O filme Pinóquio, de Guillermo del Toro, mereceu o Oscar de melhor animação?
Sim por (JV de Marco Fagundes):
Pinóquio, de Guilherme Del Toro, é um filme que demonstra a perda de alguém amado. Fala também sobre medos e sobre acontecimentos em alguns países. Por isso, pela temática, este é um filme que merece o prêmio de melhor animação.
O filme demonstra como as pessoas devem se preocupar umas com as outras, pois depois da morte não há volta e nem como pedir perdão pelo que aconteceu. Medir as palavras, e ser uma pessoa valente e gentil. Não perder o respeito com o outro apenas por ser especial.
O filme demonstra o sonho, de alguém que não é comum, em ser “igual” e, após muito tempo, ele percebe que para ser aceito você só deve ser você mesmo - pessoas gostem de você ou não. Por isso, também pela mensagem, o filme Pinóquio merece o Oscar de melhor animação.
Não por (J.M. De Marco Fagundes):
O filme Pinóquio de Guillermo del Toro não merece o Oscar, mesmo que a história seja de qualidade, se baseando na história original de Pinóquio e na situação da segunda guerra mundial. A história se passa na Itália, e também há grande representação emocional e da evolução do Pinóquio.
Fala-se sobre o seu lado psicológico, junto também da evolução do grilo, que no começo o instruiu por nada além de interesse próprio; depois, porém, abandonou o desejo de trazer Pinóquio de volta, demonstrando forte apego pelo boneco de madeira, que por não ser um menino de verdade não poderia morrer definitivamente, sempre voltando à vida depois de alguns minutos.
Porém, são demonstradas também grandes modificações na história original. A narrativa foi levada mais por seu lado melancólico, ressaltando a tristeza e o luto dos personagens. O grilo, como já dito, não foi feito como um personagem bondoso que aceita ser a consciência do Pinóquio apenas por sua bondade, como na maioria das histórias, mas é um personagem que, no começo, se recusa a ser sua consciência. Aceita-a apenas por interesse próprio: o o espirito que deu vida ao boneco de madeira havia lhe prometido um desejo.
Quanto a Gepeto, criou Pinóquio baseado em seu filho falecido devido a um bombardeio, ocorrido na cidadezinha em que moravam. Como lembrança ou homenagem, o espírito o encontra e lhe dá vida, diferente da história original, onde o carpinteiro ainda não tinha tido um filho, mas desejava ser pai.
E depois de serem engolidos pela baleia (uma das únicas coisas que se manteve da história original) eles escapam através das mentiras de Pinóquio, utilizam de seu grande nariz e fazem um caminho para escapar do estômago da fera.
A parte que para mim faz o filme não merece o Oscar foi o de excesso de mudanças. Algumas, aliás, são boas para melhora do enredo e do roteiro. Contudo, a grande quantidade apresentada no filme demonstra que ele se distanciou da essência e dos ensinamentos da história infantil do boneco de madeira, Pinóquio.