Nossa abordagem é a Terapia Comunitária Integrativa (TCI).
A TCI foi desenvolvida no Ceará em 1987, pelo psiquiatra, teólogo e antropólogo Adalberto de Paula Barreto e o advogado Airton Barreto, diante da necessidade de lidar com os sofrimentos e angústias de pessoas atendidas no Centro de Direitos Humanos da Comunidade do Pirambú, a maior favela do estado.
Uma Roda de Terapia Comunitária é uma prática de cuidado de saúde em grupo para a escuta, acolhimento e partilha de problemas. Tem como objetivo promover a saúde mental dos participantes e criar relações grupais que se configurem em desenvolvimento individual e a formação de laços de apoio. É um espaço comunitário onde se procura compartilhar experiências de vida e sabedorias de forma horizontal e circular. Cada um torna-se terapeuta de si mesmo, a partir da escuta das histórias de vida que ali são relatadas. Todos se tornam co-responsáveis na busca de soluções e superação de desafios do cotidiano, em um ambiente acolhedor e caloroso.
A TCI apresenta três características básicas:
Primeira. A discussão e realização de um trabalho de saúde mental, preventiva e curativa, procurando engajar todos os elementos culturais e socio ativos da comunidade: agentes de saúde, educadores, artistas populares, entre outros.
Segunda. A ênfase no trabalho em grupo, promovendo a formação de grupos de mulheres, jovens, pessoas de terceira idade, para que, juntos, busquem soluções para os problemas cotidianos e possam funcionar como escudo protetor para os mais frágeis, sendo instrumentos de agregação social.
Terceira. A criação gradual da consciência social, para que os indivíduos tomem consciência da origem e das implicações sociais da miséria e do sofrimento humano e, sobretudo, para que descubram suas potencialidades terapêuticas transformadoras.
As pessoas sentam-se lado a lado, em roda, de modo que seja possível a visualização dos participantes entre si. Cada sessão tem duração hora e quinze minutos e se desenvolve em cinco etapas: acolhimento, escolha do tema, contextualização, problematização e encerramento.
Os cincos momentos em uma roda de Terapia Comunitária Integrativa
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Momento do encerramento do encontro com os aprendizados.