Tecnossolo Ancestral uma solução tecnológica sustentável para aumentar a eficiência, eficácia e efetividade dos processos agrícolas. Sua inovação consiste em replicar o solo de Terra Preta Arqueológica, muito estudado cientificamente, devido a sua riqueza em elementos químicos, elevada atividade biológica e presença de biocarvão altamente reativo. A tecnologia é uma seleção dos substratos orgânicos incorporados no solo, que reestruturam o solo e aumentam a fertilidade, mediante tecnologia verde de baixo carbono, sem emissão de gases potencialmente danosos ao meio ambiente, com a possibilidade de ser uma alternativa para o uso de fertilizantes.
SÓCIOS FUNDADORES
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O Brasil é o 4º exportador mundial de produtos agrícolas e o setor de agricultura corresponde a 27% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Em 2021 os custos com fertilizantes aumentaram em mais de 100%, resultado gerado pela guerra entre Rússia e Ucrânia, principais produtores de insumos agrícolas, onde 85% dos fertilizantes do território brasileiro são provenientes do mercado externo. O aumento nos custos dos referidos produtos, vêm refletindo diretamente no PIB do Agro, pois de 2021 para 2022 houve queda no PIB do ramo agrícola em 6,39% e o motivo são os elevados custos de produção (CEPEA, 2023). O cenário é alarmante, pois a cadeia de suprimentos para a agricultura está seriamente comprometida por esses conflitos e sanções. Assim, faz-se necessário o desenvolvimento de tecnologias inovadoras, verdes e de baixo custo para reduzir a forte dependência brasileira a insumos agrícolas importados, ademais o uso de químicos no solo prejudica o meio ambiente. Nesse cenário, todas as escalas da agricultura são impactadas, porém, a agricultura familiar sofre um impacto significativo, pois a falta de acesso à tecnologias dificulta ainda mais a situação.
O tecnossolo ancestral é uma tecnologia verde inovadora que recria os solos de terra preta arqueológica (TPA), muito conhecidos na Amazônia por suas características de alta resiliencia e fertilidade, mas que não podem ser comercializados por serem encontrados em sítios arqueológicos. O nosso diferencial é trazer para o mercado um biofertilizante que agrega as partículas do solo, aumenta a produtividade agrícola e é um produto carbono neutro.
A tecnologia condiciona o solo por meio da incorporação de insumos orgânicosno mesmo, com pegada de carbono neutra proque reduz o passivo ambiental, devido ser composta por biomassa proveniente de resíduos da cadeia da carne, madeireiras, carvoarias e do açai. Unindo a economia circular, a bioeconomia e a ciência, reduzir o uso de produtos químicos e tem baixa emissão de carbono. Até o presente momento, as nossas pesquisas comprovam que a tecnologia reestrutura a física do solo onde foi inserida, ao contrário dos fertilizantes que exaurem a capacidade de suporte do mesmo. Ademais, com a inserção da microbiota proveniente das terrras pretas no tecnossolo, será possivel gerar uma solução capaz de substituir o uso de fertilizantes, aumentar o crescimento e a adaptação de diversos tipos de culturas, entretanto, esse estágio requer mais tempo, recursos e etapas para o desenvolvimento.
O tecnossolo ancestral pode ser aplicado na agricultura em diversas escalas, sobretudo, na agricultura familiar e nos sistemas agroflorestais, tem o propósito de aumentar a produção agrícola e a qualidade dos alimentos sem o uso de fertilizantes químicos, ao mesmo tempo em que recupera a estrutura e condiciona o solo. A agricultura familiar se apresenta como mercado de saída para inserção da solução em ambiente altamente impactado pelas variações de preço dos fertiizantes químicos, portanto, segmento de mercado de maior vulnerabilidade. Além da agricultura familiar, o tecnossolo tem capacidade de aplicação no setor de reflorestamento, tanto em viveiros, como em áreas de recuperação/regeneração ambiental. Outro setor relevante de aplicação é o de mineração, para a reabilitação de áreas impactadas por atividades do escopo das mineradoras.
Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o ramo de insumos agrícolas brasileiro é um mercado anual de R$ 1,65 trilhão, sendo esse o Total Addressed Market (TAM) da nossa solução. Entendemos que iremos buscar um mercado mais específico, atrelado a soluções verdes e a produtores que buscam atuar sem recorrer a defensivos químicos. Dessa forma, nosso Serviceable Addressable Market (SAM) considerando apenas o mercado nacional de bioinsumos é estimado em R$ 340 bilhões com crescimento médio de 28% ao ano.
Nosso foco estará inicialmente na agricultura familiar e nos modelos de agricultura regenerativa como os Sistemas Agroflorestais (SAFs) e estimamos a captura de 3% do mercado, chegando a um Serviceable Obtainable Market (SOM) de R$ 10,2 bilhões/ano.
