Esse conto será escrito por diversos jornalistas ao longo do tempo, sairá um capitulo a cada mês acrescentando um pouco mais a historia, e cada capitulo terá uma autoria diferente.
Capítulo 1: O começo
Por: J.M. De Marco Fagundes
Tudo começou há tempos atrás... Era um dia de setembro, no ano de 2076, após o fim da guerra nuclear. O mundo começava a ter um recomeço, graças à guerra que começara no dia 17 de agosto do ano de 2047. Tivemos nossa maior devastação: a água se contaminou, o ar se encheu de fumaça e a terra apodreceu, mas anos depois desse conflito ter terminado, a Terra passava por um recomeço...
Os seres vivos sobreviventes lutam para sobreviver entre os escombros, mas ainda há esperança: a evolução, logo ela, estabilizaria as plantas para que voltassem a se espalhar pelo mundo, e assim, com o tempo, tudo voltaria ao equilíbrio. E, finalmente, nesse ano aconteceu: uma planta conseguiu fotossíntese a base de calor, já que, com a luz coberta pela fumaça, as plantas não eram capazes de gerar o próprio alimento. E essa pequena muda conseguiu substituir a luz pela própria temperatura, usando o calor que era produzido pela energia nuclear e o fogo, essa planta fez a fotossíntese. Em alguns anos ela poderia crescer e gerar novas mudas, que teriam a mesma habilidade, assim a vida vegetal voltaria a dominar a Terra. Mas isso ainda vai levar alguns milhões de anos para ocorrer e, ainda, com alguma incerteza. Portanto, vou focar nessa pequena muda, pequena e frágil, mas que ainda se recusa a ceder para a contaminação e a radiação. Mesmo tão fraca se recusando a partir, realmente dedicada a nos manter aqui, a manter o que restava de você, grandiosa vida terrestre... Pois bem, vou acompanhar esse restinho de vida e ver o resultado dessa espera, ver se todo esse esforço um dia trará frutos, ou se ela vai ceder para o ambiente a sua volta.
Também observarei outras formas de vida para passar o tempo enquanto espero que essa plantinha cresça. Agora, vamos ver juntos o que restou de você...
Parece que não restou muito, uma parte de mim destruiu as outras e a si própria quase por completo, são pequenas partes que restam do que eu um dia fui.
Eu sei, essa parte aumentou muito meu trabalho nesses últimos anos, mas, enfim, vamos ver o que restou.
Caminhamos então um pouco até um amontoado de carne e ossos. Lá encontramos um grupo minúsculo de ratos, baratas e formigas, se alimentando do que um dia foi uma raposa. Em alguns segundos, uma cobra se esgueirou sorrateiramente, devorou o rato e levou a carcaça para o ninho, alimentando assim uma pequena cobra solitária, ainda filhote. O ninho deles deveria estar em uma floresta, mas por falta de opção acabou por ficar no que antes era um bueiro. Mas então ocorreu um desastre: um dos vários incêndios repentinos começou e matou as duas cobras, enfim, o que o mundo é agora, um lugar hostil em que sobreviver é a mais difícil das tarefas, bem mais difícil do que deveria ser.
Me pergunto como aquela muda conseguiu brotar em um mundo como esse.
Tenha mais fé em mim, confie que eu irei me reerguer!
Eu não sei, Vida, acho que dessa vez você não vai se recuperar.
Tenha confiança, Morte, mesmo após tantas extinções em massa eu voltei. Por que não voltaria agora?
Agora é diferente, o planeta nunca ficou assim, nunca chegou a esse ponto, me preocupo com o que vira a seguir.
Entendo.
Continua...