O roubo à família Ferratinni
Por Lívia Botte
O sol estava muito quente, mais do que o normal, pensei em me desligar um pouco do trabalho e finalmente poder me divertir em Florença junto a meu ajudante Ricky, mas de repente escuto a campainha tocar e vejo uma senhora.
- Olá, por favor, você é a detetive Stacy? Preciso de sua ajuda: houve um roubo de uma das coisas mais preciosas da família Ferratinni.
Não posso recusar uma investigação de uma família tão importante na cidade, logo me interessei pelo caso. A senhora disse que seu nome era Lina e que era uma das empregadas da casa - o que já era uma informação importante. Chamei meu parceiro.
Chegamos, junto a Lina, à casa mais bonita que já vi em toda a minha vida: a casa era alta, com um aspecto antigo e a única coisa que se conseguia ver melhor por conta do sol de arder os olhos eram as vidraças feitas com pequenos pedaços de vidros coloridos; e, quando entramos, vimos móveis que pareciam novos de tão bem cuidados. Logo fui investigar, mandei Ricky procurar pistas na parte de cima enquanto falava com os donos da casa. As únicas informações que consegui obter foram que naquela noite só havia o mordomo, Lina, a família, um parente de visita e que o objeto era antigo revestido por diamantes e com detalhes de pedras coloridas.
O próximo passo são as pistas: logo após conversar com os donos da casa, fui investigar junto a meu companheiro e de repente ele me grita. Ele encontrou um fio de cabelo loiro próximo ao cofre que armazenava o objeto, e logo percebi que o tapete estava sujo o que me levou à conclusão de que alguém havia saído naquela noite.
Com as pistas, fomos falar com os suspeitos: Bruce, o filho mais velho, o parente que estava de visita e o dono da casa. Ricky e eu perguntamos se algum deles havia saído da casa - os únicos que saíram foram o parente e o filho, assim descartamos um suspeito e logo fomos para os alojamentos deles para procurar resquícios do culpado. No quarto do parente havia pedras caídas semelhantes às relatadas e, quando abrimos uma das malas, ali estava o objeto brilhante, mas como uma boa detetive não culpa a pessoa errada fomos ver as impressões digitais e o quarto de Bruce. Eu sabia que seria meio estranho o filho ter roubado a própria família e estava infelizmente correta: as impressões digitais eram as dele e, ainda por cima, vimos que o resto das pegadas estavam em seu quarto.
Mais um caso resolvido. O garoto havia roubado para vender, já que os pais não o deixaram sair noite passada, o que é algo infantil, mas pelo menos descobrimos o culpado. Eu e Ricky fomos embora, esperando a próxima missão - já que me desligar do trabalho não deu certo.