Under the gaze of Ulysses –
Species, words and other landscapes
a TRAVEL NOTEBOOK by Manuel Valente Alves
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Osman
“Deixei a estrada e cortei a direito, a correr, através dos jardins, transformados em verdadeiros lamaçais; por entre as ervas altas, introduzi-me na velha casa. Era a esta casa de pedra, à soleira da porta, que eu, aprendiz muito jovem, vinha buscar Mestre Osman todas as terças-feiras, para o acompanhar até ao Grande Estúdio, levando, dois passos atrás dele, a prancha de escrever e a caixa das penas, as pastas e a sacola. Aqui nada tinha mudado, apenas os plátanos tinham crescido mais, na rua e no jardim; tinham crescido tanto que conferiam agora à casa e à rua o esplendor, o brilho e a riqueza dos tempos de Solimão, o Magnífico.”
–– Orhan Pamuk, O Meu Nome é Vermelho (1998) [tradução de Filipe Guerra]
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