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A terceira publicação na Revista Nature

Sexta, 17 Maio 2019

O trabalho do IFFSC continua tendo alcance internacional e mais uma vez fez parte de um estudo publicado na Revista Nature. Esta revista científica é uma das mais conceituadas no mundo e possui um público online de cerca de 3 milhões de leitores individuais por mês.

O artigo tem o título Climatic controls of decomposition drive the global biogeography of forest - tree symbioses. André Luis de Gasper, integrante do projeto, é co-autor nesta publicação e participou do estudo junto com pesquisadores da Universidade de Stanford e mais de 200 cientistas.

No estudo foram mapeadas relações simbióticas entre árvores e micro-organismos em todo o mundo. Os dados usados no projeto reúnem mais de um milhão de parcelas de inventários florestais regionais e nacionais, integradas pelo consórcio Global Forest Biodiversity Initiative (GFBI), ao qual o IFFSC faz parte.

Foram estudados os padrões de onde as raízes das plantas formam relações simbióticas com fungos e bactérias. Conforme o artigo científico, “dentro e ao redor das raízes emaranhadas do chão da floresta fungos e bactérias crescem com as árvores, trocando nutrientes por carbono.” Com a pesquisa, “um novo esforço para mapear o mais abundante desses relacionamentos simbióticos - envolvendo mais de 1,1 milhão de florestas e 28.000 espécies de árvores - revelou fatores que determinam onde os diferentes tipos de simbiontes irão florescer.” Os pesquisadores assinalam que “o trabalho pode ajudar os cientistas a entender como as parcerias simbióticas estruturam as florestas do mundo e como elas podem ser afetadas por um clima mais quente”. O estudo realizou uma projeção da mudança de simbioses até 2070, se as emissões de carbono continuassem inalteradas. Este cenário resultou em uma redução de 10% na biomassa de espécies de árvores que se associam a um tipo de fungo encontrado principalmente em regiões mais frias. Os pesquisadores alertaram que tal perda poderia levar a mais carbono na atmosfera, porque esses fungos tendem a aumentar a quantidade de carbono armazenada no solo”.

Em 2015, outra publicação com participação do IFFSC saiu na Revista Nature, com o título Mapping tree density at a global scale, no qual o idealizador do projeto, prof. Alexander C. Vibrans, foi co-autor. O estudo até emplacou na capa da revista.


Monitora-SC/IFFSC no XIX Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto

Quinta, 25 Abril 2019

Ocorreu em Santos (SP), entre os dias 14 e 17 de abril, o XIX Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto - SBSR, organizado pelo INPE e Selper Brasil. O Simpósio é realizado a cada dois anos e tem como objetivo reunir a comunidade técnico-científica e o usuário empresarial das áreas de Sensoriamento Remoto e Geotecnologias para a apresentação de trabalhos e debates sobre as pesquisas, desenvolvimento tecnológico, ensino e a política científica realizados no país e no mundo.

Participaram no evento os engenheiros florestais e pesquisadores, Adilson Luiz Nicoletti, Alexander Christian Vibrans e Marcus Boeno, os quais estão envolvidos no Projeto Monitoramento das Florestas em Santa Catarina - MonitoraSC, integrado ao IFFSC. O MonitoraSC tem como propósito monitorar e mapear a cobertura de uso da Terra do estado e integrar observações de campo do IFFSC com dados de Sensoriamento Remoto.

Durante o evento, os pesquisadores tiveram a oportunidade de conhecer novas tecnologias, ferramentas e metodologias em Sensoriamento Remoto por meio de palestras e cursos, bem como ampliar contatos técnico-científicos. A equipe do MonitoraSC também apresentou dois trabalhos no evento para divulgar alguns dos resultados do projeto obtidos até o momento:

1) Nicoletti, A.L.; Boeno, M.M.; Pessatti, T.B. et al. Acurácia de mapeamentos de florestas nativas e plantadas em Santa Catarina, sul do Brasil. Resumo

2) Boeno, M.M.; Nicoletti, A.L.; Bizon, A.R. et al. Effects of topographic correction methods on natural forest reflectance in a montanious region of southern brazil. Resumo

Equipe do MonitoraSC. Da esquerda para direita: Adilson Luiz Nicoletti, Alexander Christian Vibrans e Marcus Boeno.

