- - Sobre mim -
Quando eu era criança tinha 3 brincadeiras favoritas: Jogar bola, desenhar e imaginar filmes de ação com meus bonecos. E por incrível que pareça, isso me acompanha até hoje. Prazer, eu me chamo Luan Carvallho, filho de pais vindos do nordeste, a mãe empregada doméstica e o pai pedreiro. Na minha infância, brincava muito na rua mas também gostava de permanecer horas sozinho imaginando um mundo de aventuras. Gostava de assistir animês com Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco e todos os outros que uma criança dos anos 90 gostava de assistir. Mas aquelas histórias ficavam na minha cabeça mesmo quando a televisão não estava ligada, por isso, todo dia eu pegava um caderno que não usava na escolha e desenhava e escrevia minhas próprias histórias me baseando nos desenhos que assistia. Juntava personagens de universos diferentes, criava personagens novos, mudava rumo dos episódios que já havia assistido. Aquilo me divertia demais, lembro de juntar uns 4 ou 4 cadernos daqueles de capa colorida de 140 mm x 202 mm cheios de histórias e personagens.
Além de criar essas histórias numa folha de papel, gostava de criar histórias com meus bonecos. Meus pais nunca tiveram condição de me dar os brinquedos da moda, mas conseguia imaginar mil histórias com os poucos que eu tinha. Lembro que tinha 2 bonecos da Copa do Mundo de 98 (Um Ronaldo e um Roberto Carlos), além de alguns Comandos em Ação já sem perna ou sem braço e dependendo da história até usava as bonecas da minha irmã. Esses bonecos dariam vida aos personagens de incríveis filmes de ação que saiam da minha cabeça. Lutas épicas, troca de tiros, perseguições de carro, todas elas envolvendo um Roberto Carlos com uma bola grudada no pé e uma Barbie toda riscada. Meu pai adorava assistir filmes de “bang bang” e de artes marciais, eu assistia junto com ele e tentava recriar ao meu jeito todas essas histórias.
Ainda preciso contar a influência da minha mãe em todo esse processo. De segunda a sexta saia de casa pela manhã junto com ela, pegávamos trem e metrô até a escola que ficava a duas quadras do trabalho dela. Na saída da escola, ficava com ela no trabalho até a hora de voltar para casa e como uma boa doméstica, os dias de trabalho dela eram guiados pelas ondas do rádio. Todo dia ela ouvia Eli Correia, Rádio Globo, Padre Marcelo Rossi, Trucão entre outros locutores que alguns estão na ativa até hoje. E todos os dias eu estava lá, ouvindo as notícias, tendo entretenimento, ouvindo música. Aquela era a nossa companhia e o nosso pouco entretenimento que tínhamos na época.
Assim como os cadernos com histórias os também brinquedos foram se perdendo durante o tempo. E para falar a verdade para você, hoje também não escuto tanto rádio como 20 anos atrás. Mas a paixão por criar daquele Luan com seus 7 anos ainda esta viva aqui dentro de mim e você vai encontrar um pedacinho dessas minhas histórias neste portfólio da minha vida.
Seja bem vindo!