Photo by Rory Rae
Maria Caroço (Torres Vedras, 1972) é designer de moda e artista plástica portuguesa, com uma prática artística centrada na sustentabilidade e na transformação de resíduos.
Formada em Design de Moda pelo IADE (1995), trabalhou até 2019 com marcas emergentes, dedicando-se à criação de peças únicas e ao reaproveitamento têxtil.
Em 2009 e 2010 apresentou a sua marca homónima no LISBON ID, com vestuário e objetos personalizados a partir de peças usadas ou de mostruário, com o objetivo de prolongar o ciclo de vida dos materiais. Paralelamente, desenvolveu um trabalho consistente em ilustração, colaborando com revistas, livros infantis, capas de CD e, em 2017, com a digressão "Mundo" da artista Mariza.
Desde 2020, foca-se na criação de esculturas e telas tridimensionais com lixo doméstico e materiais de difícil reciclagem, propondo uma reflexão crítica sobre o consumismo, a estética e o desperdício.
As montras de Natal da Maria Granel, Alvalade e Campo de Ourique, contam com as suas peças desde 2023.
A sua primeira exposição individual, “Eu, Disjuntamente”, decorreu em 2024, no Mercado de Alvalade, Lisboa. Uma exposição em torno das esculturas de parede e de "chão", as pinturas de técnica mista, elaboradas a partir de resíduos sólidos de difícil reciclagem e recorrendo, em alguns casos, ao uso de pigmentos naturais. Como uma visita a um museu, a uma experiência multissensorial e orgânica como uma instigação às hipocrisias, à falta de responsabilidade e deveres desta nossa sociedade colectiva actual, à alimentação "saudável", aos geneticamente alterados e às promessas de marketing pelas marcas ou, só e apenas, detalhes de seres imaginários.
Em 2025 esteve presente com três telas à exposição colectiva seleccionados pelo colectivo Corrente de Ar.
Uma nova exposição individual, “Reflexos Embalados de uma Liberdade Provisória”, a decorrer no mês deNovembro, no Mercado de Alvalade, Lisboa. Uma exposição de técnica mista, onze ilustrações a aguarela e nove telas em 3D, elaboradas a partir de resíduos sólidos de difícil reciclagem e recorrendo, em alguns casos, ao uso de pigmentos naturais. Peças que, convidam à reflexão sobre, as nossas escolhas de consumo, o poder da publicidade, e as promessas de beleza, perfeição e felicidade, que parece, caber dentro de uma moldura desalinhada. Uma observação visual e conceptual, que explora a estética de mensagens publicitárias nos anos 1940 a 1960.
A montra da Loja "Spiga" durante este mês de Novembro -"O meu lugar encantado" que reflete a magia de um desejo concedido, a amalgama de objectos tridimensionais de descartaveis e os texteis de desperdicio explorados num só cenário.
Maria promove também oficinas e workshops criativos em contextos sociais e educativos, acreditando na arte como instrumento de consciência ambiental e pessoal. E está sempre disponível para partilhar o seu processo e dialogar sobre práticas sustentáveis na arte contemporânea.
O B R I G A D A
E aqui, deixo algumas imagens do processo da construção do trono - A Rainha do Lixo
Este trono construído com base numa cadeira largada na rua, quebrada que já teve dono, embalagens plásticas, pacotes tetrapack e jornal.
A rainha do lixo senta-se numa cadeira, de lixo.
Cada parte do trono carrega uma história descartada, uma lembrança de que o que é deitado fora não desaparece, apenas muda de forma.
Ela, a rainha do lixo, lembra-nos que, o poder de transformar é gigante, e que podemos reinar sobre o império que nós mesmos criamos, a responsabilidade de como o fazemos é nossa.
Em um mundo onde o consumo muitas vezes parece ser o único objectivo, todas as obras foram elaboradas a partir da transformação de resíduos domésticos descartáveis, reciclando de forma consciente e reflecte a minha preocupação com a sustentabilidade.
Eu quero um planeta terra cheio de arte, não de lixo.
Ao adquirir qualquer peça Maria Caroço, 20% do valor final será revertido para apoiar a
HUMANUS - Associação Humanidades
A Associação Humanidades é uma Instituição Particular de Solidariedade Social que apoia mães e os seus filhos e filhas com vista à sua autonomia. Através de um trabalho transversal com envolvimento de redes de apoio a Associação Humanidades empodera mães para que estas se tornem autónomas e passem este exemplo aos seus filhos e filhas. Estamos a contribuir desta forma para um futuro que queremos mias justo com maior bem-estar, responsável e autónomo e sabemos que apoiando mães apoiamos as futuras gerações. Porque metade do mundo são mulheres e a outra metade são os/as filhos/as delas.