bobs
Para beber uma coca: Drops
Para ferver uma sopa: Graus
Para a luz lá na roça: Duzentos e vinte volts
Para vigias em ronda: Café
Para limpar a lousa: Apagador
Para o beijo da moça: Paladar
Para uma voz muito rouca: Hortelã
Para a cor roxa: Ataúde
Para a galocha: Verlon
Para ser moda: Melancia
Para abrir a rosa: Temporada
Para aumentar a vitrola: Sábado
Para a cama de mola: Hóspede
Para trancar bem a porta: Cadeado
Para que serve a calota: Volkswagen
Para quem não acorda: Balde
Para a letra torta: Pauta
Para parecer mais nova: Avon
Para os dias de prova: Amnésia
Para estourar pipoca: Barulho
Para quem se afoga: Isopor
Para levar na escola: Condução
Para os dias de folga: Namorado
Para o automóvel que capota: Guincho
Para fechar uma aposta: Paraninfo
Para quem se comporta: Brinde
Para a mulher que aborta: Repouso
Para saber a resposta: Vide-o-verso
Para escolher a compota: Jundiaí
Para a menina que engorda: Hipofagin
Para a comida das orcas: Krill
Para o telefone que toca
Para a água lá na poça
Para a mesa que vai ser posta
Para você, o que você gosta
Diariamente
Composição de: Marisa Monte
Um dia eu vou estar à toa
E você vai estar na mira
Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil de dizer
O meu coração
É um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha
Enquanto eu vou andando o mundo gira
E nos espera numa boa
Eu sei, eu sei
Eu sei
Eu sei, eu sei
Eu sei, meu bem
Eu sei, eu sei
Composição de: Marisa Monte, Nando Reis
Eu admiro o que não presta
Eu escravizo quem eu gosto
Eu não entendo
Eu trago o lixo para dentro
Eu admiro o que não presta
Eu escravizo quem eu gosto
Eu não entendo
Eu trago o lixo para dentro
Eu abro a porta para estranhos
Eu cumprimento
Eu quero aquilo que não tenho
Eu tenho tanto a fazer
Eu faço tudo pela metade
Eu não percebo
Eu falo muito palavrão
Eu falo muito mal
Eu falo muito mesmo sem saber o que estou falando
Eu falo muito bem
Eu minto
Composição de: Marisa Monte, Nando Reis
Mustapha está por dentro
Mustapha falou e disse
Mustapha, há quanto tempo...
Que que 'cê acha, Mustapha?
Mustapha conhece o cara
Mustapha, aquele abraço
Se você visse Mustapha
Mustapha em grande estilo
Mustapha, talvez viesse...
Mustapha via satélite
Seja bem-vindo agora
Câmbio, Mustapha, câmbio