É o método efetivo de ressuscitação cardíaca que consiste em aplicações rítmicas de pressão sobre o terço inferior do esterno.
O aumento generalizado da pressão no interior do tórax e a compressão do coração fazem com que o sangue circule. Mesmo com a aplicação perfeita das técnicas a quantidade de sangue que circula está entre 10% a 30% do normal.
Para realizar a massagem cardíaca externa deve-se posicionar a vítima em decúbito dorsal como já citado anteriormente.
Posicionar ajoelhado, ao lado do acidentado e num plano superior, de modo que possa executar a manobra com os braços em extensão.
Em seguida apoiar as mãos uma sobre a outra, na metade inferior do esterno, evitando fazê-lo sobre o apêndice xifóide, pois isso tornaria a manobra inoperante e machucaria as vísceras. Não se deve permitir que o resto da mão se apóie na parede torácica. A compressão deve ser feita sobre a metade inferior do esterno, porque essa é a parte que está mais próxima do coração. Com os braços em hiperextensão, aproveite o peso do seu próprio corpo para aplicar a compressão, tornando-a mais eficaz e menos cansativa do que se utilizada a força dos braços.
Aplicar pressão suficiente para baixar o esterno de 3,8 a 5 centímetros para um adulto normal e mantê-lo assim por cerca de meio segundo. O ideal é verificar se a compressão efetuada é suficiente para gerar um pulso carotídeo palpável. Com isso se obtém uma pressão arterial média e um contorno de onda de pulso próximo do normal.
Em seguida, remover subitamente a compressão que, junto com a pressão negativa, provoca o retorno de sangue ao coração. Isso sem retirar as mãos do tórax da vítima, garantindo assim que não seja perdida a posição correta das mãos.
As compressões torácicas e a respiração artificial devem ser combinadas para que a ressuscitação cardiorrespiratória seja eficaz. A relação ventilações/compressões varia com a idade do acidentado e com o número de pessoas que estão fazendo o atendimento emergencial.
A frequência das compressões torácicas deve ser mantida em 80 a 100 por minuto. Com a pausa que é efetuada para ventilação, a frequência real de compressões cai para 60 por minuto.
A aplicação da massagem cardíaca externa pode trazer consequências graves, muitas vezes fatais. Podemos citar dentre elas, fraturas de costelas e do esterno, separação condrocostal, ruptura de vísceras, contusão miocárdica e ruptura ventricular. Essas complicações, no entanto, poderão ser evitadas se a massagem for realizada com a técnica correta. É, portanto, muito importante que nos preocupemos com a correta posição das mãos e a quantidade de força que deve ser aplicada.
A massagem cardíaca externa deve ser aplicada em combinação com a respiração boca a boca. O ideal é conseguir alguém que ajude para que as manobras não sofram interrupções devido ao cansaço.
É absolutamente contraindicado cessar as massagens por um tempo superior a alguns segundos, pois a corrente sanguínea produzida pela compressão externa é inferior à normal, representando apenas de 40 a 50% da circulação normal. Portanto, qualquer interrupção maior no processo diminuirá a afluência de sangue no organismo.
A seguir, as frequências consideradas ideais, para o trabalho de ressuscitação combinada de respiração boca a boca e massagem cardíaca externa com um ou duas pessoas socorrendo.
Sequência:
ADULTO: o esterno é comprimido 5-6 cm, utilizando-se a região hipotenar de 2 mãos. As compressões são feitas na frequência de 100- 120/min, com 5 ciclos de 30:2 (compressão/ventilação) ou aproximadamente 2 minutos.
CRIANÇAS: utilizar a região hipotenar de 1 ou 2 mãos na compressão esternal, aqui restrita a 2,5- 3,5 cm. A relação compressão/ventilação será de 30:2 (5 ciclos ou 2 min.) com um socorrista e 15:2 (10 ciclos ou 2 min.) com dois socorristas.
LACTENTES: profundidade: 2,5-3,5 cm. Com 1 socorrista: utilizar 2 dedos para comprimir o esterno; com 2 socorristas: utilizar a técnica dos dois polegares, com as mãos circundando o corpo. Da mesma forma em crianças, a frequência das compressões em lactentes será de 100-120/min, guardando a relação 30:2 (5 ciclos ou 2 min.) com um socorrista e 15:2 (10 ciclos ou 2 min.) com dois socorristas. As insuflações devem ser apenas com o ar das bochechas do socorrista.
No caso de duas pessoas estarem socorrendo, a pessoa que se encarrega da respiração boca a boca poderá controlar a pulsação carotídea.
Convém lembrar que o pulso palpado durante a massagem cardíaca externa não é suficiente para indicar uma circulação eficaz. A sensação de pulso pode ser devida à transmissão da compressão pelos tecidos moles. A manutenção ou aparecimento da respiração espontânea durante a massagem cardíaca externa, associada ou não à respiração boca a boca, é o melhor indício de ressuscitação cardiorrespiratória satisfatória.
OBS: Não se deve desanimar em obter a recuperação da respiração e dos batimentos cardíacos do acidentado. É preciso mandar que procurem socorro médico especializado com a maior urgência. É preciso ter paciência, calma e disposição. Qualquer interrupção na tentativa de ressuscitação da vítima até a chegada de socorro especializado implicará fatalmente em morte.
Reavaliação:
- Verificar pulso carotídeo após um minuto de ressuscitação cardiorrespiratória e depois a cada três minutos.
- Se pulso presente, verificar presença de respiração eficaz.
- Respiração presente: manter a vítima sob observação.
- Respiração ausente: continuar os procedimentos de respiração artificial e contatar com urgência o atendimento especializado.
- Se o pulso ausente, iniciar RCR pelas compressões torácicas.
- Verificar diâmetro das pupilas.
Erros Comuns na Execução da Ressuscitação cardiorrespiratória:
- Posição incorreta das mãos.
- Profundidade de compressões inadequada
- Incapacidade de manter um selamento adequado ao redor do nariz e da boca durante a ventilação.
- Dobrar os cotovelos ou joelhos durante as compressões levando ao cansaço.
- Ventilações com muita força e rapidez levando à distensão do estômago.
- Incapacidade de manter as vias aéreas abertas.
- Não ativação rápida do atendimento especializado.