CAPÍTULO 1

“Prometo jogar um avada”

MATTHEO RIDDLE




Eu não sei quem fez isso, mas para o bem da pessoa é melhor não saber. EU ESTOU EM OUTRO PAÍS! VOCÊ ENTENDE O MEU SURTO? EU LITERALMENTE ACORDEI TODO DOLORIDO E CONFUSO EM OUTRO CONTINENTE! Não é simplesmente uma das pegadinhas dos Weasley, me sequestraram e me largaram com 9 irresponsáveis NO MEIO DE UMA RUA! Prometo jogar um avada no responsável assim que colocar minhas mãos em minha varinha, porque é claro que até isso me roubaram. 

A mais ou menos cinco horas atrás, todos nós - Rony, Harry, Cedric, os gêmeos e o resto do grupo, acordamos em uma avenida brasileira ao lado do “calçadão”, como eles chamam. Nós ficamos jogados no chão por um tempo e depois levantamos com várias buzinas irritadas, iniciando uma sessão de debates e discussões sem fim. Após um tempo pedindo informações fomos ajudados por uma garota trouxa que ficou comovida (ou só se sentiu culpada por nos deixar lá como todos) e nos ofereceu irmos para sua casa (um tanto quanto louca não? Quem em sã consciência leva desconhecidos para a própria casa sem nem se questionar se são ao menos normais, o que não é nosso caso?). 

Agora estamos aqui, sentados na sala de estar da casa da menina esperando que seu pai chegue para que possamos ir para seu hotel e nos hospedar por um tempo (sim, o cara tem um hotel, não é à toa que essa casa é enorme). 

— Sinceramente Weasley, se você não tivesse a brilhante ideia de ir fazer cookies em plena madrugada, nós não estaríamos aqui. Meus parabéns, seu sangue-ruim. — Draco reclama pela décima vez e já me preparo para a briga que está por vir. 

—  Escuta aqui sua doninha oxigenada você deveri... — saio da sala cansado de ouvir a mesma discussão besta que venho ouvindo desde o momento em que acordamos. 

Andando pelos corredores percebi o quão essa casa é realmente grande, acho que só perde para hogwarts e para minha casa, é claro. 

Pensando em casa, me lembro de Tom, meu querido irmãozinho mais velho que escolheu o lado de nosso pai. Sinto falta dele e de como ficava irritado quando eu o chamava de “Tommy” mesmo que no fundo gostasse, dos momentos em que eu achava que iria me estrangular e ele só dava risada, me deixando aliviado por dentro, e de nossas brigas quando menores. Ele amava usar um terninho rosa com botões de brilho e eu sempre o zoava por isso, fazendo com que papai o mandasse trocar, irritando o bebezinho com complexo de pinscher qual ele era. 

No começo eu me perguntei se isso poderia ser obra do temido Lord Voldemort, mas se um de seus comensais tivesse invadido a escola eu saberia. Foi alguém de dentro de hogwarts, e eu estou disposto a descobrir quem.