✍ Autor: Prof° Thiago R. Monteiro
📅 Data: 03 de junho de 2022
Qual é o fim principal do homem?
RESPOSTA: O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.
Vemos que a primeira pergunta do Breve Catecismo de Westminster trata de um assunto que todos nós já nos questionamos: qual é o meu fim? Para que sirvo? Qual é a minha missão aqui?
E todas estas perguntas tratam de uma coisa apenas: autoconsciência. O ato de se conhecer a si mesmo, tendo em vista o termo latino conscientia, que traz a ideia de um conhecimento compartilhado de alguma coisa consigo mesmo, ou seja, o que nós conhecemos de nós a partir de nós mesmos.
Para sabermos a finalidade de algo, precisamos, antes de tudo, ver tal coisa por si só: quais suas características, atributos, qualidades, falhas e capacidades. “Conhece-te a ti mesmo”, o aforismo délfico que comumente atribuímos a Sócrates, ilustra bem este termo latino.
Para obtermos este conhecimento acerca de nós mesmos, necessitamos iniciar pelo óbvio e clássico questionamento: Quem sou? Para onde vou? De onde vim? Por que estou aqui? O Deus sábio e Todo-Poderoso, bendito seja Ele, bem sabia que iríamos indagar-nos com essas dúvidas sinceras e internas; por este motivo, Ele mesmo proveu um meio de conseguirmos as respostas certas: as Escrituras Sagradas. Elas nos dão estas respostas.
Então, qual o fim do homem? Que sentido este termo tem nesta pergunta? A ideia aqui é fazer-nos pensar sobre nossa utilidade, a nossa finalidade como criaturas. Seria o nosso fim nascer, crescer, trabalhar/estudar, casar, gerar filhos e morrer? Sim.
Estas coisas são parte de nossa finalidade; devemos e temos que construir algo para proveito social e nacional, pois somos seres sociais e, como tais, tanto necessitamos quanto desejamos ser úteis para outrem. Como seres criados por Deus, o qual é criador e criativo, possuímos também características semelhantes (ainda que muito inferiores) e devemos e podemos criar e produzir coisas.
Louvado seja o Eterno Deus por isto!
Mas o sentido cabal de “fim” nesta pergunta do Catecismo é algo ainda mais profundo. Leva-nos a pensar no Criador, nos seus decretos e nas obras de sua mão, pois tudo que Deus faz tem um propósito. Nunca Ele fez algo, por menor que pareça aos nossos olhos, sem significado e propósito.
A finalidade principal nossa deve ser glorificá-lo e gozá-lo para sempre.
Em tudo que fazemos, devemos render graças ao Senhor Deus Todo-Poderoso, pois para tal fim este nos criou, e não somente isso: nos capacita para que tenhamos êxito e alegria ao glorificá-lo.
Glorificamos a Deus quando sabemos quem Ele é e buscamos evidenciar suas obras ao mundo.
Como Santo Agostinho de Hipona bem disse: “Tu nos criastes para ti mesmo, ó Deus, e o nosso coração está desassossegado até encontrar repouso em ti.”
Vemos ainda na pergunta que o termo “glorificar” vem antes de “gozá-lo”, isto significando qual ordem correta devemos seguir. Nós fomos feitos para primeiramente glorificá-lo e, assim, gozá-lo.
O alegrar-se não vem primeiro, pois poderíamos imaginar que Deus existe por causa do ser humano, ou seja, que Deus existe para que o homem possa se alegrar nEle.
Quando dão ênfase demasiada no gozá-lo, sem de fato glorificá-lo, acabam caindo num tipo de crença totalmente emocional, onde sua alegria e emoção são o principal ponto no culto a Deus.
Mas deve ser como bem colocado no Catecismo: primeiro glorificar e depois gozar; nossa alegria nEle nasce na medida que o glorificamos e nos satisfazemos nEle, como diz John Piper.