Ilé Axé Oyá Irokê
Foi fundado em 1999, pela mãe Dilma dos Santos, constituindo-se num espaço sagrado de longa expressão religiosa e notável santuário que mantém os costumes e os legados milenares dos povos Iorubá, preservando o culto aos Orixás, é oriundo do Ilé Asé Iéyé Yaponda Omi O’Nilé. Casa essa que nasceu do Ilê Omorodé Asé Orixá N’Lá, já esse nasceu da casa de axé Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê, mais conhecido como (Terreiro do Gantois).
Missão
Praticar o Candomblé e o culto aos orixás, oferecendo assistência espiritual, apoio e orientação aos seus membros e à comunidade local, promovendo a espiritualidade e a comunidade.
Visão
Ser um centro de referência em matriz africana, reconhecido pela sua prática religiosa, pela sua contribuição para a comunidade e pela sua busca pela transformação pessoal e social.
Valores
Ética: Agir com honestidade, integridade e responsabilidade em todas atividades da Casa.
Respeito: Valorizar a diversidade de crenças e opiniões, criando um ambiente inclusivo e acolhedor.
Empatia: Compreender e se colocar no lugar do outro, demonstrando cuidado e atenção às necessidades individuais.
Humildade: Reconhecer as próprias limitações e estar aberto ao aprendizado contínuo.
Gratidão: Reconhecer a importância do trabalho da equipe e o valor da colaboração.
Busca pela Sabedoria: Estimular a reflexão e o auto conhecimento, buscando o conhecimento espiritual.
Mãe Dilma de Oya foi iniciada aos 23 anos de idade, pelo Babalorixá Paulinho de Oxossi. Ela nasceu e cresceu dentro da Casa do Candomblé, e viveu grande parte de sua vida dentro do axé. Foi casada, onde tendo quatro filhos. Desde o ano de 1999, por determinação dos Orixás, assumiu o trono de mãe de santo, seguindo os costumes e tradições de sua religião, dando continuidade a essa linhagem de sabedoria, de religiosidade e de preservação das matrizes africanas no Brasil.
Ao longo dessa trajetória, tem desempenhado um papel fundamental na preservação das tradições da religião de matriz africana, dando seguimento com muito respeito, amor e firmeza à missão que os Orixás designaram.
Em virtude de todo o trabalho que tem desenvolvido para preservação das tradições numa perspectiva de diálogo inter-religioso, Mãe Dilma foi agraciada com homenagem, “mulheres de axé empoderadas” por ser uma liderança que salvaguarda a ancestralidade de matriz africana em sua comunidade.
O Ilê Axé Oyá Irokê está situado na Estrada da Malícia, nº 25, em Abrantes, Camaçari. Fundado sobre um terreno adquirido em 2000, o terreiro foi uma das primeiras construções da região, firmando seus alicerces não apenas na terra, mas na fé, na tradição e no compromisso com os Orixás.
Nos primeiros anos, o espaço foi cercado e recebeu uma cabana de bambu cortado ao meio, conhecida como carramanchão, onde os primeiros rituais foram realizados com devoção e simplicidade. Em 2002, com muito esforço e dedicação, o terreiro passou a contar com estruturas feitas de paletes, inclusive o quarto dos santos, que também seguiu esse modelo humilde, mas repleto de axé.
Com o tempo, a força dos Orixás, dos caboclos e o apoio daos filhos de santo permitiram que o espaço crescesse: os paletes deram lugar à alvenaria, surgiram os blocos, o reboco, e o terreiro foi se transformando em um verdadeiro templo, sólido e acolhedor. Atualmente, encontra-se reformado, necessitando apenas de algumas melhorias, mas já plenamente consolidado como um marco espiritual, histórico e afetivo da região.
O Ilê Axé Oyá Irokê
O Ilê Axé Oyá Irokê é mais do que um terreiro. É a morada da fé, da ancestralidade e da resistência. Cada canto entoado, cada folha colhida, cada ebó realizado carrega o peso e a leveza de uma história que honra os que vieram antes e ilumina os caminhos dos que ainda virão.
Aqui, se planta o axé com as mãos, com a alma e com o coração. Aqui, os Orixás caminham entre nós, nos ventos de Oyá, no tempo de Iroko na força de Xangô, na doçura de Oxum, na cura de Omolu, no saber de Ossain. Aqui, se acolhe, se ensina, se cuida.
Que o axé de nossos ancestrais continue guiando nossos passos e que a história siga sendo escrita com dignidade, coragem e fé.
Que os Orixás sigam abençoando cada um que caminha conosco. Axé!