Ciclo 2

(2014 a 2019)

Em breve mais informações!

As primeiras medições em campo (Ciclo 1) aconteceram entre os anos de 2007 a 2011, com o levantamento de 597 parcelas distribuídas pelo Estado. A remedição de 419 dessas parcelas (Ciclo 2) iniciou em 2014 e será concluída em 5 anos, de forma que 20% das parcelas são remedidas a cada ano.

Os levantamentos contínuos da vegetação de Santa Catarina fornecem dados importantes para a geração de informações sobre a dinâmica das florestas: taxas de crescimento, de mortalidade e de recrutamento (ingresso de de novas árvores na floresta). Essas informações contribuem para a avaliação do comportamento de populações e comunidades vegetais ao longo do tempo e permitem investigar como elas reagem às intervenções do homem, como a exploração madeireira, por exemplo.

Diversidade Genética

No Ciclo 2, o foco para análise genética passou a ser em indivíduos regenerantes das espécies ameaçadas de extinção ou de relevância econômica e social.

Os indivíduos regenerantes apresentaram resultados variados, indicando que os processos de manutenção da diversidade genética são distintos entre as espécies, portanto podem necessitar de distintas ações de conservação. Por exemplo, os regenerantes da grápia, do palmiteiro e do pinheiro-brasileiro apresentaram grande potencial de manter a diversidade genética dos reprodutivos, ao contrário dos regenerantes da canela-preta, fato que alerta para risco iminente de perda de diversidade e potencial de adaptação das populações dessa espécie.

Quando avaliado índices de diversidade das populações reprodutivas e regenerantes conjuntamente, as espécies mais vulneráveis em termos genéticos são Dicksonia sellowiana (xaxim-bugio) e Podocarpus lambertii (Pinheiro-bravo).

Com base nos resultados obtidos, desde 2007, são sugeridas as seguintes medidas de conservação, em termos gerais: ações de aumento da conectividade fragmentos florestais; utilização de espécies nativas em plantios para uso de recursos florestais; estabelecimento de áreas de coleta de sementes; conservação da fauna, o grande responsável pela dispersão e polinização da maioria das espécies estudadas; fortalecimento de ações de fiscalização contra a exploração ilegal de recursos florestais.

Vale ressaltar que para quase todas as espécies existem populações com alto nível de diversidade genética para estruturação de Áreas de Coleta de Sementes, aspecto que permite agregar valor aos remanescentes e ainda viabilizar fontes de propágulos de qualidade para ações de restauração, recomposição, ampliação de conectividade entre remanescentes ou simplesmente plantios para uso dos recursos florestais nativos.

Ao considerar as populações coletadas dentro das Unidades de Conservação (UC) é possível concluir que as UC são eficientes na conservação da diversidade genética das espécies, principalmente de Dicksonia sellowiana (xaxim-bugio) e Ocotea catharinensis (canela-preta).