CAPÍTULO 8

“Estamos em Azkaban” 

HARRY POTTER



— Por Merlin, o que é multiverso?! — Rony cochicha. 

— Nem eu sei. — Sussurro de volta. — Mas não acho que seja certo aceitar um convite assim. 

— Agradecemos muito o convite mas...

— Ora, vamos garotos, não é como se eu fosse fazer algo. — Ele responde. 

— Estou ainda mais desconfiado depois disso, para ser sincero. — Digo para que só meu melhor amigo possa ouvir.

— Pois é.

Continuamos parados encarando o homem em nossa frente, empenhado em nos atrair para sua loja (ou qualquer estabelecimento que seja). Ir ou não ir? Eis a questão. Nós não temos muito a perder, com exceção a nossos amigos, e a chance de ir para casa, isso caso ele tenha intenção de fazer alguma coisa.

— E então...? 

Bem, talvez seja uma decisão ruim, mas vamos, provavelmente é só algum produto ou demonstração.

— Vamos.

Ron me olha como se eu estivesse louco. Talvez eu esteja, a primeira regra dos livros e filmes é não confiar em pessoas suspeitas, muito boazinhas e em quem sabemos que pode nos causar algum risco, e neste momento, eu estou oficialmente a ignorando.

— Meninos! Vocês não me falaram que queriam sorvete, eu poderia ter... — 

May para quando percebe a presença de Dumbledore 2.0. — Ah, olá.

— Olá , gostaria de os acompanhar para...

— Você vai com a gente, né May? — Rony o interrompe

— Eu tenho que... bem, é rápido? 

— Sim, o mais rápido possível. — O senhor replica. 

— Ok, vamos.

Seguimos para a loja com pouquíssima iluminação. 

Eu estou com receio do que este velhinho pode fazer, mas com a companhia de May, que já está habituada a esse lugar e situações assim, parece menos duvidoso. 

— Sejam bem vindos. Durante o processo peço que não façam barulhos ou me interrompam, para que nada saia do controle. — assentimos. —  A propósito, meu nome é Darwin.  

Ele realmente vibra esse nome. 

— Irei começar.

O resto de claridade presente se esvaiu e já não é possível enxergar mais nada. Passos podem ser ouvidos, se aproximando cada vez mais.

— Silêncio. — Darwin ressalta.

Algo dourado, como um fio, começou a se formar em sua mão. Logo era possível sentir tudo tremer em nossos pés.

— Você é um bruxo?! — Ron, parecendo desesperado, pergunta.

— Olha, eu não estou gostando muito disso, você poderia parar por favor? —  May pede.

— Na melhor parte?

Após muitos tremores, o espaço é dividido, e milhares de linhas ou cordas brilhantes aparecem.

— Tcharam! Cada linha dessa representa uma linha temporal e uma realidade diferente. Nesse momento estamos... nessa. — Ele aponta.

— Então você quer dizer que existem várias realidades, com vários mundos, pessoas diferentes, tempos, anos e acontecimentos diferentes? — pergunto um pouco assustado.

— Sim.

— Isso é um tipo de exibição, não? Como um teatro? — May pergunta. 

— Não.

—  Não tem como isso ser real. — Ron diz.

Ele nos olha como quem está se divertindo com nossa confusão.

Com pouco movimento de suas mãos o ambiente muda completamente. 

— Onde estamos? 

— Ora, em outra realidade. Uma com a qual vocês estão bem familiarizados. 

— Estamos em hogwarts? 

— Como assim Hogwarts? Hogwarts não é real. — May rebate. 

— Bem, acho que esse é um assunto particular. Quando precisarem de mim, chamem meu nome.

— Como assim? Você nã-

Antes que fosse possível terminar a frase, ele desapareceu.

— Ótimo, como vamos saber onde estamos? — Eu falo.

— Olhem pela janela. — A menina que agora estava presa a nós, disse. 

Não foi preciso olhar para sentir a presença dos dementadores.

— Estamos em Azkaban.