Under the gaze of Ulysses –
Species, words and other landscapes
a TRAVEL NOTEBOOK by Manuel Valente Alves
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Kyrbeis
“As cartas existem desde os tempos antigos, mas ignoramos o seu aspecto primitivo. As notas de logógrafos que as acompanhavam (sobre os ventos e as correntes, os portos e os faróis, os escolhos, as nascentes, as facilidades e provações da travessia) desapareceram igualmente. Heródoto viu durante os seus périplos ao longo das costas do Levante placas de cobre onde estavam gravados "todos os mares e todos os rios", mas os navegadores fenícios recusaram-se a mostrar-lhas de perto. A carta tinha que ver com a estratégia: os povos marítimos (cidades, Estados, autoridades) conservavam-na em segredo. O seu nome grego era pinax: era assim que igualmente se designavam as tabuinhas de escrever, as tabelas astrológicas e os catálogos manuscritos. Hecateu de Mileto (os amadores de lugares-comuns fazem seguir o seu nome do epíteto de 'pai da geografia', tal como fazem de Heródoto o 'pai da história') chama às cartas períodos da terra, e Apolónio de Rodes, nas Argonáuticas, chama-lhes kyrbeis: eram placas, dispostas em forma de pirâmide, onde estavam inscritas leis, votos e as epopeias de Homero. São dessa ordem, na história do Mediterrâneo, as cartas mais antigas.” –– Pedrag Matvejevitch, Breviário Mediterrânico (1987) [tradução de Pedro Tamen]
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