Alguns pensamentos sobre a crueldade e o abandono dos animais de rua
Por Tiago Donoso e Maria Júlia
É preciso falar sobre animais de rua, porque é algo que cada vez aumenta mais e mais. Há, por aí, muitos animaizinhos abandonados, vivendo nas ruas. Muitas pessoas contudo acreditam que não faz diferença um animal abandonado: de todo modo, ele sobreviveria. Porém, é importante se perguntar: como você se sentiria, estando no lugar deles?
É uma crença comum que os animais conseguem se virar sozinhos. Sim, é um fato: muitos dos animais que encontramos nas ruas são sobreviventes e conseguem lidar com a situação de abandono, e mesmo com os maltratos. E aqui cabe a pergunta: sobreviver é suficiente? Para nós, seres humanos, vivermos maltratados ou felizes é a mesma coisa?
A resposta a essa pergunta não é difícil, quando nos colocamos no lugar dos cães e gatos abandonados todos os dias pelas ruas do nosso país. Mesmo que muitos consigam resistir, nós, quando somos capazes de nos colocar no lugar desses bichinhos, sabemos que sobreviver não é igual a viver de verdade. É assim que devemos pensar.
A pergunta que fica é: você gostaria de ser um animal de rua? Ou um animal bem tratado, que recebe casa, acolhimento, carinho e calor no frio? Não é, no fundo, uma pergunta simples de ser respondida? Basta um pouco de empatia e já avançamos muito nesse terreno. Os cães, gatos e outros seres abandonados são seres como a gente, e devem sim receber a nossa atenção.
Pensando assim, se colocando no lugar dos animais, podemos compreender a real situação por que passam os animais vítimas de abandono. Agora, resta responder uma última pergunta: e o que podemos fazer para ajudar?
Além da adoção, há muitos clubes, ONGs, associações e pessoas que auxiliam nessa tarefa. Basta entrar em contato com eles e se informar de como poderá ajudar. Pois uma coisa é fato: pelo tamanho do problema, toda ajuda é bem-vinda!