Fotógrafo profissional do Serviço Florestal Brasileiro registra os trabalhos do IFFSC

Sexta, 01 Março 2019

A equipe de campo do IFFSC foi acompanhada na sua campanha de fevereiro de 2019, realizada na região de Urubici, pelo fotografo André Dib Ferreira, contratado pelo Serviço Florestal Brasileiro para documentar os trabalhos das equipes do Inventário Florestal Nacional em todo o Brasil.

Um dos pontos altos da campanha foi o retorno à unidade amostral 193, situada na cabeceira do Canyon dos Espraiados. Esta parcela está localizada em Floresta Altomontana, em altitude de 1.450m na região também conhecida por "Campo do Padres". A parcela tinha sido medida na primeira vez em março de 2009. Com a nova medição deste ano será possível quantificar as mudanças que o crescimento e a mortalidade das árvores provocaram na composição da vegetação e no seu estoque de biomassa e carbono.

A beleza das paisagens do local é de tirar o fôlego e pode ser conferida nas fotos abaixo.


Mais uma nova espécie encontrada!

Terça, 12 Fevereiro 2019

Begonia trevisoensis, da família Begoniaceae, recebeu este nome em homenagem ao município de Treviso (Sul catarinense), onde esta nova espécie foi encontrada.

A coleta da espécie foi realizada pela primeira vez em 2009, pela bióloga Juliane Luzia Schmitt Pereira e colaboradores, durante o levantamento de epífitas, realizado no 1° Ciclo do IFFSC. A planta foi localizada em uma área de Floresta Ombrófila Densa relativamente bem preservada, na localidade de Nova Brasília, Treviso, a 572 m a.s.l. A coleta está tombada no Herbário Dr. Roberto Miguel Klein da FURB, sob número 698, e pode ser consultada no Herbário Virtual Reflora através do código FURB1520.

A espécie foi descrita por Julio C. Jaramillo, Ludovic Jean Charles Kollmann e Pedro Fiaschi, na revista internacional Phytotaxa. Ao estudar as Begonias de Santa Catarina, o pesquisador Julio Jaramillo identificou esta nova espécie, após visitar o Herbário da FURB.

Confira aqui a publicação com a descrição detalhada sobre a nova espécie.

Participação em oficina sobre Planos de Ação Nacional e Corredores Ecológicos

Sexta, 08 Fevereiro 2019


Nos dias 06 e 07 de fevereiro, os integrantes do IFFSC, Débora Vanessa Lingner e Laio Zimermann Oliveira, participaram de uma oficina coordenada pelo Instituto do Meio Ambiente de SC – IMA. O evento ocorreu no Centro de Treinamento da Epagri (CETREJO), em São Joaquim (SC).

Também estiveram presentes na oficina, integrantes do MMA, ICMBio, WWF Brasil, IMA, CNCFlora, SDS, SEMA-RS, Epagri, UFRGS, Apremavi, Projeto Charão-UPF, Fundação Certi e Fundação Grupo Boticário.

Os objetivos da oficina eram: (1) preparação para a elaboração do Plano de Ação Nacional (PAN) do território “Planalto Sul”; e (2) discussão da proposta de criação de um novo corredor ecológico em Santa Catarina.

O PAN “Planalto Sul” abrange parte do território dos estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul - Serra Catarinense e Gaúcha - e será coordenado pelo IMA, em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema). Este PAN integra o projeto GEF-Pró-Espécies, uma Estratégia Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção, que conta com recursos do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, da sigla em inglês para Global Environment FacilityTrust Fund). O projeto é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA), que busca minimizar os impactos sobre as espécies ameaçadas no Brasil, em especial aquelas criticamente em perigo de extinção que não estão em áreas protegidas, nem são contempladas por instrumentos de conservação.

O novo Corredor Ecológico que está sendo proposto para Santa Catarina abrange boa parte da região do Planalto Serrano. O Corredor Ecológico corresponde a uma área com importantes remanescentes de vegetação nativa, cujo foco é aumentar o intercâmbio entre espécies da fauna e flora e integrar desenvolvimento econômico à conservação da biodiversidade. Até o momento, já foram implementados em Santa Catarina dois Corredores Ecológicos nas Bacias Hidrográficas dos rios Chapecó e Timbó que somam 10 mil km², em 34 municípios.