Degustação
O sentimento é experienciado por todos, mas nunca foi adequadamente conceituado nem inserido nas visões do mundo baseadas na ciência. Isso ocorre porque o método científico prioriza o mensurável em detrimento do vivenciável por diversos motivos. Dentre eles, os principais são os seguintes:
a. O método científico exclui o observador para garantir a objetividade do experimento por considerar o sentimento um "ruído" ou um subproduto irrelevante para as leis universais da física.
b. A ciência consegue mapear com precisão o funcionamento orgânico (disparos neuronais, fluxo de dopamina, batimentos cardíacos), mas é incapaz de explicar como os processos físicos geram a sensação qualitativa de medo, alegria ou dor.
c. A ciência considera o sentimento um efeito colateral da biologia porque não consegue quantificá-lo nem inseri-lo em equações preditivas.
d. A biologia tende a reduzir o sentimento a um sinalizador de estados (fome, medo) vinculado a processos bioquímicos relacionados com a sobrevivência (homeostase), ignorando sua essência e demais possibilidades.
e. A linguagem científica é estruturada para descrever objetos ("Coisas") logicamente, o que a impede de descrever o sentimento com precisão.
Apesar disso, a visão científica a respeito do sentimento está mudando. Graças ao avanço da neurociência e a teoria dos sistemas, ela está, aos poucos, considerando o sentimento menos um detalhe místico e mais uma sofisticada interface de interação ambiental. Eu pretendo demonstrar a “viabilidade técnica” dessa nova perspectiva, apresentando evidências de que o sentimento opera como o protocolo central de execução (renderização) da realidade, defendendo a tese de que:
“O Sentimento é o Motor do Mundo”
Defender a tese de que o sentimento é o motor do mundo pode parecer inviável e estranho à primeira vista, mas eu pretendo demonstrar a viabilidade técnica dessa possibilidade. Para isso torna-se necessário padronizar os conceitos de motor, mundo e sentimento.
A T E N Ç Ã O
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