CAPÍTULO 7
“Talvez seja o Dumbledore versão emo e brasileiro”
HARRY POTTER
— Nós? Em um filme trouxa?
— Sim, e o mais estranho é que o título era o seu nome! — Rony sussurra.
Estamos em uma loja de roupas masculinas, e ao mesmo tempo em que escolhemos algumas peças, Rony relata seu sonho, que fica cada vez mais bizarro.
— Você se lembra de Rita Skeeter?
— Como não lembrar. — Resmungo em resposta.
Aquela senhora conseguia ser mais insuportável que o Malfoy no primeiro ano.
— A autora que deu origem a saga era igualzinha a ela! E aparentemente tão chata e insuportável quanto, você e Hermione olhavam para ela com expressões de t-o-t-a-l desprezo, se alguém - além do Malfoy - me olhasse assim, eu acho que entraria em depressão.
Sorrio.
— Se o Malfoy não nos olhasse assim, eu entraria em depressão.
— Caramba! Achei que fosse impossível ficar mais bonito do que já sou, mas admito que me superei. Que perfeição. — Mattheo sai do provador se admirando nos espelhos.
— Queria ter em dinheiro o que ele tem de autoestima. — Ouço George dizer na prateleira ao nosso lado.
— Ah, o mais engraçado da situação, era que você se chamava Daniel. E você definitivamente não vibra o nome Daniel.
— E claro que vibrar um nome para que ele seja compatível comigo é totalmente necessário. — Debocho. — No meu sonho, meu sobrenome também era estranho, a Hermione - ou Emma, como a mesmo afirmou se chamar - se referia a mim como “sr. Radcliffe”.
— Senhor. — Ele repete com um tom de divertimento
— Aparentemente eu estava desmaiado e...
— Quem estava desmaiado? — Neville pergunta assustado.
— Ninguém, só estava dizendo ao Harry que se não formos até a sorveteria do lado da loja da frente, eu irei desmaiar de vontade.
Que bela desculpa. Felizmente Rony é Rony e ninguém desconfiaria.
— Vamos Harry?
— Vamos.
Deixamos as roupas escolhidas na cesta de compras da loja e saímos apressados.
— Agora que eu falei, uma grande vontade de sorvete apareceu, vamos comprar?
— Claro, você tem dinheiro?
— Droga, esqueci desse detalhe. Até você que é o rico da história está sem nada aqui, estamos perdidos.
— É... — Concordo. — Enfim, voltando ao assunto, eu acordei e-
— Aquele é o Dumbledore?! — Ele quase grita ao me interromper.
Merlin, se for Dumbledore, estamos salvos.
— Onde?
— Na loja escura atrás de você!
Me viro rapidamente.
— Talvez seja o Dumbledore versão emo e brasileiro. — Digo ao ver o senhorzinho a qual Ron se referia.
Ele realmente parecia como um gêmeo perdido do nosso diretor, mas tinha cabelos e barba preta, e várias tatuagens.
Me viro para meu amigo novamente.
— Recapituland-
— Harry, ele está vindo para cá. — Fala em um sussurro desesperado. — Harry...
Tarde demais. A voz rouca e falha já invadia nossos ouvidos.
— Olá, garotos. Gostariam de conhecer o multiverso?