Ano passado foi o ano em que eu e Ricky mais trabalhamos e ainda ficamos muito conhecidos na cidade, até o jornal pediu uma entrevista exclusiva com a gente. Depois da matéria no jornal, ficamos com um grande reconhecimento no “mundo das investigações”, e foi aí que ganhamos um convite para a festa mais importante dos detetives da história do mundo- boatos dizem que só os melhores conseguem um convite - e é claro que pedi para Ricky cancelar todos os compromissos, porque aliás nada melhor do que ir a uma festa. A festa não era na Itália, mas sim na França - sim, França! Detetives Stacy e Ricky, os mais jovens investigadores que mudaram o mundo com suas investigações - talvez eu esteja me precipitando, mas consigo ver isso em um título de matéria.
Quando chegamos à festa fiquei maravilhada com todos os detalhes do lugar: era uma casa com dois andares, com um estilo de casa de filme de investigação; por dentro havia lustres extremamente brilhantes; apesar do frio lá de fora, dentro estava bem quente; as escadas eram enormes e a decoração simplesmente perfeita - precisei me segurar para não começar a pular de alegria. Todos que encontrei eram extremamente famosos e até fiquei com medo de não gostarem de mim e do meu melhor amigo.
Depois de conversar com milhares de detetives, eu e meu companheiro fomos chamados à frente para subir em um palco que havia na casa - e lá fomos nós. Meu melhor amigo parecia derreter como um sorvete em um dia ensolarado, mas ele concordou em ir - vou dizer que eu estava prestes a me tornar um sorvete derretido também. Nos disseram para contarmos como tudo começou, como nos sentíamos, já que somos tão jovens e novatos nessa área. Estava tudo ocorrendo bem - tirando o fato que precisei interromper Ricky umas seis vezes, pois ele começou a tremer de vergonha - todos começaram a aplaudir e a rir do que falávamos. Descemos do palco e as luzes se apagaram. Imediatamente, falei para Ricky parar de andar e me ajudar a achar uma lanterna, até que todos pegaram lanternas e iluminaram o local. Eu e meu amigo saímos até a rua e ela estava toda iluminada; só onde estávamos, não, e vejo alguém correndo para os fundos.
Avisei a todos e, é claro, todos os investigadores começaram a organizar um plano. Os seguranças pararam em frente à porta e tomei a frente da situação:
- E onde estão os cozinheiros da festa?
Ricky saiu correndo para a cozinha e voltou correndo:
- Não tem ninguém na cozinha. Onde foi todo mundo?
Respondi:
- Como assim, ninguém? Isso é muito estranho, como se estivessem nessa juntos.
Um dos seguranças me disse:
- Mas os cozinheiros não estão em muitos, são apenas 9 hoje, porque muitos estão de férias ainda.
Eu logo disse:
- E como você não foi olhar se estava tudo ocorrendo bem?
Todos acharam esquisito e eu chamei meu parceiro para subirmos para o segundo andar, e lá tinha um quarto onde estavam batendo na porta. Peguei um grampo de cabelo e a abri.
Ricky disse:
- O que vocês todos estão fazendo aqui?
Uma moça de cabelo desarrumado respondeu:
- Foi o segurança das portas dos fundos que disse para esperarmos aqui e nos trancou.
Imediatamente desci e falei para todos irem atrás dele, mas parecia que tinha tomado um chá de sumiço e demorou umas duas horas para o detetive Josh dizer que o encontrara na rua. Estava tentando usar seu carro, levando consigo um prêmio que uma outra detetive havia levado para nos mostrar como havia resolvido seu último caso. O segurança era novo, por isso era ainda mais difícil confiar nele. Depois de tudo isso, eu e meu ajudante fomos parabenizados e fomos direto para um hotel, porque estávamos mortos de cansaço. Principalmente por tudo que nos aconteceu em apenas um dia. Parece que eu e Ricky não temos um dia de descanso mesmo, mas estamos sempre esperando um próximo caso a ser resolvido.
Por: Livia Lopes