Finalmente, após diversas discussões, farpas e alguns momentos de desorganização - os avanços começaram a aparecer durante o comitê - sendo, principalmente, alavancados pela presença de alguns delegados que antes estavam calados e, por sua vez, apresentaram uma maior participação. Apesar de algumas visíveis dificuldades, os delegados conseguiram superá-las e também ter debates mais precisos sobre a problemática abordada. Desse modo, o comitê por inteiro mostrou ideias mais claras e que, realmente, estavam trazendo resultados que se aproximavam, cada vez mais, de uma possível conclusão benéfica a todos, retornando a fé dos delegados, que não se mostrava abrangente nas sessões passadas. A pouca ou nenhuma participação de algumas das grandes potências mundiais também foi um grande desafio juntamente, a falta de ideias dos delegados, por algumas vezes, o que obviamente atrapalhava bastante o andamento das sessões, deixando os delegados presos. Em entrevista para o jornal Le Monde, quando questionado sobre o andamento do comitê, o delegado da Estônia responde “acredito que em muitos momentos pela falta de outras delegações, bem importantes, nós tivemos muitas confusões em não conseguir movimentar o comitê, estávamos andando em círculos, mas agora estamos conseguindo pegar um rumo e indo para um projeto de conclusão, bem como concluir o comitê”. Muito progresso foi feito pelos delegados, mesmo que pedidos para que algumas delegações se pronunciassem ainda se tornaram presentes por algumas vezes no comitê. O incrível desenvolvimento dos delegados proporcionou uma incrível ajuda na resolução da fuga de cérebros.
Por Márcio Multary Tourinho