Solução se encontra em validação tecnológica. Sob a ótica do Technology Readiness Levels (TRL) nos encontramos no TRL5 com testes sendo executados em ambientes simulados e em escala reduzida, mas que representam condições reais. Dentro dos próximos 6 meses iniciaremos a validação com potenciais clientes, buscando utilização da tecnologia em escala por agricultores familiares, cuja produção seja centralizada em áreas de SAFs.
Proposta de Valor
Clientes
Relacionamento com os Clientes
Canais
Atividades
Recursos Necessários
Parcerias Estratégicas
Receita (Monetização_
O tecnossolo ancestral é uma tecnologia verde que promove o aumento da produtividade agrícola, sem gerar fonte de contaminação ao meio ambiente, além de reduzir o passivo ambiental, pois sua composição é advinda de resíduos de madeireiras, açougues e carvoarias. Nesse sentido, a criação de valor para manter a floresta em pé, está em fortalecer os processos produtivos, favorecer a segurança alimentar dos produtos agrícolas oriundos da floresta, retirar do solo e das fontes de recursos hídricos compostos químicos prejudiciais ao ecossistema do bioma Amazônico, ao passo que se utiliza a economia circular para garantir a cadeia de suprimentos da tecnologia.
A principal competição está atrelada a mudança de hábitos do agricultor brasileiro, que ainda está bastante conectada ao uso de insumos químicos. No entanto, entendemos que cada vez mais o mercado de bioinsumos se faz relevante, já havendo players bastante consolidados, como DominiSolo (https://dominisolo.com.br/), AGRIGENTO (https://www.agrigento.com.br/) e Fortgreen (http://www.fortgreen.com.br/). Há também incumbentes buscando soluções semelhantes, incluindo PretaTerra (https://pretaterra.com/). Há ainda um grupo de empresas atuando como consultoria ou apoio tecnológico para agricultores, que podem ser potenciais parceiros, como a Cquester Analytics (https://www.cquesteranalytics.com/)
O diferencial tecnológico da solução consiste no solo ancestral antrópico da Terra Preta Arquelógica ser a base científica e tecnológica. Ademais, o referido solo é conhecido, sobretudo, no nicho dos pequenos agricultores, o que facilita a entrada no mercado.
Em sua versão de TRL mais avançado, o tecnossolo deverá possuir todas as propriedades químicas, bioquímicas, microbiológicas e mineralógicas dos solos de referência, conferindo aumento de fertilidade e resistência do solo, mesmo em condições climáticas severas, com o benefício de não haver a necessidade do tempo de descanso, para recuperação do solo, entre um ciclo de cultura e outro. Nesse mesmo sentido, também deve substituir o uso de fertilizantes.
O processo de busca de anterioridade realizado em bases de patentes nacionais e internacionais, não identificou pedidos e registros de patentes com o mesmo escopo da tecnologia desenvolvida (Br 1020200051563A2), que é a de recriação das terras pretas arqueológicas, o que garante a inovação, o diferencial tecnológico, a competitividade e a valorização do produto diante dos concorrentes diretos, como fertilizantes, adubos e condicionantes de solo.
A tecnologia vem sendo estudada há mais de uma década (por análises de fertilidade), mas somente em 2020 foi observado que ela tem a propriedade de reestruturar o solo, resultado evidenciado por meio de análises laboratoriais. Esses achados impulsionaram o pedido de registro de patente junto ao INPI, que ainda está sob análise. A tecnologia foi desenvolvida em campo aberto, sob condições de intempéries climáticas da região Amazônica e após 10 anos se mostrou positiva para estruturação do solo. Os próximos passos serão: (i) Testes em laboratórios de aplicação do TA em culturas diversificadas e/ou testes com sementes; (ii) Testes em outros tipos de solos base; (iii) Acelerar o processo de formação do TA, pois o mesmo tem 1 década de experimento; (iv) Incorporar biocarvão, com as mesmas características dos encontrados em TPA. Para tal, é necessária a realização de testes em usinas de pirólise; (v) Identificar o tempo de formação do TA para fins produtivos; (vi) Avaliar a sustentabilidade do produto, mediante parâmetros de eficiência, eficácia e efetividade na recuperação de solos degradados e produtividade agrícola.
Em paralelo ao desenvolvimento tecnológico, iremos estruturar a empresa e criar a estratégia de Go To Market.
Para todos estes passos, estamos buscando um investimento de R$ 3 milhões que será direcionado da seguinte forma:
24 meses
Projeção de Receita
Projeção de Saídas de Caixa
Saldo de Caixa
Necessidade de Recursos
Pesquisa: Empresas do Segmento
Valuation Método 1
Valuation Método 2
Valuation Método 3
Milena Carvalho